{"id":3636,"date":"2025-01-21T12:15:39","date_gmt":"2025-01-21T15:15:39","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3636"},"modified":"2025-09-15T09:46:54","modified_gmt":"2025-09-15T12:46:54","slug":"a-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3636","title":{"rendered":"A casa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CAMPOS, Nat\u00e9rcia. <em>A Casa.<\/em> Fortaleza: Editora UFC, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Bianca Magela Melo<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo o que existe ir\u00e1 se transmutar e desaparecer a seu tempo. Certas exist\u00eancias, por\u00e9m, como a dos humanos, s\u00e3o breves e inconsequentes, como se pode concluir com a leitura de <em>A Casa<\/em>, de Nat\u00e9rcia Campos (Fortaleza, CE, 1938 \u2013 Fortaleza, CE, 2004). Antropomorfizada \u00e9 a casa grande erguida no per\u00edodo colonial brasileiro que nos apresenta o enredo, ocupando as posi\u00e7\u00f5es de narradora, espa\u00e7o e personagem. Trindades \u00e9 o nome dado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o rodeada por um alpendre e vizinha a um a\u00e7ude e a uma capela. Nessa situa\u00e7\u00e3o diferenciada, a Casa (identificada com inicial mai\u00fascula) olha para seus moradores, membros de uma fam\u00edlia de origem portuguesa instalada no interior do Cear\u00e1 desde o per\u00edodo das sesmarias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somente para as pessoas os acontecimentos t\u00eam a tintura da primeira vez. O tempo, afirma a narradora, \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201cvelho desmemoriado\u201d que \u201cvive em roda, a girar, a repetir-se\u201d. Portanto, as seis gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia s\u00e3o apresentadas em uma repeti\u00e7\u00e3o de enredos de vida com ang\u00fastias e alegrias que n\u00e3o surpreendem a Casa. Como decorr\u00eancia dessa ampla vis\u00e3o, para quem l\u00ea, as personagens se sucedem em velocidade na curta dura\u00e7\u00e3o do livro, n\u00e3o sendo poss\u00edvel um v\u00ednculo detido com quase nenhuma delas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mulheres, em quem incide mais luz, bordam, rezam, cuidam das crian\u00e7as e de assuntos dom\u00e9sticos. Elas encontram os homens na configura\u00e7\u00e3o do casamento tradicional, eixo de manuten\u00e7\u00e3o da estrutura. As personagens que podem ser observadas um pouco mais demoradamente s\u00e3o as desviantes do padr\u00e3o, com toda a perturba\u00e7\u00e3o decorrente. Assim \u00e9 o art\u00edstico Bisneto, um dos descendentes retirado da conviv\u00eancia da fam\u00edlia por ser homossexual, e as que n\u00e3o cumprem com o esperado, como certa nora Maria, que n\u00e3o gerou filhos e era obcecada em p\u00f4r ordem na casa; e ainda Tia Alma, que, apesar da do\u00e7ura no cuidado dos sobrinhos, era intrigada pelo fato de nunca ter se casado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lan\u00e7ado em 1999 e agraciado com o pr\u00eamio Osmundo Pontes de Literatura, <em>A Casa<\/em> \u00e9 o \u00fanico romance de Nat\u00e9rcia Campos. Ela estreou com a participa\u00e7\u00e3o em concursos de contos e depois publicou <em>Iluminuras<\/em> (1988) \u2013 de contos \u2013, os relatos de viagem <em>Por terra de Cam\u00f5es e Cervantes<\/em> (1998) e <em>Caminho das \u00e1guas<\/em> (2001), e ainda <em>A noite das fogueiras<\/em> (1998), hist\u00f3rias recolhidas relacionadas a lendas, mitos e magias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>A Casa, <\/em>a narradora sente, ouve e v\u00ea mais do que os humanos, sendo o per\u00edodo da noite privilegiado para avistar o que nossos olhos n\u00e3o alcan\u00e7am \u2013 as pervers\u00f5es e aquilo que as outras pessoas fazem \u00e0s escondidas, mas tamb\u00e9m fantasmas, assombra\u00e7\u00f5es e presen\u00e7as sobrenaturais. Em muitos momentos, a Casa v\u00ea o que se poderia ler como a\u00e7\u00e3o do destino configurada em uma presen\u00e7a ao lado de algu\u00e9m que se despede da vida.\u00a0Uma mo\u00e7a p\u00e1lida indesejada (a morte \u00e9 chamada de \u201ca cruel Mo\u00e7a Caetana\u201d) ilustra o mundo descrito por Nat\u00e9rcia Campos, regido pelo encantamento em que presen\u00e7as espirituais s\u00e3o percebidas e dialogam com objetos e natureza, estes tamb\u00e9m animados. Os humanos desconhecem a pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia diante desses sussurros e do coro expressivo ao redor e al\u00e9m deles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encanto mencionado n\u00e3o \u00e9 restrito ao metaf\u00edsico. Estende-se ao sentir: como a chuva que serviu como batismo da Casa, animando-a em sua exist\u00eancia singular: \u201cao acender-se no c\u00e9u a estrela da tarde, V\u00e9sper, a minha boa estrela, e na terra a fogueira do Precursor, o Senhor S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, que fui batizada pela chuva repentina e alvissareira, molhando e avivando a cor das minhas grossas telhas-canais de barro cozido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua que vai surgir novamente, no fim da narrativa, em abund\u00e2ncia, mudando a paisagem sertaneja em que est\u00e1 a Casa, \u00e9 um dos elementos condutores de magia no livro. Na ocasi\u00e3o da morte de um dos membros da fam\u00edlia, toda a \u00e1gua contida nos mais diferentes recipientes da Trindades foi derramada: \u201cPreceito dos antigos. Lei Velha, pois a alma do morto podia vir banhar-se e nelas o Anjo lavara a espada percuciente\u201d. De seus habitantes, a Casa se apropria das supersti\u00e7\u00f5es e apre\u00e7o por rezas e rituais, ligadas ao catolicismo de heran\u00e7a portuguesa ou \u00e0s express\u00f5es sincr\u00e9ticas manifestadas na cultura de seu Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas diferentes fases acompanhadas, entre bonan\u00e7a, seca e fome, \u00e9 o vento, interlocutor da Casa, que lhe traz not\u00edcias. A Casa louva sua constru\u00e7\u00e3o vazada para a circula\u00e7\u00e3o do ar, mas, quando membros da fam\u00edlia come\u00e7am a compartimentar os c\u00f4modos em quartos de despejo e cub\u00edculos escuros, ela sente-se tomada por parasitas: \u201cOs ventos cerceados sentiram comigo as mudan\u00e7as\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A op\u00e7\u00e3o pela posi\u00e7\u00e3o da narra\u00e7\u00e3o propicia uma reflex\u00e3o pouco convencional da Casa-observadora para as escolhas humanas. H\u00e1 momentos de intensidade, como quando, ap\u00f3s presenciar um crime sexual silenciado pela jovem v\u00edtima, a Casa revela: \u201cPela primeira vez desejei findasse para mim ter de assistir ao viver de cada dia e noite entre os homens. Vontade que meus sentidos s\u00f3 abrangessem a vida acima dos meus telhados na rota das estrelas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como observou Edna Polese (2015), apesar de ser testemunha das vidas e das rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas da fam\u00edlia, algo determinante na narra\u00e7\u00e3o da Casa \u00e9 a consci\u00eancia de n\u00e3o poder interferir: \u201cEssa constru\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria de um ser onipresente, mas consciente de seu papel como testemunha somente, \u00e9, talvez, a realiza\u00e7\u00e3o mais impressionante do romance\u201d. A constru\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria fict\u00edcia que exp\u00f5e situa\u00e7\u00f5es angustiantes que v\u00e3o crescendo em gravidade, como a do adoecimento ps\u00edquico e dos atos b\u00e1rbaros da personagem Cust\u00f3dio, \u00e9 favorecida pela perspectiva da testemunha inerte. Sob suas telhas, a narradora afirma, n\u00e3o h\u00e1 \u201cprote\u00e7\u00e3o contra os desmandos dos homens\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como uma constru\u00e7\u00e3o fixa, a Casa recebe o que lhe chega por seus sentidos ampliados, digamos, mas ela em si n\u00e3o tem crise ou quest\u00e3o individual, pois a antropomorfiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega a esse ponto. Erguida narrativamente como uma esp\u00e9cie de entidade, ela aceita as circunst\u00e2ncias e os ciclos ligados \u00e0 sua pr\u00f3pria dura\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a no ambiente. Decorre disso a longa extens\u00e3o, no in\u00edcio do romance, de trechos autodescritivos de sua nobre estrutura, modos e materiais de constru\u00e7\u00e3o que, a despeito do cuidado com a linguagem e a plasticidade, podem dificultar a entrada no texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filha do escritor e professor Moreira Campos, Nat\u00e9rcia nasceu na capital Fortaleza, mas, em depoimentos, revelou seu fasc\u00ednio pelo sert\u00e3o tal qual pela obra do folclorista e pesquisador C\u00e2mara Cascudo. \u00c9 dele a ep\u00edgrafe que abre a edi\u00e7\u00e3o usada nesta resenha: \u201cO Destino conduzia seus cavalos na noite&#8230;\u201d. S\u00e3o n\u00edtidos o conhecimento e a rever\u00eancia da autora para com a cultura popular do seu estado, o que colabora para o tom de encantamento e o lirismo, este caracter\u00edstico da sua prosa. \u201cA luz crua do sol, rei e pai absoluto desse sert\u00e3o, torna-me febril e os cheiros tresandam a borralho. Sinto-me curtida. Precisa de chuva, como se uma \u00e1rvore fosse.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora reelabora relatos da cultura popular, como os relacionados aos temas da fome (tratada, como em contos populares, pela \u201cVelha-do-Chap\u00e9u-Grande\u201d) e da seca, duas recorr\u00eancias da literatura da Regi\u00e3o Nordeste do chamado &#8220;Romance de 30&#8221;, inclusive na obra da tamb\u00e9m cearense Rachel de Queiroz (<em>O quinze, <\/em>1930). Por meio das alegorias mostradas, vemos a hist\u00f3ria de ocupa\u00e7\u00e3o do sert\u00e3o do Cear\u00e1, como no exemplo dos ind\u00edgenas cariris apresentados como respons\u00e1veis, tempos atr\u00e1s, por terem estancado, magicamente, a \u00e1gua de uma grande lagoa no territ\u00f3rio como vingan\u00e7a contra os brancos invasores que dizimaram seu povo: \u201cOs que se salvaram, antes de serem expulsos de seus vales de intensos verdes, fecharam a grande nascente e o enfeiti\u00e7aram em Sert\u00e3o\u201d. Fizeram, assim, os descendentes de portugueses padecerem da seca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atualiza\u00e7\u00e3o do tema do sert\u00e3o \u00e9 outro ponto de di\u00e1logo de Campos com uma tradi\u00e7\u00e3o de autores brasileiros. Delineado como nascido de um feiti\u00e7o de vingan\u00e7a, o sert\u00e3o \u00e9 apresentado a partir das rela\u00e7\u00f5es, da paisagem, da tradi\u00e7\u00e3o oral reverenciada e da coloniza\u00e7\u00e3o que levou ao encontro de povos em situa\u00e7\u00e3o de conflito nesse territ\u00f3rio. Percebe-se, no entanto, que, apenas de modo transversal, s\u00e3o citadas \u201camas e mucamas\u201d, um ou outro servi\u00e7al descendente de africanos, a negra Damiana, que contava hist\u00f3rias, sem que se mencione explicitamente a flagrante escravid\u00e3o que permeou parte da ocupa\u00e7\u00e3o narrada da casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sob certos aspectos o livro pode ser aproximado de outros escritos 70 anos antes, n\u00e3o s\u00f3 pelo interesse por mostrar costumes e pr\u00e1ticas sociais e lingu\u00edsticas de determinada regi\u00e3o. H\u00e1 uma marca\u00e7\u00e3o constante relacionada \u00e0 posi\u00e7\u00e3o escolhida: a da casa que nasceu imersa em viv\u00eancias tanto tradicionais, em termos, por exemplo, de configura\u00e7\u00e3o familiar, quanto supersticiosas. Em <em>A Casa<\/em>, \u00e9 comum o in\u00edcio de frases com as express\u00f5es \u201cHouve um tempo em que come\u00e7ara a aparecer nas manh\u00e3s uma n\u00e9voa\u201d; \u201cLembro-me da primeira vez&#8230;\u201d; \u201cPresenciei durante v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es a chegada Dela abrindo portas\u201d; \u201cCerto dia, quase no sol posto, avistei uma espessa nuvem negra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora revela, ao final, o nome do primeiro ocupante portugu\u00eas da Trindades, que tem o mesmo sobrenome dela (Campos), dando a entender que hist\u00f3ria familiar e fic\u00e7\u00e3o se encontram na composi\u00e7\u00e3o da obra. Eug\u00eania, a jovem historiadora descendente da fam\u00edlia, que visita a casa j\u00e1 desocupada, sintetiza os dispersos interesses que parecem ter movido a autora na concep\u00e7\u00e3o da obra: historiogr\u00e1fico, antropol\u00f3gico, de reelabora\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica e, visivelmente, tamb\u00e9m afetivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CHAVES, Sergio Wellington Freire (2022). <em>Cartografias do Sert\u00e3o-de-dentro na obra <\/em>A Casa<em>, de Nat\u00e9rcia Campos. <\/em>Tese (Doutorado em Letras) \u2013 Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Pau dos Ferros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">POLESE, Edna da Silva (2015). As mem\u00f3rias da casa: personagem e narradora. <em>In<\/em>: WEINHARDT, M (Org.). <em>Fic\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas<\/em>: hist\u00f3ria e mem\u00f3ria. Ponta Grossa: Editora UEPG, p. 187-214.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PORTO, Zuleica Maria Souza (2013). <em>Vozes do mar e do sert\u00e3o<\/em>: mem\u00f3ria e hist\u00f3ria na literatura oral cearense e na obra de Nat\u00e9rcia Campos. Tese (Doutorado em Literatura) \u2013 Universidade de Bras\u00edlia, Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SARAIVA, Vandemberg Sim\u00e3o Saraiva (2011). <em>A casa<\/em>, de Nat\u00e9rcia Campos: uma epopeia do sertanejo do Cear\u00e1. <em>Revista invent\u00e1rio UFBA, <\/em>n. 8, p. 24-38. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/periodicos.ufba.br\/index.php\/inventario\/article\/view\/17556\/11425\">https:\/\/periodicos.ufba.br\/index.php\/inventario\/article\/view\/17556\/11425<\/a>. Acesso em: 2 ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Luciana Bessa; C\u00c2MARA, Yls Rabelo (2023). As rela\u00e7\u00f5es familiares na obra <em>A Casa<\/em>, de Nat\u00e9rcia Campos.\u00a0<em>LiteralMENTE<\/em>, Jo\u00e3o Pessoa-PB, v. 3, n. Especial, TOMO I, p. 130-146, jul.\/dez., p. 130-146.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3677.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3677\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imprensa-Universitaria-1999.webp\" data-caption-title=\"Imprensa Universit\u00e1ria, 1999\" data-attachment-id=\"3678\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Imprensa Universit\u00e1ria, 1999\" width=\"250\" height=\"359\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Imprensa-Universitaria-1999\/160172760.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22359%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20359%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Imprensa Universit\u00e1ria, 1999<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imprensa-Universitaria-2004.webp\" data-caption-title=\"Imprensa Universit\u00e1ria, 2004\" data-attachment-id=\"3679\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Imprensa Universit\u00e1ria, 2004\" width=\"250\" height=\"371\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Imprensa-Universitaria-2004\/296514005.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22371%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20371%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Imprensa Universit\u00e1ria, 2004<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imprece-Editorial-2011.webp\" data-caption-title=\"Imprece Editorial, 2011\" data-attachment-id=\"3680\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Imprece Editorial, 2011\" width=\"250\" height=\"373\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Imprece-Editorial-2011\/519176328.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22373%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20373%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Imprece Editorial, 2011<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAMPOS, Nat\u00e9rcia. A Casa. Fortaleza: Editora UFC, 1999. Bianca Magela MeloIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Tudo o que existe ir\u00e1 se transmutar e desaparecer a seu tempo. Certas exist\u00eancias, por\u00e9m, como a dos humanos, s\u00e3o breves e inconsequentes, como se pode concluir com a leitura de A Casa, de Nat\u00e9rcia Campos (Fortaleza, CE, 1938 \u2013 Fortaleza, CE, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3769,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[81,151,67,65],"cronologia":[32],"estado":[188],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[250,248],"class_list":["post-3636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-colonizacao","tag-drama-familiar","tag-espaco-rural","tag-sertao","cronologia-32","estado-ceara","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3636"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5452,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3636\/revisions\/5452"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3636"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3636"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3636"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3636"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}