{"id":3290,"date":"2025-03-10T12:40:02","date_gmt":"2025-03-10T15:40:02","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3290"},"modified":"2025-11-12T18:01:55","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:55","slug":"os-tambores-de-sao-luis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3290","title":{"rendered":"Os tambores de S\u00e3o Lu\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">MONTELLO, Josu\u00e9. <a><em>Os tambores de S\u00e3o Lu\u00eds<\/em>. <\/a>Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Gilvan Santos Gon\u00e7alves<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Th\u00e9o Cris\u00f3stomo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAt\u00e9 ali os tambores da casa-grande das minas tinham seguido seus passos, e ele via ainda os tr\u00eas tamboreiros, no canto esquerdo da varanda, rufando forte os seus instrumentos rituais, com o acompanhamento dos og\u00e3s e das caba\u00e7as, enquanto a noch\u00ea Andreza Maria deixava cair o xale para os antebra\u00e7os, recebendo Toi-Zamadone, o dono do lugar\u201d. Assim se abre <em>Os tambores de S\u00e3o Lu\u00eds<\/em> (1975), de Josu\u00e9 Montello (S\u00e3o Lu\u00eds, MA, 1917 \u2013 S\u00e3o Lu\u00eds, MA, 2006), um romance hist\u00f3rico que convida a uma imers\u00e3o geogr\u00e1fica pelo centro hist\u00f3rico da antiga S\u00e3o Lu\u00eds, ainda nos tempos da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa narrativa \u00e9pica, o romancista tece uma trama que se desenrola entre os tambores afro-brasileiros, as festas populares, as tradi\u00e7\u00f5es religiosas e a vida cotidiana da cidade de S\u00e3o Lu\u00eds. Atrav\u00e9s de personagens complexos e bem desenvolvidos, o autor aborda quest\u00f5es como a heran\u00e7a cultural, as rela\u00e7\u00f5es sociais e as transforma\u00e7\u00f5es urbanas, oferecendo uma vis\u00e3o multifacetada da sociedade maranhense.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance, de 654 p\u00e1ginas, est\u00e1 dividido em 68 cap\u00edtulos, com um enredo que margeia o drama individual de Dami\u00e3o, um escravo liberto que participa do processo de emancipa\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o de um grupo \u00e9tnico, em um momento hist\u00f3rico em que a escravid\u00e3o negra transita da fase explorat\u00f3ria dos engenhos para uma vida ca\u00f3tica e sem perspectiva nos centros urbanos. \u00c9 nesse contexto que Montello utiliza a vida de seu protagonista para explorar as transforma\u00e7\u00f5es sociais e hist\u00f3ricas do Maranh\u00e3o colonial, desde o final do s\u00e9culo XIX at\u00e9 as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo da obra, <em>Os tambores de S\u00e3o Lu\u00eds<\/em>, faz refer\u00eancia aos ritmos africanos que, at\u00e9 hoje, ecoam na cultura maranhense, simbolizando as ra\u00edzes profundas que a escravid\u00e3o e suas consequ\u00eancias deixaram na Ilha de S\u00e3o Lu\u00eds. Assim, pode-se afirmar que os tambores, nesse contexto, s\u00e3o bem mais do que instrumentos musicais; s\u00e3o s\u00edmbolos de resist\u00eancia, mem\u00f3rias e identidade cultural de um lugar. S\u00e3o alegorias que ressoam n\u00e3o apenas nas festas e celebra\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m nos momentos de luta e afirma\u00e7\u00e3o do povo negro, que foi esquecido e marginalizado ap\u00f3s a sofrida aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Narrada em terceira pessoa, a prosa montelliana \u00e9 ao mesmo tempo l\u00edrica e introspectiva, pois o romancista utiliza uma linguagem que, embora rica e complexa, \u00e9 acess\u00edvel, permitindo aos leitores um mergulho completo em cada linha atmosf\u00e9rica da hist\u00f3ria narrada, onde tudo se passava no mundo social em que a escravid\u00e3o pertencia \u00e0 ordem natural das coisas. Por meio dessas rela\u00e7\u00f5es, o escritor discute temas universais como amor, ambi\u00e7\u00e3o, fracasso e reden\u00e7\u00e3o, no tempo cronol\u00f3gico de uma noite no ano de 1915, em sua ligeira passagem para o dia seguinte (das 22h \u00e0s 9h), percorrendo o tempo hist\u00f3rico de 1838 at\u00e9 1915. Todavia, o arco narrativo criado por Montello percorre uma hist\u00f3ria de tr\u00eas s\u00e9culos de lutas e insurrei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu ainda n\u00e3o conhe\u00e7o a cidade\u201d. \u00c9 o que diz Dami\u00e3o para o padre, numa inquietude para seu corpo se movimentar por S\u00e3o Lu\u00eds. Ao relembrar o caminho percorrido at\u00e9 ali, quando, aos oitenta anos, se prepara para receber mais uma crian\u00e7a, esse anci\u00e3o apresenta o retrato da sociedade maranhense do s\u00e9culo XIX: escravocrata, segregacionista e elitista. Desde sua inf\u00e2ncia na fazenda Boa Vista, no interior do Maranh\u00e3o, a passagem pelo quilombo, a chegada ao semin\u00e1rio na capital, at\u00e9 sua maturidade atual, ele mant\u00e9m o contato com a realidade dos escravizados. Ou seja, a miser\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o de homens, mulheres e crian\u00e7as de todas as idades submetidos a outros homens no senhorio do cativeiro degradante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Indo para S\u00e3o Lu\u00eds depois de ser alforriado, Dami\u00e3o deslumbra-se com a paisagem que encontra pela frente, uma paisagem que jamais esquecer\u00e1, pois, al\u00e9m de ter o significado do encontro com o desconhecido, ela traz a presen\u00e7a do componente da liberdade, j\u00e1 que agora n\u00e3o \u00e9 mais cativo (Tavares J\u00fanior, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da saga desse personagem, os leitores passam a ter contato com a rica e ancestral cultura africana dos vodus, que dan\u00e7am ao som dos tambores pelos vastos terreiros da cidade. Em seu caminho, Dami\u00e3o descreve minuciosamente a cartografia de S\u00e3o Lu\u00eds, com suas pra\u00e7as, ruas estreitas, sobrados, portos, sua fauna e flora exuberantes. Em meio a personagens fict\u00edcios, surgem figuras importantes da \u00e9poca: Donana Jansen e Dona Ana Rosa Viana Ribeiro (Baronesa de Graja\u00fa), ambas cru\u00e9is senhoras de escravos; os poetas Gon\u00e7alves Dias e Sous\u00e2ndrade, e diversos pol\u00edticos dessa \u00e9poca do Brasil Imperial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s dos olhos do octogen\u00e1rio Dami\u00e3o, s\u00e3o apresentados alguns dos principais acontecimentos pol\u00edticos daquele momento hist\u00f3rico: a promulga\u00e7\u00e3o da Lei do Ventre Livre, da Lei Feij\u00f3 e da Lei dos Sexagen\u00e1rios. Tamb\u00e9m \u00e9 destacada a promulga\u00e7\u00e3o da lei que aboliu a escravid\u00e3o e o caos que esse feito trouxe, ao jogar homens e mulheres definitivamente na rua. Agora livres, mas sem direito a terra, moradia ou alimento, e sem amparo nenhum, ficaram perambulando pelas ruas de S\u00e3o Lu\u00eds, gerando uma enorme crise social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com grande conhecimento hist\u00f3rico e cultural sobre o Brasil col\u00f4nia, Montello cria um romance rico em descri\u00e7\u00f5es detalhadas que capturam a ess\u00eancia da vida urbana e rural de S\u00e3o Lu\u00eds, desde as festas vivenciadas em seus v\u00e1rios espa\u00e7os de luta e resist\u00eancia at\u00e9 os recantos mais esquecidos da cidade. \u00c9 assim que o escritor descreve com maestria o ambiente local, trazendo \u00e0 tona o colorido dos costumes, as cren\u00e7as religiosas e as express\u00f5es culturais que definem a identidade e o sincretismo do maranhense e, por que n\u00e3o dizer, de todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de toda a narrativa, tem-se, portanto, a saga de um homem que, nascido na senzala de uma fazenda nas entranhas do Maranh\u00e3o, conheceu as priva\u00e7\u00f5es da escravatura, padecendo no tronco e na cafua (habita\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria). Ele experimentou a fuga e a resist\u00eancia nos quilombos (lugar de ref\u00fagio). Uma vez capturado, viu o pai preferir ser estra\u00e7alhado pelas piranhas, misturando seu sangue \u00e0s \u00e1guas de um rio a retornar ao jugo do chicote de seu \u201csenhor\u201d. A dolorosa saga de Dami\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de mart\u00edrio que o acomete diante da situa\u00e7\u00e3o em que se encontravam os negros no Maranh\u00e3o: homens sem valor e sem o devido reconhecimento como seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, considerando seu valor liter\u00e1rio, o romance hist\u00f3rico de Montello \u00e9 uma obra bastante significativa da literatura brasileira, ao retratar o protagonismo da vida e das tradi\u00e7\u00f5es da cidade, explorando temas como a cultura afro-brasileira, a religiosidade popular e as rela\u00e7\u00f5es sociais. Assim, ao longo de cada cap\u00edtulo, o autor explora os costumes, as cren\u00e7as e as tradi\u00e7\u00f5es do povo ludovicense, destacando a influ\u00eancia da heran\u00e7a africana na forma\u00e7\u00e3o da identidade local. Al\u00e9m disso, a trama \u00e9 habilmente entrela\u00e7ada com personagens cativantes e acontecimentos marcantes, pois permite compreender a riqueza e a complexidade do universo sincr\u00e9tico que ainda hoje impera em todos os terreiros do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fundem-se realidade e imagina\u00e7\u00e3o quando o autor relembra o processo do famoso crime da baronesa de Graja\u00fa, caso real, acontecido ainda no Imp\u00e9rio, cujo documento lhe foi oferecido pelo Senador Jos\u00e9 Sarney (Paula, 2015). Nessa perspectiva, o romancista cria uma gama de personagens ricos e multifacetados que contribuem para a complexidade e a profundidade da narrativa. Dentre eles, destacam-se figuras como Donana, uma mulher forte e determinada que representa a for\u00e7a da cultura popular; o misterioso Pai Francisco, l\u00edder espiritual que exerce grande influ\u00eancia sobre a comunidade; o jovem Nhozinho, cuja jornada de autodescoberta reflete as transforma\u00e7\u00f5es da sociedade local; e muitos outros personagens que, juntos, comp\u00f5em um retrato v\u00edvido da vida citadina no per\u00edodo colonial. Contudo, apesar de fict\u00edcio, o romance evidencia muitos temas ver\u00eddicos, como o julgamento de Dona Ana Rosa Viana Ribeiro pelo assassinato do escravo Inoc\u00eancio, de apenas oito anos de idade; as consequ\u00eancias da Lei \u00c1urea e o nascimento da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, observa-se que o romance montelliano \u00e9 uma narrativa romanesca que se destaca pela sua capacidade de mergulhar nas tradi\u00e7\u00f5es e na cultura da cidade de S\u00e3o Lu\u00eds, oferecendo uma vis\u00e3o abrangente da cidade hist\u00f3rica. Mediante um enredo cuidadosamente constru\u00eddo, o autor conduz os leitores por entre os becos e vielas da cidade, apresentando personagens que refletem a diversidade e a riqueza cultural do Maranh\u00e3o. Al\u00e9m disso, o romance aborda quest\u00f5es sociais e hist\u00f3ricas, oferecendo ao leitor uma compreens\u00e3o mais profunda da complexidade da realidade local. Outrossim, o romance de Josu\u00e9 Montello \u00e9 considerado uma das mais importantes obras da literatura maranhense e brasileira. \u00c9 apreciado tanto por sua qualidade liter\u00e1ria quanto por sua capacidade de retratar com fidelidade a ess\u00eancia da cidade de S\u00e3o Lu\u00eds, sempre atento \u00e0s din\u00e2micas sociais, culturais e hist\u00f3ricas de forma aut\u00eantica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TAVARES J\u00daNIOR, Mozart de S\u00e1 (2018). O olhar de Dami\u00e3o: uma leitura da paisagem na obra\u00a0<em>Os Tambores de S\u00e3o Lu\u00eds<\/em>.\u00a0<em>InterEspa\u00e7o: Revista de Geografia e Interdisciplinaridade<\/em>, v. 4, n. 13, p. 93-106. Dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"https:\/\/periodicoseletronicos.ufma.br\/index.php\/interespaco\/article\/view\/8332\">https:\/\/periodicoseletronicos.ufma.br\/index.php\/interespaco\/article\/view\/8332<\/a>. Acesso em: 10 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PAULA, Ceres Teixeira de (2015). Dor negra: fic\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria em\u00a0<em>Os tambores de S\u00e3o Lu\u00eds<\/em>.\u00a0<em>Vidya<\/em>,\u00a0v. 19, n. 33, p. 83-99. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/periodicos.ufn.edu.br\/index.php\/VIDYA\/article\/view\/538\">https:\/\/periodicos.ufn.edu.br\/index.php\/VIDYA\/article\/view\/538<\/a>. Acesso em: 10 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3386.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3386\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Jose-Olympio-1978.webp\" data-caption-title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1978\" data-attachment-id=\"3387\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1978\" width=\"250\" height=\"369\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Jose-Olympio-1978\/3814794603.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22369%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20369%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Jos\u00e9 Olympio, 1978<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Nova-Fronteira-1985.webp\" data-caption-title=\"Nova Fronteira, 1985\" data-attachment-id=\"3388\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Nova Fronteira, 1985\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Nova-Fronteira-1985\/803476696.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova Fronteira, 1985<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Livros-do-Brasil-1990.webp\" data-caption-title=\"Livros do Brasil, 1990\" data-attachment-id=\"3389\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Livros do Brasil, 1990\" width=\"250\" height=\"374\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Livros-do-Brasil-1990\/88906687.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22374%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20374%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Livros do Brasil, 1990<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MONTELLO, Josu\u00e9. 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