{"id":3810,"date":"2025-03-26T11:15:24","date_gmt":"2025-03-26T14:15:24","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3810"},"modified":"2025-11-12T18:02:30","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:30","slug":"a-grande-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3810","title":{"rendered":"A grande arte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\"><a>FONSECA, Rubem. <em>A grande arte<\/em>: romance. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Marina Maximiano Ferreira de Souza<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Th\u00e9o Cris\u00f3stomo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo romance do escritor Rubem Fonseca (Juiz de Fora, MG, 1925 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2020), <em>A grande arte<\/em>, publicado em 1983, foi lan\u00e7ado dez anos ap\u00f3s seu primeiro romance, <em>O caso Morel<\/em> (1973). Antes de se dedicar integralmente \u00e0 carreira liter\u00e1ria, Fonseca trabalhou como advogado criminalista e comiss\u00e1rio da pol\u00edcia, experi\u00eancias que influenciaram diretamente sua escrita. Seus livros s\u00e3o conhecidos por retratar a viol\u00eancia urbana e o erotismo utilizando uma linguagem crua e objetiva. Al\u00e9m disso, apresentam frases e\/ou palavras em outros idiomas, que nunca s\u00e3o traduzidas, deixando essa responsabilidade para o leitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro aspecto \u00e9 a intertextualidade, pois Fonseca sempre faz refer\u00eancias a diversos elementos da cultura e da arte ao longo de seus textos; um exemplo s\u00e3o as refer\u00eancias b\u00edblicas e liter\u00e1rias da obra em quest\u00e3o, \u201ccome\u00e7ando com Caim \u2013 a <em>B\u00edblia<\/em> \u00e9 um livro de hist\u00f3rias de homicidas \u2013 e seguindo com Ulisses, \u00c9dipo, Electra, Otelo, Macbeth, Raskolnikov, Sorel e por a\u00ed afora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A grande arte<\/em> \u00e9 dividido em duas partes: \u201cPercor\u201d, em refer\u00eancia a \u201cum conjunto de t\u00e9cnicas e t\u00e1ticas de manejo de armas brancas\u201d e \u201cRetrato de fam\u00edlia\u201d, que se refere \u00e0 obra fict\u00edcia de Bas\u00edlio Peralta sobre a fam\u00edlia Lima Prado, publicada em 1949 e um fracasso de venda. A narrativa acompanha o advogado criminalista Mandrake em sua investiga\u00e7\u00e3o do assassinato de tr\u00eas mulheres. Os homic\u00eddios ocorrem pouco ap\u00f3s um encontro delas com Roberto Mitry, \u201cum homem da sociedade\u201d com \u201cnome nas colunas\u201d. Mitry havia contratado as prostitutas, mas ao deixar o apartamento de Elisa de Almeida, vulgo Gisela, esquece uma fita de videocassete, pertencente a terceiros; para recuper\u00e1-la recorre aos servi\u00e7os de Mandrake e de seu s\u00f3cio Wexler. No entanto, no in\u00edcio da investiga\u00e7\u00e3o, as prostitutas come\u00e7am a ser assassinadas: Elisa-Gisela \u00e9 \u201ca primeira que mataram\u201d; depois \u201cuma massagista de nome Carlota, vulgo Danusa\u201d; e por \u00faltimo Oswalda, cujo nome de guerra \u00e9 Cila, tamb\u00e9m conhecida como Laura Lins. Mandrake, com isso, come\u00e7a a investigar seu pr\u00f3prio cliente, Roberto Mitry, \u201cum p\u00e9-frio?\u201d ou \u201cum assassino?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tema central da hist\u00f3ria \u00e9 a chantagem, e, a partir da\u00ed, Mandrake se envolve em um mundo de assassinatos, corrup\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, levando-o at\u00e9 Corumb\u00e1 (MS), fronteira com a Bol\u00edvia. Segundo o advogado, os acontecimentos n\u00e3o foram obtidos de \u201cmaneira ordenada\u201d: \u201cforam sabidos e compreendidos\u201d pelas suas dedu\u00e7\u00f5es, ou ent\u00e3o a partir \u201cdos Cadernos de anota\u00e7\u00f5es de Lima Prado\u201d, al\u00e9m dos di\u00e1logos mantidos com Miriam, que o \u201cajudaram a entender as rela\u00e7\u00f5es de Zakkai, o Nariz de Ferro, com Camilo Fuentes\u201d, um assassino de aluguel boliviano, e \u201cdas informa\u00e7\u00f5es de Monteiro, o vendedor de armamento b\u00e9lico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mandrake fez sua estreia com o conto \u201cO Caso de F.A.\u201d do livro <em>L\u00facia McCartney<\/em> (1967). Ele ainda aparece em outras obras do autor, como nos livros <em>Feliz Ano Novo<\/em> (1975), <em>O cobrador<\/em> (1979), <em>E do meio do mundo prostituto s\u00f3 amores guardei ao meu charuto <\/em>(1997), <em>Mandrake \u2013 A b\u00edblia e a bengala<\/em> (2005) e <em>Calibre 22<\/em> (2017). A personagem foge dos clich\u00eas de um investigador policial, \u201ccaminha o tempo inteiro na linha t\u00eanue entre o hero\u00edsmo tradicional e o anti-hero\u00edsmo\u201d (Bonacorci, 2020), carism\u00e1tico e mulherengo, n\u00e3o se relaciona muito profundamente, suas motiva\u00e7\u00f5es levam o leitor a questionar constantemente suas a\u00e7\u00f5es e integridade. De acordo com Falleiro (2018), \u201ca aus\u00eancia de uma descri\u00e7\u00e3o f\u00edsica lhe \u00e9 proposital, [j\u00e1 que] o que mais conta s\u00e3o os seus pensamentos, o que ele deixa transparecer por meio dos seus atos e de seus relacionamentos com as demais personagens\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rubem Fonseca retrata com uma not\u00e1vel profundidade personagens violentos e complexos, revelando suas motiva\u00e7\u00f5es, dilemas e conflitos internos. Segundo Porto (2021), o escritor, em <em>A grande arte<\/em>, utiliza a solid\u00e3o \u201cdos indiv\u00edduos nas grandes metr\u00f3poles\u201d como um elemento central na constru\u00e7\u00e3o dos enredos e no desenvolvimento dos personagens. Fonseca escreve: \u201cEla me olhava, e eu a ela, como se n\u00e3o nos conhec\u00eassemos e Ada me dava a impress\u00e3o dolorosa de que supunha que eu a encarava com piedade, e talvez fosse verdade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro aspecto marcante da obra \u00e9 sua cr\u00edtica social incisiva e frequentemente devastadora, que transporta o leitor para o Rio de Janeiro de 1980. Segundo Almeida (2002), Rubem Fonseca entrela\u00e7a a pobreza e a viol\u00eancia por meio de \u201cmicro-cenas da vida cotidiana\u201d. Em uma passagem, Mandrake descreve mendigos disputando restos de comida nos fundos de um restaurante, contrastando com a exclusividade dos \u201cservi\u00e7os aos que podem pagar\u201d; em outra cena, o assassino de aluguel Fuentes reflete sobre a comercializa\u00e7\u00e3o de tudo, quando negocia a compra de uma c\u00f3rnea, \u201cNo mundo, pensou Fuentes, tudo se comprava e vendia, a mulher sabia disso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Porto (2021), ao longo da narrativa, a ordem cronol\u00f3gica dos eventos \u00e9 frequentemente interrompida, despertando a curiosidade do leitor e estimulando-o a atuar como um detetive, na tentativa de solucionar o mist\u00e9rio. O romance se distingue pela ambiguidade nas rela\u00e7\u00f5es entre as personagens, sem uma separa\u00e7\u00e3o n\u00edtida entre her\u00f3is e vil\u00f5es. Essa ambiguidade \u00e9 exemplificada pela cita\u00e7\u00e3o: &#8220;Pode ter sido qualquer pessoa. Pode ter sido voc\u00ea, Mandrake&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tema policial \u00e9 comum nos romances fonsequianos, que utiliza cenas de viol\u00eancia, linguagem crua e temas adultos. Seus romances frequentemente abordam homic\u00eddios, \u201ctr\u00e1fico de drogas, prostitui\u00e7\u00e3o, trai\u00e7\u00e3o, assassinatos, corrup\u00e7\u00e3o, indiv\u00edduos marginalizados\u201d (Falleiro, 2018). O sexo tamb\u00e9m permeia a trama, em diversas formas: consensual, pago, extraconjugal, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porto (2021) destaca que <em>A grande arte<\/em> se distingue dos romances policiais tradicionais\u00a0pela maneira como o autor constr\u00f3i seu detetive. Em vez de retratar um her\u00f3i t\u00edpico do g\u00eanero, Fonseca apresenta Mandrake com tra\u00e7os mais humanos, agindo guiado pela intui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pela frieza, assim, o diferencia dos protagonistas do g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra <em>A grande arte<\/em><em> <\/em>oferece uma trama com personagens complexos, al\u00e9m da cr\u00edtica afiada. Fonseca retrata a realidade brasileira de maneira aut\u00eantica, abordando temas relevantes de maneira provocativa. O escritor utiliza frases fragmentadas e uma linguagem direta para expor a crueza da realidade de temas como criminalidade e poder, proporcionando uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALMEIDA, Marco Ant\u00f4nio (2002). Quem \u00e9 o bandido? a narrativa policial na literatura brasileira. <em>Revista de Ci\u00eancias Sociais<\/em>: RCS, v. 33, n. 2, p. 64-83. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dialnet.unirioja.es\/servlet\/articulo?codigo=8437149\">https:\/\/dialnet.unirioja.es\/servlet\/articulo?codigo=8437149<\/a>. Acesso em: 18 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BONACORCI, Ricardo (2020). Livros: <em>A grande arte<\/em> \u2013 O segundo romance de Rubem Fonseca. <em>Bonas hist\u00f3rias<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bonashistorias.com.br\/single-post\/2020\/09\/17\/livros-a-grande-arte-o-segundo-romance-de-rubem-fonseca\">https:\/\/www.bonashistorias.com.br\/single-post\/2020\/09\/17\/livros-a-grande-arte-o-segundo-romance-de-rubem-fonseca<\/a>. Acesso em: 18 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FALLEIRO, Mari Alves da Silva (2018). <em>Literatura policial em <\/em>A grande arte<em>, de Rubem Fonseca<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o <em>Stricto Sensu<\/em> em Letras) \u2013 Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s, Goi\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PORTO, Teresa Cristina de Oliveira (2021). O g\u00eanero policial e os vieses da viol\u00eancia em <em>A grande arte<\/em>, de Rubem Fonseca. <em>Desenredos<\/em>, Teresina, n. 37, p. 111-133, out. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/desenredos.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/37-artigo-Teresa-Porto.pdf\">http:\/\/desenredos.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/37-artigo-Teresa-Porto.pdf<\/a>. Acesso em: 18 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REIS, Murilo Eduardo dos; LEONEL, Maria C\u00e9lia de Moraes (2018). Viol\u00eancia e refinamento discursivo em <em>A grande arte<\/em>, de Rubem Fonseca. <em>Alea<\/em>: estudos neolatinos, v. 20, n. 1, p. 34-46, jan.-abr. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/alea\/article\/view\/18711\/0\">https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/alea\/article\/view\/18711\/0<\/a>. Acesso em: 18 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3839.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3839\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Companhia-das-Letras-1990-1.webp\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 1990\" data-attachment-id=\"3840\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 1990\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Companhia-das-Letras-1990-1\/379698592.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 1990<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Companhia-das-Letras-2008.webp\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 2008\" data-attachment-id=\"3841\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 2008\" width=\"250\" height=\"359\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Companhia-das-Letras-2008\/2629671664.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22359%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20359%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 2008<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Nova-fronteira-2010.webp\" data-caption-title=\"Nova fronteira, 2010\" data-attachment-id=\"3842\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Nova fronteira, 2010\" width=\"250\" height=\"388\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Nova-fronteira-2010\/3714619577.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22388%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20388%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova fronteira, 2010<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONSECA, Rubem. 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