{"id":3500,"date":"2025-02-06T18:52:13","date_gmt":"2025-02-06T21:52:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3500"},"modified":"2025-11-12T17:59:05","modified_gmt":"2025-11-12T20:59:05","slug":"o-quatrilho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3500","title":{"rendered":"O quatrilho"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">POZENATO, Jos\u00e9 Clemente. <em>O quatrilho<\/em>. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Eugenia Zerbini<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O assunto de <em>O quatrilho<\/em> \u00e9 a ambienta\u00e7\u00e3o nas col\u00f4nias de italianos na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX, no estado do Rio Grande do Sul, tema pouco explorado na literatura brasileira at\u00e9 a data da sua publica\u00e7\u00e3o, em 1985. Ao longo dos s\u00e9culos XIX e XX, o estado mais ao sul do Brasil projetou-se nas letras nacionais por meio de sua literatura regional focalizada nos pampas e na figura do ga\u00facho. S\u00e3o exemplos disso as obras de Sim\u00f5es Lopes Neto (Pelotas, RS, 1865-1916) e de Erico Verissimo (Cruz Alta, RS, 1905 \u2013 Porto Alegre, RS, 1975). Todavia, a import\u00e2ncia dos imigrantes italianos e sua contribui\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o meridional foram retratadas nas letras regionais, entrando para a esfera ficcional tardiamente por meio do romance de Jos\u00e9 Clemente Pozenato (S\u00e3o Francisco de Paula, RS, 1938 \u2013 Caxias do Sul, RS, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo dados do IBGE, 42% dos imigrantes que aportaram no pa\u00eds entre 1870 e 1920 eram provenientes da It\u00e1lia, correspondendo a um milh\u00e3o e quatrocentos mil italianos. A maioria fixou-se nas regi\u00f5es Sudeste e Sul do pa\u00eds. Se no Sudeste o objetivo primordial foi a substitui\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra escravizada nas planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9, no Sul foi diferente. Considerando-se que a pecu\u00e1ria, a maior riqueza da regi\u00e3o, dispensava a numerosa m\u00e3o de obra exigida pela cafeicultura, os imigrantes italianos chegaram para povoar imensos espa\u00e7os vazios, al\u00e9m de dar corpo \u00e0s ideias higienistas, ent\u00e3o vigentes, de branquear a popula\u00e7\u00e3o. Levas de italianos empobrecidos em decorr\u00eancia das guerras pela unifica\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia foram levadas a deixar suas casas e rumar para a Am\u00e9rica. O governo brasileiro financiou a vinda de muitos, \u00e0s vezes adiantando passagens, outras subsidiando os lotes de terra (que se tornariam as col\u00f4nias, termo largamente empregado em <em>O quatrilho<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fic\u00e7\u00e3o de <em>O quatrilho <\/em>se desenrola na Serra Ga\u00facha, \u00e1rea de Caxias. Os imigrantes que se fixaram nessas col\u00f4nias provinham das regi\u00f5es do V\u00eaneto e da Lombardia, nordeste e norte da It\u00e1lia, por\u00e7\u00f5es da pen\u00ednsula it\u00e1lica ocupada pelos austr\u00edacos por quase um s\u00e9culo. Os personagens, em seus di\u00e1logos, mesclam ao portugu\u00eas o \u201ctalian\u201d, l\u00edngua criada por esses imigrantes, com base no dialeto v\u00eaneto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pozenato, al\u00e9m de poeta, cronista, escritor e tradutor, tamb\u00e9m foi professor universit\u00e1rio. Foi em uma pesquisa universit\u00e1ria sobre a forma\u00e7\u00e3o da literatura meridional que se deu conta da falta do grande romance sobre a imigra\u00e7\u00e3o italiana no Rio Grande do Sul. Idealizou, assim, uma trilogia, composta por <em>O quatrilho<\/em>, seguido por <em>A<\/em> <em>cocanha<\/em> (2000) e finalizado por <em>A Babil\u00f4nia<\/em> (2006). Por ter \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o subs\u00eddios hist\u00f3ricos sobre o come\u00e7o do s\u00e9culo XX, o autor iniciou seu painel pela segunda parte da saga, qual seja, <em>O quatrilho<\/em>, que se passa por volta de 1910 e \u00e9 protagonizado pela primeira gera\u00e7\u00e3o daqueles que imigraram. Os imigrantes propriamente ditos s\u00e3o tratados em <em>A cocanha<\/em>, que, embora seja a parte inicial do tr\u00edptico, foi publicado 15 anos depois e se passa em 1883.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O quatrilho<\/em> \u00e9 a intersec\u00e7\u00e3o entre literatura e hist\u00f3ria. Pozenato lan\u00e7a um olhar din\u00e2mico ao romance hist\u00f3rico, ficcionalizando vidas comuns contra o pano de fundo da hist\u00f3ria. O t\u00edtulo do romance vem do nome de um jogo de cartas popular nas comunidades italianas do Rio Grande do Sul. A ep\u00edgrafe do romance \u00e9 uma cita\u00e7\u00e3o de uma das falas do padre Giobbe, personagem do livro, e faz refer\u00eancia ao jogo, adiantando o n\u00facleo da trama do romance: \u201co quatrilho \u00e9 um jogo demon\u00edaco. Ele faz viver a tenta\u00e7\u00e3o da infidelidade. Em cada m\u00e3o de carta \u00e9 procurado um novo parceiro. Talvez esteja nisso o seu grande fasc\u00ednio. O desastre acontece quando esse fasc\u00ednio passa do jogo para a vida real\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c2ngelo Gardone, filho mais velho do italiano Aur\u00e9lio Gardone, casa-se com a bela Teresa Besana, casamento acertado entre as fam\u00edlias e oficiado pelo padre Giobbe. Seguindo a tradi\u00e7\u00e3o trazida da It\u00e1lia, o casal vai morar na casa do sogro, onde Teresa ajuda nos servi\u00e7os da casa e \u00e9 mais um bra\u00e7o para o trato da terra. Teresa, sens\u00edvel e sonhadora, tem uma prima, pr\u00e1tica, p\u00e9s fincados no real, Pierina. Ela \u00e9 casada com Massimo Boschini, viajado e estudado, muito elegante para o meio, com polainas alvas, colarinho engomado e gravata de seda. A atra\u00e7\u00e3o entre Teresa e Massimo \u00e9 rec\u00edproca \u00e0 primeira vista e revelada j\u00e1 no in\u00edcio da obra. \u00c2ngelo tem um irm\u00e3o mais novo e Teresa arranja o casamento dele com outra mo\u00e7a da col\u00f4nia. De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o, \u00c2ngelo, o filho mais velho, tem que sair da casa paterna e providenciar uma col\u00f4nia para si, para que o mais novo assuma o posto junto ao pai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c2ngelo, sem dinheiro para comprar as terras desejadas, prop\u00f5e sociedade a Massimo, que concorda pela possibilidade de viver junto a Teresa. Os dois casais partem para a nova propriedade. \u00c2ngelo revela-se um ambicioso homem de neg\u00f3cios, ganhando \u00e0s custas dos pr\u00f3prios conterr\u00e2neos, o que Massimo, seu s\u00f3cio, desaprova. Pierina compreende e admira a ambi\u00e7\u00e3o de \u00c2ngelo. Teresa e Massimo cedem \u00e0 atra\u00e7\u00e3o m\u00fatua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o princ\u00edpio, a ep\u00edgrafe deixa clara a troca de parceiros. Todavia, a originalidade fica por conta do detalhamento da hist\u00f3ria n\u00e3o do casal que foge, mas daquele que fica. Apesar do constrangimento social, passada a turbul\u00eancia inicial, o par que permaneceu passa a ter uma vis\u00e3o de mundo conjunta, atingindo, talvez, at\u00e9 o amor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A leitura flui, instruindo o leitor sobre as tradi\u00e7\u00f5es que os italianos trouxeram para o sul do pa\u00eds, tanto da culin\u00e1ria como da religiosidade arraigada, sem mencionar a organiza\u00e7\u00e3o patriarcal familiar, o que n\u00e3o impede, entretanto, que Teresa e Pierina sejam as protagonistas de muitas das a\u00e7\u00f5es. Padre Giobbe, em v\u00e1rias passagens, lan\u00e7a um olhar arguto sobre essa comunidade, ao mesmo tempo cr\u00edtico, mas tamb\u00e9m de compaix\u00e3o. Do ponto de vista econ\u00f4mico, o romance retrata um momento de inflex\u00e3o entre o meio fundamentalmente agr\u00e1rio e a forma\u00e7\u00e3o de capital necess\u00e1rio \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os tr\u00eas livros que comp\u00f5em o tr\u00edptico italiano de Pozenato, <em>O quatrilho<\/em> \u00e9 o de maior destaque. Dez anos ap\u00f3s publicado, <em>O quatrilho<\/em> foi adaptado para o cinema. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1996. Em 2008, deu origem \u00e0 \u00f3pera de mesmo nome, composta pelo m\u00fasico erudito Vagner Cunha (Porto Alegre, RS, 1973), com libreto do pr\u00f3prio autor, Jos\u00e9 Clemente Pozenato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2021, para comemorar os 35 anos da publica\u00e7\u00e3o, o autor relan\u00e7ou <em>O quatrilho<\/em>, adicionando-lhe um cap\u00edtulo extra ao final. Nele, d\u00e1 not\u00edcias sobre o que aconteceu com o casal que partiu, em uma esp\u00e9cie de ponte para o que se sucede em <em>A Babil\u00f4nia<\/em>, que suscita, entre outros pontos, as restri\u00e7\u00f5es legais impostas aos italianos, em uma S\u00e3o Paulo dos anos 1940, com o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A leitura de <em>O quatrilho,<\/em> d\u00e9cadas ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, diante da nova onda de migra\u00e7\u00e3o mundial, \u00e9 pertinente e oportuna. A pobreza da It\u00e1lia rec\u00e9m-unificada e a op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de parte dos imigrados (n\u00e3o poucos eram sindicalizados ou anarquistas) impulsionaram a migra\u00e7\u00e3o italiana nos s\u00e9culos XIX e XX. No s\u00e9culo XXI, guerras, persegui\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-religiosas e governos abusivos continuam a jogar milhares de seres humanos para fora de seus pa\u00edses natais. A previs\u00e3o \u00e9 que o fluxo migrat\u00f3rio cres\u00e7a, em raz\u00e3o dos desastres ambientais. Se antes, como foi o caso do Brasil, a vinda de imigrantes italianos, japoneses e alem\u00e3es foi at\u00e9 fomentada pelo governo, no mundo atual o que se v\u00ea \u00e9 que nem sempre os que v\u00eam de fora s\u00e3o acolhidos como deveriam, sendo submetidos a muros e desafios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALVES, Marcio Miranda (2019). O imigrante italiano na narrativa ficcional do Rio Grande do Sul.\u00a0<em>Litterata<\/em>, Ilh\u00e9us, v. 9, n. 1, p. 25-37. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/periodicos.uesc.br\/index.php\/litterata\/issue\/view\/160\/24\">\u00a0https:\/\/periodicos.uesc.br\/index.php\/litterata\/issue\/view\/160\/24<\/a>5. Acesso em: 9 jun. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GODOY, Ana Boff de (2002). <em>O eu e o outro na terra da Cocanha<\/em>: o jogo da identidade italiana em solo ga\u00facho. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Literatura Brasileira) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/143232\">https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/143232<\/a>. Acesso em: 9 jun. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">POZENATO, Jos\u00e9 Clemente. Mem\u00f3rias. <em>UCSPlay<\/em>, 14 fev. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ucsplay.ucs.br\/video\/memorias-jose-clemente-pozenato\/\">https:\/\/ucsplay.ucs.br\/video\/memorias-jose-clemente-pozenato\/<\/a>. Acesso em: 26 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ZINANI, Cecil Jeanine Albert (2001). <em>O quatrilho<\/em>: uma leitura hist\u00f3rica poss\u00edvel.\u00a0<em>Letras de hoje<\/em>, v. 36, n. 2, p. 91-101. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/fale\/article\/view\/14384\">https:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/fale\/article\/view\/14384<\/a>. Acesso em: 26 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3550.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3550\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Mercado-Aberto-1992.webp\" data-caption-title=\"Mercado Aberto, 1992\" data-attachment-id=\"3551\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Mercado Aberto, 1992\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Mercado-Aberto-1992\/2048676370.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Mercado Aberto, 1992<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Mercado-Aberto-1996.webp\" data-caption-title=\"Mercado Aberto, 1996\" data-attachment-id=\"3552\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Mercado Aberto, 1996\" width=\"250\" height=\"371\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Mercado-Aberto-1996\/1794818222.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22371%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20371%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Mercado Aberto, 1996<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Maneco-2008.webp\" data-caption-title=\"Maneco, 2008\" data-attachment-id=\"3553\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Maneco, 2008\" width=\"250\" height=\"359\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Maneco-2008\/2257995657.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22359%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20359%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Maneco, 2008<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POZENATO, Jos\u00e9 Clemente. 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