{"id":3495,"date":"2025-02-06T15:16:23","date_gmt":"2025-02-06T18:16:23","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3495"},"modified":"2025-11-12T18:02:44","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:44","slug":"o-caso-morel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3495","title":{"rendered":"O caso Morel"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">FONSECA, Rubem. <em>O caso Morel<\/em>. Rio de Janeiro: Artenova, 1973.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Mariana Marise Fernandes Leite<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O caso More<\/em>l, publicado em 1973, \u00e9 o primeiro romance de Rubem Fonseca (Juiz de Fora, MG, 1925 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2020). A obra, embora pare\u00e7a dividir as opini\u00f5es da cr\u00edtica quanto ao desempenho liter\u00e1rio do autor, conhecido pela escrita cont\u00edstica, no g\u00eanero <em>romance<\/em> revela o que, na trajet\u00f3ria de Fonseca, torna-se uma realidade amplamente reconhecida: na escrita, o autor apresenta muitas facetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra de Fonseca, al\u00e9m de contos e romances, inclui tamb\u00e9m outros g\u00eaneros, como ensaios e roteiros. Sua capacidade de desempenhar pap\u00e9is em diferentes campos vai al\u00e9m da escrita. O autor, nascido em Juiz de Fora e residente no Rio de Janeiro desde a inf\u00e2ncia, al\u00e9m de escritor, formou-se em Direito, foi professor universit\u00e1rio e comiss\u00e1rio de pol\u00edcia. Durante o per\u00edodo em que exerceu essa \u00faltima profiss\u00e3o, teve tamb\u00e9m a oportunidade de estudar Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje conhecido como um dos mais importantes escritores da literatura brasileira contempor\u00e2nea, Fonseca detalha em seus textos n\u00e3o apenas o cotidiano das grandes cidades brasileiras e os personagens comuns a esses espa\u00e7os, mas tamb\u00e9m a viol\u00eancia e a marginalidade que permeiam aqueles que habitam as metr\u00f3poles do pa\u00eds. Seus personagens s\u00e3o ladr\u00f5es, cobradores, escritores, comiss\u00e1rios, executivos, <em>socialites<\/em>, artistas, vendedores \u2013 todos eles atravessados por certo cinismo e algum comportamento ou situa\u00e7\u00e3o violenta, como detalha Regina Dalcastagn\u00e8 (2012) em <em>Literatura brasileira contempor\u00e2nea: um territ\u00f3rio contestado<\/em>. N\u00e3o sem deixar de notar, como Dalcastagn\u00e8, que h\u00e1 uma sutil diferen\u00e7a na forma como s\u00e3o retratados os personagens das diferentes classes sociais, atravessados por viol\u00eancia nos textos do autor \u2013 detalhe esse que deve ser observado e refletido. A realidade \u00e9 que a escrita \u00fanica de Fonseca e sua abordagem inconfund\u00edvel da realidade do cotidiano dos espa\u00e7os urbanos brasileiros provocam um misto de inc\u00f4modo e curiosidade, que faz com que suas hist\u00f3rias sejam desbravadas, independentemente de sua extens\u00e3o, at\u00e9 o fim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O caso Morel<\/em> foi publicado ap\u00f3s o autor j\u00e1 ter alcan\u00e7ado certo reconhecimento pela escrita de seus contos. No ano de publica\u00e7\u00e3o do romance, 1973, a ditadura militar brasileira, iniciada em 1964, estava em sua pior fase, marcada pelo AI-5, que havia sido promulgado alguns anos antes. Apesar do funcionamento da censura de forma severa, conforme detalha Fernando dos Santos Andrade (2000) em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <em>O caso Morel: investiga\u00e7\u00f5es (im)poss\u00edveis<\/em>, o livro n\u00e3o foi censurado \u2013 sorte que <em>Feliz ano novo<\/em>, livro de contos publicado apenas dois anos mais tarde, n\u00e3o teve. Esta obra, alvo dos censores com alega\u00e7\u00f5es que muito se aplicariam tamb\u00e9m ao romance de 1973, foi tachada, entre outras coisas, de apologia ao crime, algo que n\u00e3o era atribu\u00eddo a <em>O caso Morel<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de sua publica\u00e7\u00e3o sem a interfer\u00eancia da censura, a obra n\u00e3o alcan\u00e7a consenso entre cr\u00edtica e p\u00fablico quanto \u00e0 qualidade da escrita do autor na transi\u00e7\u00e3o do conto para o romance, nem em rela\u00e7\u00e3o ao f\u00f4lego narrativo necess\u00e1rio para a extens\u00e3o do formato, como aponta S\u00e9rgio Augusto em \u201cAtr\u00e1s das grades\u201d, posf\u00e1cio presente na edi\u00e7\u00e3o da editora Nova Fronteira (2023). No entanto, a obra parece carregar em si o cerne da tem\u00e1tica e o estilo inconfund\u00edvel de Fonseca, caracter\u00edsticas igualmente presentes em seus contos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O caso Morel <\/em>conta a hist\u00f3ria de Paulo Moraes, um artista que se autodenomina Paul Morel e que, no presente da narrativa, est\u00e1 preso pelo assassinato de Helo\u00edsa, uma artista de vida bo\u00eamia e pertencente a uma fam\u00edlia importante. A jovem foi encontrada morta em uma praia do Rio de Janeiro, em um crime marcado por vis\u00edveis tra\u00e7os de brutalidade. Morel foi identificado como principal suspeito ap\u00f3s a pol\u00edcia ter acesso ao di\u00e1rio da mo\u00e7a, que continha relatos minuciosos sobre suas rela\u00e7\u00f5es sexuais com o artista, nas quais se revelava o fetiche dela pela viol\u00eancia e a disposi\u00e7\u00e3o de Morel em realizar esses desejos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa tem in\u00edcio com o primeiro de v\u00e1rios encontros entre Morel e Vilela, um ex-policial que se torna intermedi\u00e1rio do artista para que sua hist\u00f3ria seja contada em um processo de escrita. Ao longo da narrativa, o leitor percebe que Morel, al\u00e9m de artista, \u00e9 tamb\u00e9m um bo\u00eamio. Ele havia, gradualmente, progredido de sua condi\u00e7\u00e3o inicial como adolescente vendedor de mercadorias, proveniente de uma fam\u00edlia simples, para a posi\u00e7\u00e3o de artista relativamente conhecido, convidado a contribuir em obras importantes e a participar de eventos sociais de destaque. Al\u00e9m disso, pouco antes de sua pris\u00e3o, ap\u00f3s uma temporada de cuidados paliativos em um hospital, Morel perdera o pai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da excentricidade e dos costumes peculiares de que \u00e9 dotado, Morel intriga Vilela pela incompatibilidade de seu perfil, que tende \u00e0 intelectualidade e ao di\u00e1logo, com a brutalidade do assassinato pelo qual est\u00e1 preso, o que conduz Vilela, e tamb\u00e9m o leitor, a uma vertiginosa investiga\u00e7\u00e3o. A cada encontro, fortalece-se uma rela\u00e7\u00e3o de troca a partir da qual uma fra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de Morel \u00e9 revelada, instigando a curiosidade de Vilela, do leitor e de outros personagens atra\u00eddos pela hist\u00f3ria. Configura-se com isso uma trajet\u00f3ria que, conforme se pode deduzir da leitura que Andrade (2000) faz da obra de Rubem Fonseca, muito aproximaria o leitor de narrativas como as de <em>Um corpo que cai<\/em> e <em>Janela indiscreta<\/em>, contadas no cinema sob a dire\u00e7\u00e3o de Alfred Hitchcock.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pouco a pouco, descobre-se que Morel, o personagem descrito por Paul Morel, conheceu quatro mulheres e decidiu, influenciado por seu estilo de vida pouco tradicional, constituir com elas um modelo peculiar de fam\u00edlia. As mulheres s\u00e3o descritas minuciosamente na hist\u00f3ria narrada por Morel sobre seu hom\u00f4nimo, permitindo que Vilela, o intermedi\u00e1rio e leitor da fic\u00e7\u00e3o \u2014 e, com ele, o leitor de Fonseca \u2014 construa perfis bastante n\u00edtidos de indiv\u00edduos pertencentes a classes sociais e personalidades distintas, mas com um denominador comum: o artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas dessas quatro mulheres, juntamente com o filho de uma delas, formariam com Morel uma fam\u00edlia, morando na mesma casa e compartilhando hist\u00f3rias, acontecimentos e encontros sexuais. A quarta, uma dama da sociedade, faria visitas a eles eventualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as companheiras descritas por Morel a Vilela est\u00e1 Joana, uma artista bo\u00eamia de fam\u00edlia influente, que mantinha com Morel um relacionamento amoroso anterior, permeado por um fetiche sexual ligado \u00e0 viol\u00eancia \u2014 fetiche esse descrito em detalhes em seus di\u00e1rios. Vilela \u2014 e o leitor \u2014 logo perceberia que qualquer semelhan\u00e7a n\u00e3o era mera coincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s algum tempo de conviv\u00eancia no acordo familiar, Joana se cansaria da calmaria trazida pelo arranjo. Insatisfeita, cobraria do artista um retorno aos tempos mais intensos. Essa cobran\u00e7a resultaria em um passeio da dupla, que culmina em uma praia, onde ocorre um t\u00f3rrido encontro sexual. Ap\u00f3s esse encontro, Morel, o hom\u00f4nimo, deixaria o local e se despediria de Joana. Horas depois, Joana seria encontrada morta na praia, e o artista \u2014 o personagem \u2014 seria preso assim que as investiga\u00e7\u00f5es fossem iniciadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seria Joana, afinal, Helo\u00edsa? Teria essa narrativa se limitado apenas a uma descri\u00e7\u00e3o dos fatos? Quem seriam as outras mulheres mencionadas? Onde Vilela poderia encontr\u00e1-las em sua realidade? Teria Morel, o autor do texto, de fato assassinado sua amante? O que realmente aconteceu naquele percurso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na constru\u00e7\u00e3o engenhosa da narrativa de Rubem Fonseca, essas d\u00favidas v\u00e3o se materializando aos poucos, tanto para o leitor atento quanto para Vilela. O ex-policial, que atua como intermedi\u00e1rio e investigador, conduz para aquele que o l\u00ea a necess\u00e1ria busca por respostas. Relat\u00f3rios da pol\u00edcia, trechos de di\u00e1rios, depoimentos, nomes, novos personagens: tudo vai sendo minuciosamente descoberto por Vilela, que parece empenhado em algo muito maior do que apenas publicar a obra de Morel \u2014 h\u00e1 nele um desejo evidente de provar a inoc\u00eancia do artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com Vilela e Morel, Rubem Fonseca reconstitui o passado do artista, explorando detalhes minuciosos sobre cada um dos envolvidos no assassinato, reconstruindo, com precis\u00e3o impressionante, as cenas do crime \u2014 algo que nem mesmo a investiga\u00e7\u00e3o policial sobre a morte de Helo\u00edsa parece ter sido capaz de realizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como em muitas outras obras de Fonseca, a narrativa \u00e9 permeada por retratos do cotidiano, situa\u00e7\u00f5es de estranhamento e um gosto peculiar pela viol\u00eancia, que atravessa a personalidade de indiv\u00edduos aparentemente comuns, aqueles que passariam despercebidos em uma investiga\u00e7\u00e3o. A obra tamb\u00e9m suscita questionamentos inquietantes: qual \u00e9, afinal, a face daquele que seria respons\u00e1vel pela viol\u00eancia que cerca a sociedade?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Helo\u00edsa, Joana, Moraes e Morel. S\u00e3o hist\u00f3rias entrela\u00e7adas que Vilela \u2014 e, com ele, o leitor de <em>O caso Morel<\/em> \u2014 prop\u00f5e-se a desvendar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ANDRADE, Fernando dos Santos (2000). <em>O caso Morel<\/em>: investiga\u00e7\u00f5es (im)poss\u00edveis. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Teoria Liter\u00e1ria) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8151\/tde-29122022-121930\/publico\/2000_FernandoDosSantosAndrade.pdf.\">https:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8151\/tde-29122022-121930\/publico\/2000_FernandoDosSantosAndrade.pdf.<\/a> Acesso em: 16 jun. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COUTO, Jos\u00e9 Geraldo. Hitchcock e seus prod\u00edgios. <em>Blog Instituto Moreira Sales<\/em>. [<em>S. l.<\/em>], 2 ago. 2013. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/blogdoims.com.br\/hitchcock-e-seus-prodigios\">https:\/\/blogdoims.com.br\/hitchcock-e-seus-prodigios<\/a>\/. Acesso em: 16 jun. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DALCASTAGN\u00c8, Regina (2012).<em> Literatura brasileira contempor\u00e2nea: <\/em>um territ\u00f3rio contestado. Vinhedo: Horizonte; Rio de Janeiro: Editora da UERJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INSTITUTO MOREIRA SALES. Um corpo que cai. Vertigo. Sinopse do filme de Alfred Hitchcock. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ims.com.br\/filme\/um-corpo-que-cai\">https:\/\/ims.com.br\/filme\/um-corpo-que-cai<\/a>\/. Acesso em: 16 jun. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3542.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3542\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Companhia-das-Letras-2024.webp\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 1995\" data-attachment-id=\"3545\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 1995\" width=\"250\" height=\"369\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Companhia-das-Letras-2024\/2470057035.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22369%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20369%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 1995<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RSB-Publicacoes-2003.webp\" data-caption-title=\"RBS Publica\u00e7\u00f5es, 2003\" data-attachment-id=\"3543\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"RBS Publica\u00e7\u00f5es, 2003\" width=\"250\" height=\"420\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/RSB-Publicacoes-2003\/3882537894.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22420%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20420%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">RBS Publica\u00e7\u00f5es, 2003<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Agir-2010.webp\" data-caption-title=\"Agir, 2010\" data-attachment-id=\"3544\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Agir, 2010\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Agir-2010\/2810682127.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Agir, 2010<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONSECA, Rubem. O caso Morel. Rio de Janeiro: Artenova, 1973. Mariana Marise Fernandes LeiteIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares O caso Morel, publicado em 1973, \u00e9 o primeiro romance de Rubem Fonseca (Juiz de Fora, MG, 1925 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2020). 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