{"id":3592,"date":"2025-01-21T10:39:59","date_gmt":"2025-01-21T13:39:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3592"},"modified":"2025-11-12T17:59:21","modified_gmt":"2025-11-12T20:59:21","slug":"vila-rica-das-queimadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3592","title":{"rendered":"Vila rica das queimadas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">JACOB, Paulo. <em>Vila rica das queimadas. <\/em>Rio de Janeiro: Emeb\u00ea, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Jamescley Almeida de Souza<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nascido em Bel\u00e9m, mas registrado em Manaus, e possuindo ascend\u00eancia sefardita, Paulo Jacob (Manaus, AM, 1921 \u2013 Manaus, AM, 2003) teve sua vida marcada por estas duas \u00e1reas: o Direito e a Fic\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira, foi juiz de direito, desembargador, presidente do Tribunal de Justi\u00e7a do Amazonas e professor universit\u00e1rio. Quanto \u00e0 segunda, foi autor de uma das mais prof\u00edcuas produ\u00e7\u00f5es ficcionais da literatura de express\u00e3o amazonense, com 13 romances publicados ao longo de quase quatro d\u00e9cadas (1964-1999).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Membro da Academia Amazonense de Letras, Paulo Jacob atuou como cicerone da Amaz\u00f4nia, um divulgador da cultura, mostrando aquilo que soci\u00f3logos e antrop\u00f3logos fazem por meio de suas ci\u00eancias. Desse modo, ele destacou em sua produ\u00e7\u00e3o a cor, a vida e a cultura do lugar; as paisagens que caracterizam a regi\u00e3o, assim como uma galeria de saberes, t\u00e9cnicas e costumes tradicionais infundidos em sua gente e difundidos por ela, trocas e rela\u00e7\u00f5es que o romancista exibe em seus livros, como \u00e9 o caso de <em>Vila rica das queimadas<\/em>, publicado no Rio de Janeiro em 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quinto romance do autor, <em>Vila rica das queimadas<\/em> conta a hist\u00f3ria de como se deu a chegada e a acultura\u00e7\u00e3o dos s\u00edrio-libaneses na Amaz\u00f4nia, a\u00ed popularmente chamados pelos locais de \u201cturcos\u201d: \u201cturco \u00e9 pessoal prestimoso. Se a gente tem dalgum melhor de comprar, deve a regat\u00e3o\u201d. Por meio das personagens Nagib, Jamil e Zarife, Jacob busca mostrar como o povo \u00e1rabe se tornou, ao final do s\u00e9culo XIX e no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, um dos pilares da cultura da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <em>Jornal do Com\u00e9rcio <\/em>de 9 de mar\u00e7o de 1976, peri\u00f3dico manauara que publicou mat\u00e9ria sobre o lan\u00e7amento da obra, enxergou-a como uma visita do escritor ao mundo dos \u201cregat\u00f5es, com os mascates dos rios, com os batel\u00f5es e gaiolas da Amaz\u00f4nia, estes geralmente capitaneados por um \u2018\u00e1rabe\u2019, que era como os caboclos carinhosamente chamavam os s\u00edrio-libaneses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Vila rica das queimadas <\/em>pode ser classificado como um romance hist\u00f3rico, o primeiro de Jacob, tem\u00e1tica \u00e0 qual o autor voltaria apenas catorze anos depois, em 1990, com <em>Um peda\u00e7o de lua ca\u00eda na mata. <\/em>N\u00e3o sem raz\u00e3o, a hist\u00f3ria de Nagib, Jamil e Zarife vai dialogar com outras obras posteriores que ficcionalizaram a imigra\u00e7\u00e3o \u00e1rabe na Amaz\u00f4nia, tais como <em>E Deus chorou sobre o rio<\/em> (1984), de Elizabeth Azize, e <em>Dois irm\u00e3os<\/em> (2000), de Milton Hatoum. Isto \u00e9, como, ao chegar \u00e0 Amaz\u00f4nia, o s\u00edrio-liban\u00eas se embrenhou pelos rios com sua coragem, for\u00e7a incans\u00e1vel e habilidade para os neg\u00f3cios. <em>Vila rica das queimadas<\/em> compartilha, ainda, aspectos intertextuais com romances brasileiros que trataram da imigra\u00e7\u00e3o \u00e1rabe em outras terras brasileiras, tais como <em>As aventuras de um mascate liban\u00eas<\/em> (2003), de Jabal Lubn\u00e0n.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance tem quinze cap\u00edtulos e sua voz narrativa \u00e9 dada a Nagib, filho de Jamil. \u00c9 por sua perspectiva que se pode ver a fam\u00edlia deixar a cidade natal de Hama, na S\u00edria, e seguir para Beirute. A saudade pelo ch\u00e3o natal acomete a todos, trazendo \u00e0 tona o sentimento de apego pela \u201cterra deixada, saudosos de pai, m\u00e3e\u201d. Do L\u00edbano, seguem para Manaus, durante o per\u00edodo \u00e1ureo da borracha: \u201cmarz\u00e3o aberto, alonjos topando c\u00e9us. Pai de evindo pro Amazonas, m\u00e3e na companha\u201d. A for\u00e7a motriz dessa mudan\u00e7a era o sussurro que atingiu o mundo, avisando que a \u201cborracha [estava] fartando dinheiro. Fala\u00e7\u00f5es muitas, paragem de ganho f\u00e1cil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao chegar \u00e0 capital amazonense, de \u201cmuita beleza, enricada, luxenta\u201d, a fam\u00edlia segue para o bairro dos Rem\u00e9dios, de frente para o Rio Negro, historicamente conhecido por abrigar a col\u00f4nia \u00e1rabe durante os anos de imigra\u00e7\u00e3o. O contraste entre uma Manaus da <em>Belle \u00c9poque <\/em>ostentada e vivida por aqueles que enricaram com o com\u00e9rcio da borracha e aqueles que ficaram de fora desse desenvolvimento salta, a\u00ed, aos olhos do leitor. Se, durante o trajeto para o bairro dos Rem\u00e9dios, Nagib comenta sobre os enormes casar\u00f5es com apar\u00eancia de hotel, quando ele chega ao seu local de moradia o encontro \u00e9 com uma casa em \u201cdestraga\u00e7\u00e3o. Soalho solto, as vigas estro\u00e7adas de cupim\u201d. Esse aspecto s\u00f3cio-hist\u00f3rico trazido por Paulo Jacob para <em>Vila rica das queimadas <\/em>\u00e9 muito atual, dado que \u00e9 comum encontr\u00e1-lo em pesquisas que versam sobre o per\u00edodo \u00e1ureo da borracha no Amazonas: o fato de que o fausto que a\u00ed se criou n\u00e3o atingiu a todos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, Jamil come\u00e7a ganhando seu sustento como vendedor ambulante, mascate nas ruas, vulgarmente chamado pelos manauaras \u00e0 \u00e9poca de \u201ctec-tec\u201d, dado que este tipo de trabalhador percorria as antigas ruas da cidade ao som de marteletes de madeira, anunciando os seus variados produtos. \u201cPai andava adistado, vitrine nas costas. At\u00e9 em Flores se dava de ir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a ajuda dos demais s\u00edrio-libaneses, Jamil consegue montar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio, demonstrando a hist\u00f3rica veia que esse povo tem para o com\u00e9rcio. At\u00e9 este momento, enquanto a fam\u00edlia se estabelece na cidade, o espa\u00e7o romanesco de <em>Vila rica das queimadas <\/em>\u00e9 predominantemente urbano. O divisor de \u00e1guas da trama se d\u00e1 com a acusa\u00e7\u00e3o de que Jamil teria abusado de uma menor de idade. Ele passa \u201cdois dias preso, na pior maltratan\u00e7a\u201d. Uma vez solto, e aconselhado por seus compatriotas, Jamil compra um barco, nomeia-o de &#8220;Flor da S\u00edria&#8221; e parte para viver suas perip\u00e9cias pelo espa\u00e7o rural amaz\u00f4nico, tornando-se um mascate nos rios. A partir da\u00ed o espa\u00e7o romanesco muda radicalmente, trocando a cidade pelo campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jamil decide levar essa vida de sazonalidades amaz\u00f4nicas, aportando de vila em vila, ao lado do filho, Nagib, e do caboclo Quirino. \u00c9 com este que o s\u00edrio-liban\u00eas aprende a se amazonizar: passa a gostar de se alimentar de peixe, de dormir em rede, de tomar muito banho, de beber \u00e1gua na cuia, al\u00e9m de ficar bronzeado: \u201cTomou do feitio, costumeiro da terra. Um pouco mais queimadio, escurado\u201d. Jamil, entretanto, nunca abandonar\u00e1 seu afeto pelo seu ch\u00e3o, a amada S\u00edria. Foi somente a Amaz\u00f4nia que passou a fazer parte deste c\u00edrculo de afeto. A S\u00edria e o Amazonas agora comportam a sua exist\u00eancia. A primeira \u00e9 o lugar da inf\u00e2ncia e da juventude de Jamil; o segundo \u00e9 um \u201cterr\u00e3o bondoso\u201d que ele aprendeu a amar e a quem ele promete \u201cnunca mais de largar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nagib, por sua vez, enamora-se por uma dessas caboclas com que a \u201ccomitiva\u201d topou em suas andan\u00e7as pelos rios amaz\u00f4nicos. Maria Rita era de Vila Rica das Queimadas, lugar de mulher bonita, \u201ccada um fem\u00e3o, faz gosto se v\u00ea. Mulher de boniteza \u00e9 ali mesmo, seu menino\u201d. Maria Rita, \u201ca cunhant\u00e3 bonita dos arraiais de santo\u201d, arrebata o cora\u00e7\u00e3o de Nagib com um amor penetrante. Seu encanto e sedu\u00e7\u00e3o influenciam o jovem s\u00edrio-liban\u00eas e o relacionamento entre os dois adiciona um novo elemento \u00e0 identidade e cultura locais, enriquecendo a j\u00e1 existente diversidade da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que revelar a acultura\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia s\u00edrio-libanesa na Amaz\u00f4nia, mostrando como esse m\u00e9dio-oriental se caboclizou, <em>Vila rica das queimadas <\/em>suscita uma reflex\u00e3o a respeito de duas quest\u00f5es hist\u00f3ricas e urgentes: a causa ind\u00edgena e a rela\u00e7\u00e3o judaico-\u00e1rabe. \u00c9 relevante o fato de Jacob ter colocado como t\u00edtulo de um romance o nome que recebeu uma terra ind\u00edgena ap\u00f3s ela ter sido queimada e seus habitantes terem sido dizimados. Cumpre lembrar que o autor foi um ardoroso defensor da demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas durante a Constituinte de 1988, tendo auxiliado membros do Senado quanto a esse t\u00f3pico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a rela\u00e7\u00e3o judaico-\u00e1rabe, t\u00e3o abalada em v\u00e1rias partes do mundo, a dedicat\u00f3ria do romance mostra que, na Amaz\u00f4nia, esses dois m\u00e9dio-orientais formaram uma amizade que serve de exemplo para todos os povos. O destaque \u00e9 que este romance n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o somente uma homenagem de um judeu sefardita para a col\u00f4nia s\u00edrio-libanesa no Amazonas, como est\u00e1 registrado em seu paratexto. <em>Vila rica das queimadas <\/em>teve o apoio de muitas damas da sociedade s\u00edrio-libanesa de Manaus, que usaram de toda a sua influ\u00eancia para que, como apontou o <em>Jornal do Com\u00e9rcio, <\/em>o lan\u00e7amento do novo livro de Paulo Jacob tivesse \u201ca desejada repercuss\u00e3o\u201d, como \u00e9 o caso de Yvone Aucar Seffair, Nadia Aucar e Selma Bomfim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No plano s\u00f3cio-hist\u00f3rico, sobretudo no que diz respeito \u00e0 Amaz\u00f4nia, o romance \u00e9 uma esp\u00e9cie de resgate da cultura dos regat\u00f5es, dos mascates dos rios, dos homens que ajudaram a desbravar o territ\u00f3rio, desafiando perigos para levar suas bugigangas enquanto as trocavam pelas \u201cdrogas do sert\u00e3o\u201d amaz\u00f4nico. <em>Vila rica das queimadas <\/em>traz esse olhar sobre a ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, iniciada pelos s\u00edrio-libaneses e concretizada, posteriormente, pelos nordestinos. Tais mascates das \u00e1guas foram os primeiros <em>shoppings centers<\/em> da Amaz\u00f4nia e acabaram por alterar positivamente a identidade e a cultura local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARAUJO, Orny (1976). <em>Vila rica das queimadas<\/em>, de Paulo Jac\u00f3, em lan\u00e7amento. <em>Jornal do Commercio<\/em>, 29 out. 1976. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA, Jamescley Almeida de Souza (2021). <em>O espa\u00e7o romanesco em narrativas ficcionais de Paulo Jacob: <\/em>topoan\u00e1lise e geograficidade. Tese (Doutorado em Sociedade e Cultura na Amaz\u00f4nia) \u2013 Universidade Federal do Amazonas, Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3631.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3631\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Emebe-1976.webp\" data-caption-title=\"Emeb\u00ea, 1976\" data-attachment-id=\"3632\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Emeb\u00ea, 1976\" width=\"250\" height=\"393\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Emebe-1976\/516897043.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22393%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20393%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Emeb\u00ea, 1976<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Ed.-Nordica-1981.webp\" data-caption-title=\"Ed. 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N\u00f3rdica, 1981<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Vermelho-Marinho-2016.webp\" data-caption-title=\"Vermelho Marinho, 2016\" data-attachment-id=\"3634\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Vermelho Marinho, 2016\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Vermelho-Marinho-2016\/2657289713.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Vermelho Marinho, 2016<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JACOB, Paulo. 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