{"id":3667,"date":"2025-02-03T16:14:22","date_gmt":"2025-02-03T19:14:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3667"},"modified":"2025-09-15T09:47:09","modified_gmt":"2025-09-15T12:47:09","slug":"romance-da-pedra-do-reino-e-o-principe-do-sangue-do-vai-e-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3667","title":{"rendered":"Romance d\u2019a pedra do reino e o pr\u00edncipe do sangue do vai-e-volta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">SUASSUNA, Ariano. <em>Romance d\u2019a pedra do reino e o pr\u00edncipe do sangue do vai-e-volta<\/em>. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1971.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Greicy Kelly Carvalho<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ariano Suassuna (Jo\u00e3o Pessoa, PB, 1927 \u2013 Recife, PE, 2014), paraibano de nascen\u00e7a, mas pernambucano de cora\u00e7\u00e3o e nordestino de corpo inteiro, foi teatr\u00f3logo, escritor, professor, ensa\u00edsta e&nbsp;advogado. Ao iniciar o curso de Direito em Recife, aproximou-se de Hermilo Borba Filho, importante dramaturgo recifense, e juntos retomaram o Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP). Suassuna participou da Academia Brasileira de Letras (ABL), Academia Pernambucana de Letras (APL) e Academia Paraibana de Letras (APL). Foi professor universit\u00e1rio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) por mais de trinta anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele produziu diversas pe\u00e7as teatrais de cunho intertextual com outros movimentos liter\u00e1rios, como o teatro grego, o teatro medieval e os folhetos de cordel. Tamb\u00e9m escreveu poemas, romances, autos, e participou de festivais liter\u00e1rios, conciliando essas atividades com a advocacia, at\u00e9 o momento em que decidiu parar e ficar apenas com a literatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na obra <em>Romance d\u2019A Pedra do Reino e o Pr\u00edncipe do Sangue do Vai-e-Volta<\/em><em>, <\/em>o leitor conhece a hist\u00f3ria familiar do personagem Dom Pedro Dinis Ferreira Quaderna, intitulado como \u201cO Decifrador\u201d e pretendente ao trono do Imp\u00e9rio do Brasil. Quaderna \u00e9 descendente de Dom Jo\u00e3o II, O Execr\u00e1vel, que foi Rei da Pedra do Reino, no Sert\u00e3o do Paje\u00fa, entre 1835 e 1838. Os reis e imperadores hist\u00f3ricos s\u00e3o nomeados como \u201cestrangeirados e falsificados da Casa de Bragan\u00e7a\u201d. O desenrolar do romance \u00e9 centrado nas aventuras, desventuras e interliga\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de Quaderna ao encontro do reinado da Pedra do Reino. \u00c9 uma volta \u00e0 soberania \u201cabrasileirada\u201d com o cen\u00e1rio sertanejo no papel central, representando-se o interior paraibano em Tapero\u00e1 e o interior pernambucano em Belo Monte, entre outras localiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance tem cinco cap\u00edtulos (\u201cPrel\u00fadio \u2013 A pedra do reino\u201d; \u201cChamada \u2013 Os Emparedados\u201d; \u201cGalope \u2013 Os Tr\u00eas Irm\u00e3os Sertanejos\u201d; \u201cTocata \u2013 Os Doidos\u201d e \u201cFuga \u2013 A Demanda do Sangral\u201d), subdivididos em v\u00e1rios folhetos, caracter\u00edstica da escrita de cordel. Inicialmente, o personagem Quaderna fala sobre sua fam\u00edlia paterna e materna separadamente, porque o envolvimento imperialista na linha heredit\u00e1ria das fam\u00edlias \u00e9 misturado com outras pessoas. Dinis Quaderna \u00e9 o narrador de cada momento, seja ele de uma inven\u00e7\u00e3o, de um grande feito familiar ou da escrita de uma epopeia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dinis Quaderna disfar\u00e7a sua bravura, revestindo-a de mentiras e conversas gloriosas entre os familiares Quadernas que o conhecem muito bem, mas fingem atestar que cada palavra dita \u00e9 real. Em outros momentos, Dinis flerta at\u00e9 mesmo com a pol\u00edtica, ao sonhar em unir a Am\u00e9rica Latina como um s\u00f3 pa\u00eds e, imaginativamente, cria um partido pol\u00edtico, chamado Falange da Am\u00e9rica Latina. Suassuna concentra em seu personagem outros aspectos, como a literatura, citando nomes de autores conhecidos nacionalmente como Gon\u00e7alves Dias, Olavo Bilac, Joaquim Nabuco, entre outros, e conecta cada uma das pessoas citadas com elementos fant\u00e1sticos ou an\u00e1logos aos da cavalaria. Esse \u00e9 um ponto importante no romance, porque Suassuna sobreleva o povo e suas hist\u00f3rias a partir dos cantadores, do uso do gib\u00e3o, das armaduras de couro, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No terceiro cap\u00edtulo, especificamente no folheto XXVII, Quaderna junto com seus amigos Clemente e Samuel pensam em criar uma Academia de Letras, entretanto, eles discorrem sobre qual o intuito, qual nome escolher: \u201c\u2013 E por que n\u00e3o &#8216;Academia de Letras dos Emparedados do Sert\u00e3o da Para\u00edba&#8217;? \u2013 avan\u00e7ou Samuel. \u2013 N\u00e3o \u00e9 somente o Cariri, n\u00e3o: toda \u00e1rea sertaneja do Estado est\u00e1 desocupada! Vamos preench\u00ea-la inteira! Mesmo que, depois, fundem a Academia na Capital, ela n\u00e3o ser\u00e1, nunca, a Academia total e \u00fanica da Para\u00edba, mas somente a Academia do Brejo e do Litoral, isto num Estado onde o Sert\u00e3o \u00e9 a zona de maior import\u00e2ncia!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E assim surge a \u201cAcademia dos Emparedados do Sert\u00e3o da Para\u00edba\u201d, cuja nomenclatura \u2013 \u201cEmparedados\u201d \u2013 tem a seguinte explica\u00e7\u00e3o de Quaderna: \u201c[&#8230;] n\u00f3s tr\u00eas somos &#8216;emparedados&#8217; porque, com as andan\u00e7as e extravios pol\u00edticos que o Brasil vai vivendo, n\u00f3s todos temos cara de quem, com culpa ou sem culpa, vai ser encostado \u00e0 parede e fuzilado!\u201d. Essa argumenta\u00e7\u00e3o sobre o territ\u00f3rio brasileira traz \u00e0 mem\u00f3ria do leitor as falas de Suassuna sobre o \u201cBrasil real\u201d. Para o escritor, a defini\u00e7\u00e3o de revisitar passados desconhecidos e exaltar manifesta\u00e7\u00f5es culturais brasileiras que n\u00e3o tivessem influ\u00eancias do exterior fortaleceriam a nossa identidade cultural. Dessa forma, o regionalismo deve ser compreendido como a busca de uma identidade nacional que reconhe\u00e7a o sert\u00e3o, em todas as suas dimens\u00f5es, como espa\u00e7o art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio de cavalaria j\u00e1 se revela no pr\u00f3prio t\u00edtulo e nas p\u00e1ginas iniciais do romance, com tra\u00e7os quixotescos da bravura e honra. Tamb\u00e9m o pensamento ib\u00e9rico da \u00e9poca que foi explorado por Suassuna. O sebastianismo \u2013 mito da literatura portuguesa sobre o rei Dom Sebasti\u00e3o, que desapareceu no campo de batalha, e sem descendentes, ficou consagrado pela ideia de que um dia ele iria voltar e salvar o povo \u2013 \u00e9 um grande destaque e encontra espa\u00e7o para dar continuidade \u00e0 hist\u00f3ria na obra de Suassuna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sebastianismo foi escolhido por Suassuna em raz\u00e3o dos fatos que aconteceram em Pedra Bonita ou Pedra do Reino, regi\u00e3o localizada no sert\u00e3o pernambucano, atualmente pertencente ao munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 do Belmonte, onde se encontram duas rochas paralelas, talhadas de min\u00e9rios, que refletem a luz do sol.&nbsp;O local recebeu, originalmente, o nome de Pedra Bonita porque os min\u00e9rios das rochas, de colora\u00e7\u00e3o dourada, refletem a luz do sol; depois, ficou conhecido como Pedra do Reino porque foi palco, entre  1835 e 1838, de uma onda messi\u00e2nica, inspirada no sebastianismo portugu\u00eas e criada pelos moradores do arraial instalado na regi\u00e3o. A seita acreditava que o reino de Dom Sebasti\u00e3o estava encantado nas pedras e que ele seria desencantado se fossem lavadas com sangue, resultando, assim, em um massacre com sacr\u00edficos, de pessoas e animais, em prol da volta do rei portugu\u00eas. Esse momento ficou conhecido como Massacre da Pedra Bonita ou Massacre da Pedra do Reino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No romance, Quaderna pede a seu irm\u00e3o Taparica que reproduza, a partir de uma foto tirada por Euclydes Villar \u2013 personagem que \u00e9 fot\u00f3grafo e amigo do protagonista \u2013, as duas famosas pedras do reduto messi\u00e2nico do sert\u00e3o de Pernambuco. Assim sendo, Taparica realiza \u201cuma c\u00f3pia\u201d da fotografia de Euclydes Villar, \u201cna madeira\u201d, conforme pedido de Quaderna, gravura que o leitor pode visualizar no romance. A escolha de nome para esse personagem \u00e9 importante, porque se relaciona com Euclides Vilar, fot\u00f3grafo e escritor paraibano que criou o <em>Almanaque de Campina Grande, <\/em>em 1932. As imagens de bandeiras, escudos, gravuras e ins\u00edgnias que est\u00e3o presentes no <em>Romance d\u2019A Pedra do Reino <\/em>foram criadas a partir da iluminogravura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m s\u00e3o percept\u00edveis na obra de Suassuna as influ\u00eancias da cultura nordestina, como o cordel, o romanceiro nordestino, os mamulengos e a xilogravura, que se tornaram suportes para a cria\u00e7\u00e3o narrativa. Todas essas influ\u00eancias contribu\u00edram para a cria\u00e7\u00e3o do Movimento Armorial, criado e liderado por Suassuna na d\u00e9cada de 1970<em>. <\/em>Apesar da repress\u00e3o militar vigente na \u00e9poca, o Movimento Armorial foi promovido por diversos artistas e tinha como objetivo produzir e ampliar as artes brasileiras, em todos os seus aspectos: liter\u00e1rio, pol\u00edtico e art\u00edstico (de maneira erudita). O foco central estava na arte nordestina, era baseado no imagin\u00e1rio popular das manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas como xilogravura, literatura de cordel, teatro de mamulengos, m\u00fasicas de viola e rabeca. O movimento tornou-se texto te\u00f3rico e liter\u00e1rio: <em>O Movimento Armorial <\/em>(1974).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A interpreta\u00e7\u00e3o dos nomes hist\u00f3ricos que aparecem ao longo do romance \u00e9 baseada em hist\u00f3rias reais, com breves modifica\u00e7\u00f5es ou modifica\u00e7\u00f5es extremas como \u00e9 o caso da releitura que se faz da fam\u00edlia imperial portuguesa. Nem sempre as hist\u00f3rias precisam de explica\u00e7\u00f5es, justificativas e pausas longas. O <em>Romance d\u2019A Pedra do Reino<\/em> n\u00e3o fica distante do cen\u00e1rio das novelas de cavalaria e cada folheto traz novos atos, como se o arremate final permanecesse sempre na pr\u00f3xima p\u00e1gina, como se houvesse sempre algo para ser mencionado. A intencionalidade do romance pode ser percebida em cada palavra escrita, porque voltada ao desenvolvimento armorial. Como afirma Suassuna, \u201ca gente tem que fazer um curso completo de bandeiras, bras\u00f5es e outras coisas armoriais.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fam\u00edlia Quaderna \u00e9 t\u00e3o justificada por seu passado glorioso que o presente acaba se fundindo ao que j\u00e1 foi mencionado, sendo revisitado por Diniz Quaderna ao longo de cada per\u00edodo hist\u00f3rico. As hist\u00f3rias grandiosas e exuberantes da fam\u00edlia s\u00e3o transmitidas pelos mais velhos, funcionando como um retrato familiar comum \u00e0s fam\u00edlias sertanejas ou a outras fam\u00edlias brasileiras, que ouvem os antigos e replicam as melhores narrativas, transformando momentos em eventos \u00fanicos e singulares, mesmo que, na realidade, n\u00e3o possuam tal magnetismo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, o diferencial em <em>A Pedra do Reino<\/em> reside justamente nisso: em considerar cada ato e artimanha de Quaderna, que aparenta agir de forma despretensiosa, mas utiliza a voz narrativa em primeira pessoa como recurso para que os leitores compreendam suas a\u00e7\u00f5es e motiva\u00e7\u00f5es. Ler a hist\u00f3ria de Quaderna significa conhecer seus feitos, o massacre que atingiu sua fam\u00edlia e os acontecimentos que marcaram o territ\u00f3rio de Pedra do Reino. \u00c9 essa jun\u00e7\u00e3o de elementos que fortalece ainda mais sua narrativa, mantendo uma continuidade fluida, mas com conte\u00fado denso o suficiente para justificar a leitura e destacar o qu\u00e3o diversificada a escrita pode ser.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2007, o romance de Suassuna foi adaptado para a televis\u00e3o, na forma de miniss\u00e9rie dirigida por Luiz Fernando Carvalho. Em 2021, o <em>Romance d\u2019a Pedra do Reino e o Pr\u00edncipe do Sangue do Vai-e-Volta<\/em> foi relan\u00e7ado em edi\u00e7\u00e3o comemorativa por seus 50 anos de lan\u00e7amento, com manuscritos in\u00e9ditos do autor. A escrita de Suassuna transp\u00f5e \u00e9pocas, porque carrega o signo identit\u00e1rio. O leitor pode amar ou achar desagrad\u00e1vel o que leu, mas n\u00e3o desinteressante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALMANACH DE CAMPINA GRANDE PARA O ANNO DE 1933. Dire\u00e7\u00e3o de Euclydes Villar. Campina Grande, Campinense, ano I, 1932. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/cgretalhos.blogspot.com\/2013\/02\/almanach-de-campina-grande-para-o-anno.html\">https:\/\/cgretalhos.blogspot.com\/2013\/02\/almanach-de-campina-grande-para-o-anno.html<\/a>. Acesso em: 29 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CAZUMB\u00c1, Reinalda Ferreira (2013). \u201cEscrito por um brasileiro\u201d: identidade nacional, mito e arquivo no <em>Romance d\u2019A Pedra do Reino, de Ariano Suassun<\/em>a. <em>In<\/em>: COL\u00d3QUIO DO MUSEU PEDAG\u00d3GICO, 10., 28 a 30 ago. 2013, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. <em>Anais.<\/em> Vit\u00f3ria da Conquista: UESB, 2013. v. 10, n. 1, p. 3349-3360. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/anais.uesb.br\/index.php\/cmp\/article\/viewFile\/3279\/2981\">http:\/\/anais.uesb.br\/index.php\/cmp\/article\/viewFile\/3279\/2981<\/a>. Acesso em: 23 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SUASSUNA, Ariano. <em>O Movimento Armorial<\/em>. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1974.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TEIXEIRA, Jonathan Nunes; OLIVEIRA, Paulo Cust\u00f3dio de (2017). Movimento Armorial: a dualidade entre o erudito e o popular. <em>Revista de Literatura, Hist\u00f3ria e Mem\u00f3ria<\/em>, <em>[S. l.]<\/em>, v. 13, n. 22, p. 163-174. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/saber.unioeste.br\/index.php\/rlhm\/article\/view\/17861\">https:\/\/saber.unioeste.br\/index.php\/rlhm\/article\/view\/17861<\/a>. Acesso em: 29 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3740.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3740\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1971\" data-attachment-id=\"3741\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1971\" width=\"250\" height=\"373\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Jose-Olympio-1971\/2945100596.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22373%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20373%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Jos\u00e9 Olympio, 1971<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Jose-Olympio-1972.webp\" data-caption-title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1972\" data-attachment-id=\"3742\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1972\" width=\"250\" height=\"381\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Jose-Olympio-1972\/2303391942.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22381%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20381%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Jos\u00e9 Olympio, 1972<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image 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Romance d\u2019a pedra do reino e o pr\u00edncipe do sangue do vai-e-volta. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1971.\u00a0 Greicy Kelly CarvalhoIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Ariano Suassuna (Jo\u00e3o Pessoa, PB, 1927 \u2013 Recife, PE, 2014), paraibano de nascen\u00e7a, mas pernambucano de cora\u00e7\u00e3o e nordestino de corpo inteiro, foi teatr\u00f3logo, escritor, professor, ensa\u00edsta e&nbsp;advogado. 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