{"id":3657,"date":"2025-01-27T14:55:37","date_gmt":"2025-01-27T17:55:37","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3657"},"modified":"2025-11-12T18:02:45","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:45","slug":"o-amor-nao-tem-bons-sentimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3657","title":{"rendered":"O amor n\u00e3o tem bons sentimentos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CARRERO, Raimundo. <em>O amor n\u00e3o tem bons sentimentos. <\/em>S\u00e3o Paulo: Iluminuras, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Juliana Florentino Hampel<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Raimundo Carrero (Salgueiro, PE, 1947) \u00e9 escritor e jornalista. Atuou em diversas fun\u00e7\u00f5es por 25 anos no <em>Di\u00e1rio de Pernambuco<\/em> e, depois disso, exerceu cargos variados em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos do Estado, tendo sido assessor de imprensa na Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco e presidente da Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico de Pernambuco (Fundarpe). Na d\u00e9cada de 1970, Carrero foi um dos integrantes do Movimento Armorial, que, idealizado pelo amigo e escritor Ariano Suassuna, visava, a partir do romanceiro popular do Nordeste, criar uma obra de arte total na qual a literatura, a m\u00fasica, as artes pl\u00e1sticas, o teatro, a dan\u00e7a, o cinema, a arquitetura etc. convergissem em um \u00fanico e mesmo movimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carrero possui uma vasta obra publicada, entre pe\u00e7as de teatro, contos e romances. Atualmente, d\u00e1 oficinas liter\u00e1rias em que discorre sobre seu m\u00e9todo de escrita, descrito em dois ensaios: <em>Os segredos da fic\u00e7\u00e3o<\/em> (2005) e <em>A prepara\u00e7\u00e3o do escritor<\/em> (2009). Em 1996, recebeu o Grande Pr\u00eamio da Cr\u00edtica (APCA) e o Pr\u00eamio Machado de Assis da Biblioteca Nacional por <em>Somos pedras que se consomem <\/em>(1995). Nos anos 2000, ganhou o Pr\u00eamio Jabuti com o romance <em>As sombrias ru\u00ednas da alma <\/em>(1999)<em>.<\/em> Em 2018, a Cepe Editora publicou <em>Condenados \u00e0 vida<\/em>, tetralogia que re\u00fane os seguintes romances do autor pernambucano: <em>Ma\u00e7\u00e3 agreste<\/em>, de 1989, <em>Somos pedras que se consomem<\/em> e <em>O amor n\u00e3o tem bons sentimentos<\/em>, ambos de 2007, e <em>Tangolomango<\/em>, de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Jos\u00e9 Castello (2018), no pref\u00e1cio de <em>Condenados \u00e0 vida<\/em>, \u201ca leitura desses quatro grandes romances de Carrero dilacera. Rasga a prote\u00e7\u00e3o \u00edntima que costumamos usar para nos defender do mundo. A verdade \u00e9: eles nos atordoam\u201d. De fato, <em>O amor n\u00e3o tem bons sentimentos<\/em> apresenta um texto perturbador, com uma narra\u00e7\u00e3o visceral em primeira pessoa feita pelo protagonista Mateus, que se inicia com a vis\u00e3o do corpo de sua irm\u00e3 Biba boiando nas \u00e1guas do Capiberibe, imagem que atravessar\u00e1 toda a narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seguindo em um v\u00f3rtice alucinado em que pensamentos e in\u00fameras vozes se sobrep\u00f5em, ele passa a descrever com detalhes o corpo nu de Biba, com seus seios e pernas r\u00edgidas que provocam o desejo dos homens, inclusive o seu, um corpo que, por ser bonito, deve \u201cser amado violentamente, admirado violentamente\u201d uma vez que a atra\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cdram\u00e1tica e violenta\u201d. Assim, mesmo morta, ela continua \u201clinda [com um] corpo de alegria e dor\u201d. Quando viva, ela andava livremente pelas ruas e se banhava no rio \u201csempre com as carnes acesas e lisas, causando inc\u00f4modo na alma\u201d, provocando os meninos da regi\u00e3o que subiam nas \u00e1rvores para admir\u00e1-la, situa\u00e7\u00e3o que causava a ira do irm\u00e3o. Neste ponto inicial da hist\u00f3ria, o leitor j\u00e1 passa a conhecer a forma de amor que \u00e9 explorada na obra, um amor no qual n\u00e3o se encontram bons sentimentos e em que o conte\u00fado mais primitivo e carnal ser\u00e1 preponderante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte de Biba dispara uma reflex\u00e3o em Mateus, que volta no tempo para contar sua hist\u00f3ria. Retirado da m\u00e3e logo ap\u00f3s o nascimento, Mateus \u00e9 entregue \u00e0 tia Guilhermina, que o cria at\u00e9 o in\u00edcio da adolesc\u00eancia. O casar\u00e3o isolado onde vive seus primeiros anos de vida \u201cenvolvido por \u00e1rvores e muros, aonde convergiam tristeza e abandono\u201d era o \u00faltimo da rua, recuado, e nele pairava um sil\u00eancio absoluto somente quebrado pelos cantos melodiosos da tia. O fato de ter sido levado para longe ainda envolto pelo sangue do parto apresenta ao leitor uma imagem devastadora de desespero, quando o pr\u00f3prio narrador afirma que nesse mesmo momento sente que \u201ca vida \u00e9 um abismo, um fundo abismo em que n\u00e3o se conhece sossego e onde n\u00e3o existe qualquer tipo de esperan\u00e7a\u201d, sentimentos que o acompanhar\u00e3o por toda a sua exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio da adolesc\u00eancia, sem qualquer explica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, sua volta para Recife lhe \u00e9 anunciada. Agora, ele vai morar em um outro casar\u00e3o antigo, enquanto aguarda a m\u00e3e cumprir pena pelo assassinato do pai, fato nunca realmente esclarecido. De um espa\u00e7o tranquilo e solit\u00e1rio, onde ouvia uma sinfonia de diferentes p\u00e1ssaros, Mateus passa a viver em uma metr\u00f3pole barulhenta em que pardais, cigarras e grilos se comunicam em um coro desafinado e perturbador. Quando Dolores retorna, seu \u201csil\u00eancio de deserto\u201d o atormenta e provoca um questionamento: \u201cM\u00e3e era aquilo? Aquele desencanto de gente? Sem palavras, sem cantigas e sem beijos?\u201d. At\u00e9 ent\u00e3o, Mateus desconhecia suas origens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sendo parte de uma fam\u00edlia disfuncional, marcada por rela\u00e7\u00f5es incestuosas, o narrador-protagonista de <em>O amor n\u00e3o tem bons sentimentos<\/em> \u00e9 um ser que se diz \u201cmagoado com o mundo\u201d, uma pessoa \u201cprovis\u00f3ria\u201d no \u00e2mbito familiar desestruturado, no qual ele n\u00e3o \u00e9 educado ou orientado, apenas ordenado a cumprir determinados pap\u00e9is. A fragilidade dos la\u00e7os parentais cria fissuras em sua personalidade que acabam sendo preenchidas por \u201cmet\u00e1foras delirantes\u201d em uma \u201ctentativa de restituir seu mundo interior\u201d (Leoncio <em>et al<\/em>., 2022), constitu\u00eddo de modo disfuncional em um espa\u00e7o onde impera a falta de comunica\u00e7\u00e3o no seio familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por se tratar de um romance que entra fundo na psique humana, a leitura desta obra de Carrero desestabiliza, choca, mas, ao mesmo tempo, instiga o leitor a prosseguir, levado, quem sabe, pela curiosidade de entender o vazio existencial que acomete todas as personagens e os n\u00e3o ditos que pairam no ar, tornando a narrativa nebulosa e com uma atmosfera pesada. H\u00e1 instantes em que \u00e9 clara a repulsa pela vers\u00e3o do narrador sobre os acontecimentos, especialmente nas cenas em que relata sua vis\u00e3o de corpos femininos \u2013 da irm\u00e3, da m\u00e3e, da tia \u2013, pontos de vista que soam obscenos e que apontam para a inexist\u00eancia de limites entre os corpos nessa fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consoante Cristiane Amorim (2009), em artigo que analisa o romance, as rela\u00e7\u00f5es incestuosas presentes em grande parte das obras de Carrero parecem querer apontar para a aus\u00eancia absoluta de afetividade entre familiares que repetem ciclos nos quais se sobressaem a falta de comunicabilidade e a solid\u00e3o, e nos quais prevalece uma linguagem corporal que resvala em pura libido, borrando as fronteiras entre a posi\u00e7\u00e3o que cada um supostamente deveria ocupar na esfera familiar. O sofrimento desses seres atormentados, portanto, os enrijece, permitindo que prevale\u00e7a o instintivo e o animalesco de cada um, evidenciados na aceita\u00e7\u00e3o pac\u00edfica do incesto por parte de Mateus: \u201cLogo depois chegou Biba, filha leg\u00edtima do meu irm\u00e3o e pai Jeremias com minha outra irm\u00e3 \u00cdsis \u2013 na nossa fam\u00edlia as coisas se resolvem aqui mesmo, n\u00e3o precisamos de estrangeiros para nada. Nem de outros l\u00e1bios, nem de outras bocas, nem de outros corpos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Discorrer sobre esses temas causa uma tens\u00e3o permanente durante a leitura, que deriva da exposi\u00e7\u00e3o ininterrupta da cis\u00e3o entre a a\u00e7\u00e3o e o pensamento de Mateus. A todo momento, por ele estar preso em elucubra\u00e7\u00f5es que se multiplicam com o decorrer da hist\u00f3ria, s\u00e3o percept\u00edveis sua afli\u00e7\u00e3o e ang\u00fastia constantes, que acabam por igualmente atingir o leitor. Carrero, de forma meticulosa, apresenta a desordem do pensamento de algu\u00e9m que vive em del\u00edrios torturantes de modo atemporal e que reconstr\u00f3i seu entorno de maneira irreal, em uma dualidade que revela uma dissocia\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, \u201cmeus pensamentos s\u00e3o invadidos pelos outros [&#8230;] somos muitos \u2013 eu, meu outro eu, meus muitos eus\u201d. As alucina\u00e7\u00f5es de Mateus v\u00e3o se intensificando no decurso da narrativa a ponto de ele acreditar que at\u00e9 sua m\u00e3e controlaria sua mente: \u201cOs pensamentos de Dolores atormentavam os meus pensamentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma leitura psicanal\u00edtica de <em>O amor n\u00e3o tem bons sentimentos<\/em> conduz \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o dessa dissocia\u00e7\u00e3o ps\u00edquica de Mateus como sendo a manifesta\u00e7\u00e3o de uma psicose. Nesse estado, o indiv\u00edduo fragmenta sua identidade a fim de suportar o mundo percebido como hostil. Uma das vozes com quem ele dialoga confirma essa ideia: \u201cO abismo se abre a nossos p\u00e9s. A pior coisa do mundo, Matheus, \u00e9 quando o homem se sente sozinho e abandonado \u00e0 beira de um precip\u00edcio\u201d. Durante toda a narrativa, as declara\u00e7\u00f5es de se sentir sufocado, desamparado e com medo se alternam com as discuss\u00f5es que soam banais, como se deveria tomar o caf\u00e9 quente ou n\u00e3o, se Biba estaria com frio ou n\u00e3o e at\u00e9 a ideia de uma poss\u00edvel cura para o seu mal: \u201cAinda vou conseguir mudar meus pensamentos. Vou a um m\u00e9dico, ele retira os pensamentos que n\u00e3o s\u00e3o meus e que eu n\u00e3o quero, coloca outros que n\u00e3o s\u00e3o meus, mas que eu quero porque prestam, tudo resolvido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A inova\u00e7\u00e3o da escrita de Carrero est\u00e1 presente justamente na habilidade de adentrar, com profundidade, o universo interior humano e desvelar os sentimentos que se tenta a todo tempo esconder, permitindo ao leitor um espa\u00e7o de elabora\u00e7\u00e3o da face mal\u00e9fica do amor, aquela mais pr\u00f3xima das grandes trag\u00e9dias. O modo como a narra\u00e7\u00e3o das agruras de Mateus se adensa a cada cap\u00edtulo lido traz o leitor para dentro desse \u00e2mago conflituoso, provocando sentimentos de avers\u00e3o que v\u00e3o se transformando com o passar das p\u00e1ginas at\u00e9 que sobra uma esp\u00e9cie de compaix\u00e3o \u2013 ou, quem sabe, identifica\u00e7\u00e3o \u2013 com essas personagens t\u00e3o solit\u00e1rias e desamparadas. Assim, Carrero mostra o movimento do mundo interior de cada indiv\u00edduo no qual o eu \u00e9 plural e se constr\u00f3i, sempre na rela\u00e7\u00e3o com o outro \u2013 \u201cSomos muitos\u201d, diz Mateus \u2013, mas, quem sabe, com um alerta para o perigo de n\u00e3o se estabelecerem limites nessas rela\u00e7\u00f5es em que o eu transborda e se contamina, enquanto contamina tamb\u00e9m aos outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AMORIM, Cristiane (2009). A presen\u00e7a do duplo em <em>O amor n\u00e3o tem bons sentimentos<\/em>, de Raimundo Carrero. <em>F\u00f3rum de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, [S. l.], v. 1, n. 2, p. 23-34. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/flbc\/article\/view\/17157\">https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/flbc\/article\/view\/17157<\/a>. Acesso em: 24 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CASTELLO, Jos\u00e9 (2018). Raimundo Carrero: literatura que atordoa. <em>Revista Continente<\/em>, [S. l.], ed. 211, n.p. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistacontinente.com.br\/edicoes\/211\/raimundo-carrero--literatura-que-atordoa\">https:\/\/revistacontinente.com.br\/edicoes\/211\/raimundo-carrero&#8211;literatura-que-atordoa<\/a>. Acesso em: 20 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LEONCIO, Bruna Rafaele Calasans <em>et al.<\/em> (2022). <em>O amor n\u00e3o tem bons sentimentos<\/em>: o que a psican\u00e1lise pode dizer?, <em>Revista Lumen,<\/em> Recife, v. 31, n. 1, p. 33-53. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/fafire.emnuvens.com.br\/lumen\/article\/view\/74\">https:\/\/fafire.emnuvens.com.br\/lumen\/article\/view\/74<\/a>. Acesso em: 24 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3719.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3719\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Iluminuras-2000.webp\" data-caption-title=\"Iluminuras, 2000\" data-attachment-id=\"3720\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Iluminuras, 2000\" width=\"250\" height=\"387\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Iluminuras-2000\/3307102948.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22387%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20387%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Iluminuras, 2000<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CARRERO, Raimundo. O amor n\u00e3o tem bons sentimentos. S\u00e3o Paulo: Iluminuras, 2007. Juliana Florentino HampelIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Raimundo Carrero (Salgueiro, PE, 1947) \u00e9 escritor e jornalista. 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