{"id":3640,"date":"2025-01-21T17:49:25","date_gmt":"2025-01-21T20:49:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3640"},"modified":"2025-11-12T18:00:22","modified_gmt":"2025-11-12T21:00:22","slug":"a-saga-do-cavalo-indomado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3640","title":{"rendered":"A saga do cavalo indomado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BARROSO, Maria Alice. <em>A saga do cavalo indomado<\/em>. Rio de Janeiro: Record, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Cecilia S. F. Marinho<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance <em>A saga do cavalo indomado<\/em> \u00e9 a oitava publica\u00e7\u00e3o e o quarto livro da pentalogia escrita, entre 1967 e 1995, por Maria Alice Barroso (Miracema, RJ, 1926 \u2013 Juiz de Fora, RJ, 2012). Al\u00e9m de autora, foi bibliotec\u00e1ria, tendo em sua trajet\u00f3ria a dire\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional do Livro, da Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional e do Arquivo Nacional. Na apresenta\u00e7\u00e3o desse romance de afirma\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia feminina diante da opress\u00e3o patriarcal, Barroso diz ter usado como \u201cch\u00e3o ficcional\u201d a sua cidade de origem, Miracema, divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. O local retratado na obra, Parada de Deus, bem como as hist\u00f3rias e personagens que envolvem os protagonistas da fam\u00edlia Moura Alves s\u00e3o livremente inspiradas em lugares e pessoas reais dessa terra natal norte fluminense. O \u201cciclo Parada de Deus\u201d se inicia com um feminic\u00eddio em <em>Um nome para matar<\/em> (1967), segue para a busca detetivesca de <em>Quem matou Pac\u00edfico<\/em> (1969), passa por outro homic\u00eddio em <em>O Globo da morte<\/em> <em>(Divino das Flores)<\/em> e, ap\u00f3s <em>A saga do cavalo indomado,<\/em> se encerra com o coronel protagonista morrendo no mesmo dia da partida de Get\u00falio Vargas, em&nbsp;<em>A morte do Presidente ou a amiga de mam\u00e3e<\/em> (1995).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de ser o pen\u00faltimo livro de um conjunto que abrange cinco gera\u00e7\u00f5es dos Moura Alves, o romance aqui analisado faz um retorno cronol\u00f3gico para a funda\u00e7\u00e3o do vilarejo pelo patriarca Chico das Lavras, em torno de 1820. Desde o in\u00edcio da genealogia, a viol\u00eancia dos conflitos familiares \u00e9 apresentada como parte indissoci\u00e1vel da din\u00e2mica social, pol\u00edtica e religiosa local, refletindo processos da forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do pa\u00eds. Dessa forma, a obra representa a pot\u00eancia cr\u00edtica da mulher diante do mandonismo explorat\u00f3rio e controlador. Al\u00e9m do pr\u00eamio Walmap dado a <em>Um nome para matar<\/em>, o Jabuti conquistado por <em>A saga do cavalo indomado<\/em> intensificou o reconhecimento da autora, colaborando para as reedi\u00e7\u00f5es do romance em 2001. No entanto, como outras obras de autoria feminina, a visibilidade da cria\u00e7\u00e3o de Maria Alice Barroso ainda \u00e9 pequena se comparada \u00e0 grandeza de sua qualidade formal e relev\u00e2ncia tem\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conhecimento das hist\u00f3rias que deram origem ao \u201cciclo Parada de Deus\u201d aconteceram, segundo Barroso, atrav\u00e9s do \u201craconto\u201d iniciado pelas negras escravas nas velhas fazendas brasileiras e propagado oralmente pela comunidade. Para refor\u00e7ar essa caracter\u00edstica, foram adotados procedimentos narrativos que privilegiam a oralidade, tanto pela narradora onisciente em terceira pessoa, como pela inser\u00e7\u00e3o de outras inst\u00e2ncias em primeira e mesmo segunda pessoa, pr\u00f3prias de contextos coletivos. Barroso, na apresenta\u00e7\u00e3o do romance, explicita suas influ\u00eancias: \u201cIsso quer dizer que tanto Garc\u00eda Marques quanto eu somos disc\u00edpulos de William Faulkner, o mago do Mississipi\u201d. O escritor norte-americano foi um dos precursores da ado\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pontos de vista em primeira pessoa a se revezarem em cada cap\u00edtulo de um romance, como acontece em <em>As I lay dying<\/em> (1915). <em>A saga do cavalo indomado<\/em>, nesse rastro, espalha m\u00faltiplos olhares sobre o enredo, dividindo-os em 33 partes ao longo das 168 p\u00e1ginas do texto ficcional, separadas entre si apenas por um espa\u00e7o em branco e tr\u00eas asteriscos. Tal emaranhado ganha complexidade ao adicionar partes com o narrador onisciente em terceira pessoa do romance tradicional; partes com o di\u00e1logo entre um personagem e o autor, sinalizados pelo uso do travess\u00e3o; e partes com recursos pr\u00f3prios do g\u00eanero dram\u00e1tico: di\u00e1logo direto entre personagens acompanhado de rubrica em it\u00e1lico e falas indicadas pelo nome da personagem correspondente. A ensa\u00edsta Lea Ramsdell, da Universidade de Towson, comentou essa estrat\u00e9gia como sendo a aplica\u00e7\u00e3o de camadas formais discursivas da cr\u00f4nica, da entrevista e do drama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A voz mais presente dessas camadas \u00e9 a de Maria Oleg\u00e1ria, filha mais nova de Chico das Lavras. Ao experimentar uma vis\u00e3o messi\u00e2nica do Cristo-rei e dele receber a encomenda da explora\u00e7\u00e3o de ouro, ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de uma igreja, Chico cumpre sua miss\u00e3o com capangas e armas mantendo competidores e ind\u00edgenas afastados e instalando ali sua domin\u00e2ncia. O fervor religioso o fazia frequentemente carregar pelas ruas uma pesada cruz nas costas, al\u00e9m de obedecer a vontade do mesmo Cristo-rei de que ele se casasse com a virgem mais feia da regi\u00e3o, Si\u00e1 Leopoldina. Trouxe o padre Ces\u00e1rio para viver em sua casa na fazenda Gratid\u00e3o e prometeu entregar ao semin\u00e1rio seu \u00fanico filho var\u00e3o e ao convento suas sete filhas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oleg\u00e1ria e o irm\u00e3o Z\u00e9 In\u00e1cio s\u00e3o os \u00fanicos que se op\u00f5em ao destino imposto, sendo que a ca\u00e7ula toma claramente o protagonismo da narrativa, adotando uma postura heroica. Contrariando os pap\u00e9is destinados \u00e0 mulher, ela evita os trabalhos manuais, frequenta a estrebaria usando cal\u00e7as, costuma galopar \u201ccomo um homem\u201d pelos arredores, sem r\u00e9deas, assume o desejo carnal de suas paix\u00f5es e, finalmente, dirige seu questionamento e desobedi\u00eancia ao controle paterno sem medo. A a\u00e7\u00e3o tem a constante presen\u00e7a de Negro, um cavalo selvagem indom\u00e1vel a revelar um v\u00ednculo profundo e simb\u00f3lico com Oleg\u00e1ria, a \u00fanica capaz de mont\u00e1-lo. A insubmiss\u00e3o que ambos assumem \u00e9 o cerne significativo da obra e por isso est\u00e1 representada no t\u00edtulo. Com o desafio de domesticar o animal, Chico chama o afamado domador Hon\u00f3rio, futuro pretendente da hero\u00edna da hist\u00f3ria. S\u00e3o esses personagens que comp\u00f5em o ambiente de Gratid\u00e3o e que s\u00e3o afetados pela problem\u00e1tica familiar, incluindo tamb\u00e9m a costureira Didila, amante de Chico, sua filha Glorinha, o feitor Matias, a mucama Rufina, Secundina e demais escravizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro recurso que Barroso utiliza, de forma semelhante aos relatos de <em>As I lay dying<\/em>, \u00e9 a constante repeti\u00e7\u00e3o de alguns tra\u00e7os definidores de cada personagem, acompanhando momentos de sua alus\u00e3o. Oleg\u00e1ria, por exemplo, \u00e9 a dos olhos pisca-pisca; Chico \u00e9 o de barba negra sobre gib\u00e3o de couro, com ros\u00e1rios de ouro no pesco\u00e7o; padre Ces\u00e1rio, o da cabeleira prematuramente cinza; Negro, o de pelo profuso como se quisesse encrespar, o branco dos olhos \u00e0 mostra, dizem que parido de uma \u00e9gua doida com um cachorro. Essa redund\u00e2ncia nas imagens, al\u00e9m de contribuir para um ritmo marcado, criando um efeito coloquial (e ao mesmo tempo pr\u00f3prio da obra de arte) tamb\u00e9m refor\u00e7a o papel daquela persona dentro do enredo. S\u00e3o personagens que apresentam alguma transforma\u00e7\u00e3o ao longo de sua trajet\u00f3ria, mas nada que os modifique de maneira radical. A esposa escolhida por Chico, Si\u00e1 Dina, por sua vez, \u00e9 aquela da papeira \u201cque lhe dava um ar magoado, como se tivesse sido ofendida\u201d. Dos oito filhos do casal, somente os que lutam pela liberdade, Oleg\u00e1ria e Z\u00e9 In\u00e1cio, n\u00e3o herdaram essa caracter\u00edstica, indicando que a imagem do chamado \u201cqueixo duplo\u201d estaria ali presa mais \u00e0 resigna\u00e7\u00e3o diante da adversidade do que ao aspecto gen\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A problem\u00e1tica asc\u00e9tica da religi\u00e3o crist\u00e3, segundo Michel Foucault, surgiu da liga\u00e7\u00e3o do sexo a algo corrupt\u00edvel e doentio a partir dos dois primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3, e teria intensificado essa caracter\u00edstica no puritanismo do s\u00e9culo XIX. A mulher, v\u00edtima principal da opress\u00e3o religiosa, \u00e9 culpabilizada pelo pecado cometido pelo homem. Chico das Lavras \u00e9 a figura ficcional que assimila esse pensamento de maneira intensa, incluindo o controle pol\u00edtico e social que o acompanha. Sendo \u201cescolhido por Cristo\u201d, ele se vale da legitimidade que isso confere \u00e0 sua domin\u00e2ncia e viol\u00eancia, mas \u00e9 ao mesmo tempo ref\u00e9m da religi\u00e3o.&nbsp;Escolheu uma esposa suficientemente feia para acomodar o casamento somente \u00e0 procria\u00e7\u00e3o, aceitando o sexo com ela por um buraco na colcha. Por\u00e9m, aquilo \u201cque n\u00e3o tem governo nem nunca ter\u00e1\u201d o leva a manter uma amante atraente dentro do lar, dormindo com ela todas as noites diante da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A inevit\u00e1vel e proporcional culpa crist\u00e3 fez com que ele transferisse aos filhos a castidade for\u00e7ada e \u201cpurificadora\u201d. Domar, para ele, passa a ser fundamental na manuten\u00e7\u00e3o do privil\u00e9gio material e espiritual, um refor\u00e7ando o outro. Essa caracter\u00edstica do s\u00e9culo XIX foi amenizada em momentos hist\u00f3ricos posteriores de predom\u00ednio do estado laico, mas nunca superada verdadeiramente, voltando com for\u00e7a sempre que uma crise pol\u00edtica se apresenta. Foi o caso das nossas ditaduras do s\u00e9culo XX e \u00e9 o caso do avan\u00e7o da ultradireita no presente momento, por isso a atualidade da obra. O cavalo indomado de Barroso, sua for\u00e7a simb\u00f3lica, atravessa Negro\/Oleg\u00e1ria e, em menor medida, tamb\u00e9m Z\u00e9 In\u00e1cio e a escravizada Rufina, tornando-os for\u00e7as fundamentais para desarticular a barb\u00e1rie e retomar a busca dos direitos humanos, incluindo a liberta\u00e7\u00e3o do desejo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A habilidade e a ousadia narrativa de Maria Alice Barroso souberam conduzir esse conflito atrav\u00e9s de um desenvolvimento tentacular espiralado e sugestivo. Tem raz\u00e3o Marcelo Moutinho, por\u00e9m, quando diz que aspectos da parte final ficam prejudicadas, \u201cquando no af\u00e3 de conectar as sementes da fam\u00edlia ao ciclo que se fecha na presen\u00e7a de Maria Isabel, sobrinha bisneta de Maria Oleg\u00e1ria, a autora acelera um tom acima do ideal o ritmo da narrativa\u201d. \u00c9 como se a obra se encerrasse aproximadamente dezenove p\u00e1ginas antes do fim, se estendendo de forma desnecess\u00e1ria e deslocada do fio de tens\u00e3o permanente e envolvente que havia conquistado at\u00e9 ali. De qualquer maneira, nesse prolongamento temos a revela\u00e7\u00e3o importante de que essa sobrinha bisneta \u00e9 que seria a narradora em terceira pessoa do ciclo Parada de Deus. O foco de Barroso, evitando perder-se na aparente autonomia do enredo, volta a pousar nas m\u00e3os que o manipulam, lembrando uma vez mais ao leitor a fus\u00e3o de inven\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria, forma e conte\u00fado na obra liter\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FOUCAULT, Michel (1985). <em>Hist\u00f3ria da sexualidade III<\/em>: o cuidado de si. Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Thereza da Costa Albuquerque. Revis\u00e3o t\u00e9cnica de J. A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Graal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARINHO, Cecilia S. F. (2024). <em>A palavra da mulher e o mundo do homem<\/em>: tr\u00eas obras de autoria feminina na primeira metade do s\u00e9culo XX. Tese (Doutorado em Literatura Brasileira) \u2212 Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MOUTINHO, Marcelo (2008). <em>Sede indomada de liberdade<\/em>, 2 jun. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.marcelomoutinho.com.br\/resenhas\/a-saga-do-cavalo-indomado\/\">http:\/\/www.marcelomoutinho.com.br\/resenhas\/a-saga-do-cavalo-indomado\/<\/a>. Acesso em: 14 ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RAMSDELL, Lea. (2004). \u201cVoices of collaboration and resistance in <em>A saga do cavalo indomado<\/em>, by Maria Alice Barroso\u201d. <em>BRASIL\/BRAZIL<\/em>: A Journal of Brazilian literature, v. 17, n. 32, p. 23-50. Brown Digital Repository. Brown University Library. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.26300\/f8dh-gg94\">https:\/\/doi.org\/10.26300\/f8dh-gg94<\/a>. Acesso em: 14 ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3682.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3682\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Record-1988.webp\" data-caption-title=\"Record, 1988\" data-attachment-id=\"3683\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Record, 1988\" width=\"250\" height=\"379\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Record-1988\/4110823293.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22379%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20379%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 1988<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Exped-2000.webp\" data-caption-title=\"Exped, 2000\" data-attachment-id=\"3684\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Exped, 2000\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Exped-2000\/1770184421.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Exped, 2000<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Expressao-e-Cultura-2001.webp\" data-caption-title=\"Express\u00e3o e Cultura, 2001\" data-attachment-id=\"3685\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Express\u00e3o e Cultura, 2001\" width=\"250\" height=\"324\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Expressao-e-Cultura-2001\/842324118.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22324%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20324%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Express\u00e3o e Cultura, 2001<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BARROSO, Maria Alice. 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