{"id":3671,"date":"2025-02-05T17:28:10","date_gmt":"2025-02-05T20:28:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3671"},"modified":"2025-11-12T17:58:08","modified_gmt":"2025-11-12T20:58:08","slug":"tanto-faz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3671","title":{"rendered":"Tanto faz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">MORAES, Reinaldo. <em>Tanto faz<\/em>. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Andr\u00e9 Luiz dos Santos Rodrigues<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1981, a s\u00e9rie Cantadas Liter\u00e1rias, da Editora Brasiliense, publicou <em>Tanto faz<\/em>, o primeiro romance do paulistano Reinaldo Moraes (S\u00e3o Paulo, SP, 1950). Essa narrativa j\u00e1 apresenta as vigas-mestras da po\u00e9tica que consolidaria o autor de <em>Pornopopeia<\/em> (2009) e <em>Maior que o mundo<\/em> (2018). Seus protagonistas s\u00e3o homens da classe m\u00e9dia paulistana que remetem ao d\u00e2ndi, ao <em>fl\u00e2neur<\/em> e ao malandro, figuras que possuem uma radical experi\u00eancia corpo a corpo com a cidade e seus atores. Sua dic\u00e7\u00e3o vai do baixo cal\u00e3o e da informalidade ao vocabul\u00e1rio elegante e requintado, sendo, em geral, associada \u00e0 pornografia e \u00e0 escatologia. Contudo, sob essa camada aparente do texto, que chama a aten\u00e7\u00e3o pelo humor e pelo registro do portugu\u00eas falado, h\u00e1 uma apurada observa\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas sociais da classe m\u00e9dia brasileira, especialmente a de S\u00e3o Paulo, e uma ang\u00fastia existencial que, para se salvar da autodestrui\u00e7\u00e3o, recorre \u00e0 ironia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Protagonizada por Ricardo de Mello, um rapaz de trinta anos da pequena burguesia paulistana, a hist\u00f3ria, assemelhando-se a um di\u00e1rio, divide-se entre a narra\u00e7\u00e3o em primeira e em terceira pessoa. Por um golpe de sorte, Ricardo obt\u00e9m no instituto de economia em que trabalha uma bolsa de estudos para realizar em Paris um curso de planifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Como ele diz: um \u201ccurso perfeitamente cabul\u00e1vel\u201d. O contexto em que tal oportunidade surge \u00e9 de crise econ\u00f4mica no Brasil, no fim do milagre econ\u00f4mico da ditadura. Sem responsabilidade ou ideal, Ricardo vai a Paris e imerge em uma rotina que envolve tudo, exceto o curso: sempre buscando uma mulher com quem se relacionar, ele perde a no\u00e7\u00e3o do tempo, sem saber, \u00e0s vezes, qual \u00e9 o dia da semana; acorda quando lhe d\u00e1 na telha; usa drogas indiscriminadamente; erra pelas ruas de Paris; vai ao cinema assistir a filmes <em>cult<\/em>. Na mente, uma ideia fixa que posterga a finaliza\u00e7\u00e3o de seu romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A certa altura, o mo\u00e7o afirma que \u201co malandro morreu no pov\u00e3o para renascer na pequena-burguesia diplomada\u201d. Diferentemente do malandro do fim do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do XX, um sujeito pertencente \u00e0s camadas menos favorecidas, desempregado e impossibilitado de se inserir socialmente de forma plena, o malandro retratado por Moraes \u00e9 bem-nascido e est\u00e1 ciente de que sua posi\u00e7\u00e3o social lhe permite transgress\u00f5es que n\u00e3o ser\u00e3o punidas, sendo a maior delas a avers\u00e3o ao trabalho e \u00e0 vida pr\u00e1tica. Ricardo qualifica-se como indolente, pregui\u00e7oso, canalha e vadio. \u201cAcostumado ao regime brasileiro de m\u00e3e e empregada [&#8230;] a mera perspectiva de lavar um prato lhe parece um dos doze trabalhos de H\u00e9rcules\u201d. Al\u00e9m de transitar na arquitetura Casa Grande &amp; Senzala, o malandro pequeno-burgu\u00eas de Moraes \u00e9 \u201cuma lagartixa camale\u00f4nica, dessas que aderem com facilidade \u00e0 superf\u00edcie das coisas e v\u00e3o mudando de forma e cor de acordo com os contextos\u201d. Essa falta de fixidez, t\u00edpica da inconst\u00e2ncia do malandro, impede que aqueles que circundam o protagonista se consolidem como personagens complexos, j\u00e1 que todos parecem passantes: os burocratas do instituto, a ex-guerrilheira, a aspirante a poeta, o pseudointelectual formador de opini\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro foi publicado durante o per\u00edodo de reabertura pol\u00edtica no Brasil, com a ditadura enfraquecida e a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabendo exatamente como seria o futuro ou quando ele se desenharia com nitidez. Tanto o Brasil quanto Ricardo sofrem com a ressaca e a desorienta\u00e7\u00e3o caracter\u00edsticas dos tempos de mudan\u00e7a social, um desnorteio refletido de diversas maneiras no romance. Primeiramente, ele est\u00e1 dividido em 75 cap\u00edtulos com extens\u00f5es variadas (alguns, por exemplo, s\u00e3o apenas uma frase curta e despropositada) e sem linearidade, colocando aquele que l\u00ea sempre <em>in medias res<\/em>. A maneira digressiva de narrar emula os passos vagabundos de Ricardo por Paris: o cap\u00edtulo come\u00e7a falando sobre determinado assunto e termina com um t\u00f3pico diferente ou come\u00e7a observando uma situa\u00e7\u00e3o em Paris e termina com uma mem\u00f3ria de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os fragmentos n\u00e3o est\u00e3o organizados segundo uma hierarquia, palavra esta que inexiste no mundo de Ricardo de Mello. Qualquer coisa, qualquer um, qualquer situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de deboche. A queda de bra\u00e7o entre a primeira e a terceira pessoa, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 resolvida com an\u00e1lises sobre o que cada uma delas possibilita. Escarnecendo da metalinguagem, o conflito \u00e9 solucionado com par ou \u00edmpar entre os dois narradores. \u00cdcones da literatura, quando n\u00e3o referidos por apelidos, s\u00e3o citados sem respeito ou temor. No entanto, h\u00e1 fragmentos inteiros dedicados \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es baixas do corpo, como a flatul\u00eancia, a ejacula\u00e7\u00e3o, o muco e a diarreia. Para elas, a aten\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e a seriedade: \u201cNuma opera\u00e7\u00e3o sincronizada de fechamento da garganta e ligeira funga\u00e7\u00e3o, consigo obrigar o ranho a voltar pro duto nasal, sem deslocar o catarro dos br\u00f4nquios. Cada macaco no seu galho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tanto faz<\/em>, de acordo com o cr\u00edtico Karl Erik Schollhammer em <em>Fic\u00e7\u00e3o brasileira contempor\u00e2nea <\/em>(2009), \u00e9 parte de um conjunto de romances que incluem, por exemplo, <em>O que \u00e9 isso, companheiro? <\/em>(1979), de Fernando Gabeira, e <em>Com licen\u00e7a, eu vou \u00e0 luta<\/em> (1983), de Eliane Maciel, os quais revisam as \u201cposturas do engajamento pol\u00edtico, numa fic\u00e7\u00e3o cujos temas se relacionam diretamente \u00e0 resist\u00eancia e \u00e0 luta armada contra o regime repressivo\u201d. A prosa de Moraes, no entanto, difere das outras pelo tom sat\u00edrico diante da violenta realidade brasileira de ent\u00e3o, a qual levava artistas a exigir uns dos outros obras politicamente engajadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A voz sat\u00edrica \u00e9 resultado da negatividade melanc\u00f3lica que toma a mente e o corpo de Ricardo. Ap\u00f3s ir dormir \u00e0s sete da manh\u00e3 e acordar \u00e0s cinco da tarde, ele se pergunta: \u201cComo me levantar da cama se estou morto?\u201d. Os ratos que circulam pelo seu est\u00fadio parecem t\u00e3o reais quanto imagin\u00e1rios, na medida em que representam o pensamento circular, m\u00f3rbido e perfurante do melanc\u00f3lico: o pensamento que, como Ricardo, n\u00e3o sai do lugar. A op\u00e7\u00e3o pela s\u00e1tira parece ser tamb\u00e9m a resposta mais libert\u00e1ria para os discursos prescritivos da \u00e9poca: \u00e0 direita, o autoritarismo, o cinismo e a censura; \u00e0 esquerda, o engajamento apenas no n\u00edvel do discurso te\u00f3rico e art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A oscila\u00e7\u00e3o do comportamento do protagonista, que parte do contato visceral com a cidade e chega \u00e0 solid\u00e3o devastadora dentro de seu est\u00fadio, \u00e9, portanto, a oscila\u00e7\u00e3o do s\u00e1tiro, que se vira contra a sociedade e contra si mesmo. Segundo o cr\u00edtico liter\u00e1rio Jean Starobinski, em <em>A tinta da melancolia: uma hist\u00f3ria cultural da tristeza<\/em> (2016), \u201ca voz sat\u00edrica \u00e9 a de um homem que guarda dist\u00e2ncia, mas que, no seu isolamento, se volta contra a sociedade para fustig\u00e1-la. [&#8230;] A negatividade sat\u00edrica aviva a rela\u00e7\u00e3o com os outros, mais do que a suprime\u201d. Suas \u201cpalavras s\u00e3o nulas e sem valor [&#8230;] mas revelam, igualmente bem, a verdade, p\u00f5em a nu os crimes e as usurpa\u00e7\u00f5es\u201d, os quais, sem gerar culpa em Ricardo, abundam em <em>Tanto faz<\/em>. No limite, Ricardo de Mello atualiza o comportamento de Br\u00e1s Cubas, personagem que, de acordo com diversas entrevistas do escritor, marcou sua forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. O comportamento: conhecer com agudeza como as pessoas de sua classe social agem, a fim de tirar proveito das situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, o romance de Moraes produz um efeito paradoxal. Ainda que constantemente negue a realidade, chegando a dizer \u201cQuem precisa da hist\u00f3ria? Tirem essa puta velha e assassina daqui!\u201d, Ricardo est\u00e1 atento a seus movimentos tanto quanto um soci\u00f3logo. A realidade que v\u00ea n\u00e3o parece ser promissora, uma vez que ziguezagueia pelo presente e pelo passado. Por sua vez, o futuro, tanto de seu romance em constru\u00e7\u00e3o quanto do Brasil no fim da ditadura \u2014 com cujos personagens o protagonista convive e que conhece bem \u2014, pode ficar para depois. Sinal de liberdade, sintoma de ang\u00fastia. A li\u00e7\u00e3o machadiana: em vez do lamento, a ironia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALVES, Guto (2022). Azara\u00e7\u00e3o em prosa e verso.\u00a0<em>Quatro cinco um<\/em>, n. 56, mar. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/quatrocincoum.com.br\/artigos\/literatura\/literatura-brasileira\/azaracao-em-prosa-e-verso\/\">https:\/\/quatrocincoum.com.br\/artigos\/literatura\/literatura-brasileira\/azaracao-em-prosa-e-verso\/<\/a>. Acesso em: 1\u00ba ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PELLANDA, Lu\u00eds Henrique (2010). Paiol liter\u00e1rio: Reinaldo Moraes.\u00a0<em>Rascunho<\/em>, n. 126, out. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/rascunho.com.br\/paiol-literario\/reinaldo-moraes\/\">https:\/\/rascunho.com.br\/paiol-literario\/reinaldo-moraes\/<\/a>. Acesso em: 1\u00ba ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SCH\u00d8LLHAMMER, Karl Erik (2009). <em>Fic\u00e7\u00e3o brasileira contempor\u00e2nea<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, A. C. e (2010). Orgia picaresca.\u00a0<em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em>, 5 dez, 2010. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrissima\/il0512201005.htm\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrissima\/il0512201005.htm<\/a>. Acesso em: 1\u00ba ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STAROBINSKI, Jean (2016). <em>A tinta da melancolia<\/em>: uma hist\u00f3ria cultural da tristeza. Trad. de Rosa Freire d\u2019Aguiar. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3757.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3757\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Brasiliense-1983.webp\" data-caption-title=\"Brasiliense, 1983\" data-attachment-id=\"3758\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasiliense, 1983\" width=\"250\" height=\"455.46558704453\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Brasiliense-1983.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22455.46558704453%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20455.46558704453%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Brasiliense, 1983<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Azougue-2003.webp\" data-caption-title=\"Azougue, 2003\" data-attachment-id=\"3759\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Azougue, 2003\" width=\"250\" height=\"371\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Azougue-2003\/1180859417.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22371%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20371%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Azougue, 2003<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Cia-das-Letras-2011.webp\" data-caption-title=\"Cia das Letras, 2011\" data-attachment-id=\"3760\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Cia das Letras, 2011\" width=\"250\" height=\"361\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Cia-das-Letras-2011\/1611171032.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22361%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20361%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cia das Letras, 2011<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MORAES, Reinaldo. Tanto faz. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1981. Andr\u00e9 Luiz dos Santos RodriguesIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Em 1981, a s\u00e9rie Cantadas Liter\u00e1rias, da Editora Brasiliense, publicou Tanto faz, o primeiro romance do paulistano Reinaldo Moraes (S\u00e3o Paulo, SP, 1950). Essa narrativa j\u00e1 apresenta as vigas-mestras da po\u00e9tica que consolidaria o autor de Pornopopeia (2009) e Maior [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4646,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[199,79,443,103,100,211,192],"cronologia":[31],"estado":[122],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-3671","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-classes-medias","tag-deslocamento","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-espaco-urbano","tag-fragmentacao","tag-ironia","cronologia-31","estado-sao-paulo","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3671","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3671"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3671\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5706,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3671\/revisions\/5706"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3671"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3671"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3671"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3671"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3671"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3671"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3671"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}