{"id":3665,"date":"2025-01-30T18:12:08","date_gmt":"2025-01-30T21:12:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3665"},"modified":"2025-11-12T17:59:05","modified_gmt":"2025-11-12T20:59:05","slug":"rastejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3665","title":{"rendered":"Rastejo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">ARA\u00daJO, Humberto Hermenegildo de. <em>Rastejo<\/em>. Natal: Caravela Cultural, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Samara Lima<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Humberto Hermenegildo de Ara\u00fajo (Acari, RN, 1959) \u00e9 poeta, contista, professor titular aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e integrante da Academia Norte-Riograndense de Letras. \u00c9 reconhecido por sua vasta produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na \u00e1rea de literatura moderna brasileira, regionalismo e epistolografia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Rastejo<\/em> \u00e9 o primeiro romance do autor. Trata-se de uma narrativa constru\u00edda em primeira pessoa que conta momentos marcantes da vida do narrador e protagonista Pedro da Costa. J\u00e1 adulto, ocupando a profiss\u00e3o de banc\u00e1rio e morando sozinho na cidade de Natal, o personagem v\u00ea no apartamento vazio \u201ca preval\u00eancia da omiss\u00e3o do afeto\u201d: \u201cCad\u00ea os retratos pendendo da parede?\u201d. \u00c9 do ponto de vista desse sujeito que nunca esqueceu seu passado rural que se conhece a sua hist\u00f3ria e a de sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 composto por seis cap\u00edtulos (\u201cMaresia\u201d, \u201cDesterro\u201d, \u201cOcupa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cPartilha\u201d, \u201cVig\u00edlia\u201d e \u201cSequid\u00e3o\u201d) que revelam um drama familiar envolvendo migrantes do interior do Rio Grande do Norte, mais precisamente de Acari, que se deslocam para o litoral. A hist\u00f3ria se desenrola no in\u00edcio dos anos 1970, \u00e9poca em que Natal experimentava um r\u00e1pido crescimento urbano e industrial. Nesse momento, o Brasil tamb\u00e9m atravessava o regime ditatorial, por\u00e9m esse dado n\u00e3o aparece explicitamente comentado no enredo pelo narrador. Esse modo de apresenta\u00e7\u00e3o do conflito leva o leitor a crer que \u201caquele tempo\u201d era vivenciado pelos personagens \u201csem que se soubesse, praticamente, o seu significado\u201d, uma vez que cada um estava ocupado apenas com a sua \u201cluta particular pela sobreviv\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro cap\u00edtulo, sabe-se de antem\u00e3o que a mudan\u00e7a da fam\u00edlia para a cidade se deveu \u00e0 inabilidade de Edmundo, o pai do protagonista, em administrar a heran\u00e7a. Nos cap\u00edtulos seguintes, l\u00ea-se sobre suas noites no cabar\u00e9, seu esp\u00edrito aventureiro e sobre o que o peso da heran\u00e7a e da sua obriga\u00e7\u00e3o como o novo l\u00edder da fam\u00edlia representou para ele. Um peso que culminou em seu enlouquecimento e em sua fuga da cidade, deixando Elisa, a m\u00e3e de Pedro, sozinha com as crian\u00e7as: \u201cChegou at\u00e9 n\u00f3s o relato de que o pai endoidecera e era visto como andarilho nos cumes das serras do munic\u00edpio, numa peregrina\u00e7\u00e3o que acompanhava o caminho das cercas demarcadoras dos territ\u00f3rios das fazendas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transfer\u00eancia da fam\u00edlia do campo para a capital \u00e9 relatada pelo narrador j\u00e1 adulto, que tenta captar o olhar infantil com que percebia essa mudan\u00e7a: \u201cera como se fosse uma brincadeira, mas de algum modo eu sabia que n\u00e3o teria volta\u201d. Nesse contexto, s\u00e3o descritas suas primeiras impress\u00f5es da cidade: \u201cdava para notar que era preciso ter cuidado ao andar nas ruas do grande centro comercial\u201d. Na nova disposi\u00e7\u00e3o urbana, o que antes pertencia aos \u201crituais dos costumes\u201d da fam\u00edlia passa a ser percebido como \u201cex\u00f3tico\u201d e \u201cesquisitice\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais \u00e0 frente, pode-se perceber, ent\u00e3o, que o tr\u00e2nsito n\u00e3o significa apenas o deslocamento de um territ\u00f3rio para o outro, mas diz respeito a uma mudan\u00e7a no modo de se impor no mundo. Em determinado momento do texto, o narrador afirma: \u201cPouco a pouco, a gente ia se desterrando [\u2026]\u201d. A pr\u00f3pria escolha do verbo \u201cdesterrar\u201d reflete o abandono do ch\u00e3o da inf\u00e2ncia do protagonista e de seus antepassados, bem como o processo formativo que vir\u00e1 em decorr\u00eancia das novas experi\u00eancias na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo do livro faz refer\u00eancia ao of\u00edcio do av\u00f4 Possid\u00f4nio (Homem do Braz), \u201crastejador\u201d, que designa aquele que segue os rastros em busca de animais perdidos ou foragidos da justi\u00e7a nos matagais. Numa das passagens da obra, o narrador comenta sobre um epis\u00f3dio de persegui\u00e7\u00e3o de Possid\u00f4nio a um meliante: \u201cO experiente rastejador saiu na busca dos bandidos e varou, \u00e0 luz da lua cheia, noites no lombo da Serra do Bico. Com as pistas reveladas, o roubo foi descoberto e a fortuna recuperada\u201d. \u00c9 interessante notar como, nesse momento de persegui\u00e7\u00e3o, a palavra \u00e9 cedida ao pr\u00f3prio rastejador: \u201cN\u00e3o posso dizer o nome do gatuno porque n\u00e3o sei, mas aposto que \u00e9 da minha ra\u00e7a \u2013 conhe\u00e7o pelas pegadas [\u2026]. Pode confiar, se mostrou o dedo, vai mostrar a cara\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o termo tamb\u00e9m faz refer\u00eancia a algu\u00e9m que investiga algo. Assim, pode-se pensar no pr\u00f3prio esfor\u00e7o de Pedro no decorrer da hist\u00f3ria, que, valendo-se dos elementos que emergem de sua lembran\u00e7a, transcende o momento presente a fim de trazer \u00e0 luz o que ficou \u201cintumescido\u201d no sangue.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa narrativa, a mem\u00f3ria \u00e9 o grande elemento organizador do texto, funcionando como uma esp\u00e9cie de dispositivo de acesso e reconstru\u00e7\u00e3o do passado de Pedro. N\u00e3o \u00e9 raro que ela se sobreponha \u00e0s viv\u00eancias do narrador no presente do relato. \u00c9 o que acontece, por exemplo, no momento em que o narrador relata a adolesc\u00eancia e a \u00e9poca em que trabalhava no balc\u00e3o de uma farm\u00e1cia. No intervalo entre a sa\u00edda de um cliente e a chegada de outro, relembrava \u201cas brincadeiras que [\u2026] aprendera no interior\u201d. Ou, ainda, quando o protagonista visita a pequena cidade da sua inf\u00e2ncia e, ao entrar em uma Igreja, se v\u00ea diante de uma profus\u00e3o de lembran\u00e7as: \u201cLembrei-me, naquele instante, de um casamento ocorrido ali: tudo pronto para a cerim\u00f4nia, a noiva j\u00e1 adentrando na nave e, de repente, desabou do alto da torre o peso oscilante, regulador do rel\u00f3gio da igreja\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas lembran\u00e7as tamb\u00e9m chegam, muitas vezes, involuntariamente, acionadas por um cheiro, uma cena, um objeto conservado pertencente \u00e0 casa anterior, uma imagem ou um sabor: \u201cA vaguear nas ruas, eu chegava a experimentar a sensa\u00e7\u00e3o de coisas ausentes como o gosto antigo de sequilhos de goma. Via, em pequenas po\u00e7as d\u2019\u00e1gua, pedras de enxofre em fundo de cisterna\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A forma fragment\u00e1ria e residual com que a mem\u00f3ria emerge na narrativa encontra simetria na constru\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio texto, que foge \u00e0 linearidade da narra\u00e7\u00e3o dos acontecimentos. \u00c9 como se o narrador freasse constantemente o fluxo do tempo cronol\u00f3gico para entregar a fabula\u00e7\u00e3o \u201cdas a\u00e7\u00f5es de uma fam\u00edlia\u201d e de sua pr\u00f3pria vida por meio dos momentos de \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica\u201d que o invadem na nova realidade do centro urbano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa cont\u00e9m alguns dados que se relacionam com a autobiografia do autor. Assim como o personagem principal, Humberto Ara\u00fajo nasceu em Acari, na regi\u00e3o do Serid\u00f3, e se mudou para Natal, na d\u00e9cada de 1970, na sua juventude. Seu av\u00f4, que tamb\u00e9m se chamava Possid\u00f4nio, era igualmente um rastejador. No entanto, esses elementos n\u00e3o criam ambiguidades ou fazem das informa\u00e7\u00f5es externas \u00e0 obra uma ferramenta importante para a sua compreens\u00e3o, apenas funcionaram, como o autor afirma em entrevistas, como mola propulsora da escrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 propor\u00e7\u00e3o que amadurece, o protagonista se sente cada vez mais deslocado e passa a se enxergar como um vivente solit\u00e1rio que se acostuma mal \u00e0 nova realidade, marcada pelo \u201cbarulho das ruas\u201d e pelo \u201cfurac\u00e3o de servi\u00e7os oferecidos na ind\u00fastria do turismo\u201d. Essa realidade se op\u00f5e \u00e0s suas experi\u00eancias no campo, \u00e0 conviv\u00eancia com os \u201cmoradores do s\u00edtio\u201d, com os entes queridos e suas \u201cbabugens\u201d. \u00c9 justamente esse contraste de experi\u00eancias e o impacto do cotidiano na cidade que o impele constantemente \u00e0 rememora\u00e7\u00e3o, desejando \u201cas coisas mais simples que a mem\u00f3ria conservou\u201d. Nesses momentos, as express\u00f5es t\u00edpicas do sertanejo se tornam mais frequentes, e o leitor \u00e9 levado a mergulhar na cultura potiguar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Rastejo<\/em>, o leitor \u00e9 conduzido constantemente entre o passado e o presente do protagonista, mas tamb\u00e9m entre seu conflito interior e a nova vida social em que ele se v\u00ea inserido. Ao final da leitura, o que fica evidente \u00e9 a maneira como Ara\u00fajo oferece uma representa\u00e7\u00e3o mais rica da experi\u00eancia do sertanejo e da cultura potiguar, por meio do contraste identit\u00e1rio vivido por Pedro da Costa, e faz disso tamb\u00e9m uma maneira de resgatar e problematizar o panorama cultural do Nordeste no s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GONZAGA, Thiago. Humberto Hermenegildo: 40 anos de literatura. <em>Sergivilar<\/em>, 17 jan. 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/papocultura.com.br\/humberto-hermenegildo-40-anos-de-literatura\/\">https:\/\/papocultura.com.br\/humberto-hermenegildo-40-anos-de-literatura\/<\/a>. Acesso em: 11 set. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TINTINO FILHO, Davi (2023).\u00a0<em>Entre a quentura das lembran\u00e7as e o brilho das malacachetas<\/em>: as configura\u00e7\u00f5es neorregionais no romance rastejo. Tese (Doutorado em Literatura Comparada) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3762.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3762\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Caravela-Selo-Cultural-2017.webp\" data-caption-title=\"Caravela Selo Cultural, 2017\" data-attachment-id=\"3763\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Caravela Selo Cultural, 2017\" width=\"250\" height=\"441\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Caravela-Selo-Cultural-2017\/2904822856.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22441%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20441%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Caravela Selo Cultural, 2017<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARA\u00daJO, Humberto Hermenegildo de. Rastejo. Natal: Caravela Cultural, 2017. Samara LimaIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Humberto Hermenegildo de Ara\u00fajo (Acari, RN, 1959) \u00e9 poeta, contista, professor titular aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e integrante da Academia Norte-Riograndense de Letras. \u00c9 reconhecido por sua vasta produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na \u00e1rea de literatura moderna brasileira, regionalismo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4893,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[103,151,115,92,203],"cronologia":[34],"estado":[449],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[250,249],"class_list":["post-3665","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-ditadura-1964-1985","tag-drama-familiar","tag-memoria","tag-migracao","tag-regionalismo","cronologia-34","estado-rio-grande-do-norte","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3665"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5684,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3665\/revisions\/5684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3665"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3665"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3665"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3665"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}