{"id":3227,"date":"2025-03-31T12:01:41","date_gmt":"2025-03-31T15:01:41","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3227"},"modified":"2025-11-12T18:02:30","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:30","slug":"maira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3227","title":{"rendered":"Ma\u00edra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">RIBEIRO, Darcy. <em>Ma\u00edra. <\/em>S\u00e3o Paulo: Global, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Carlos Wender Sousa Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Darcy Ribeiro (Montes Claros, MG, 1922 \u2013 Bras\u00edlia, DF, 1997) foi antrop\u00f3logo, educador e romancista. Ele escreveu uma consolidada obra etnogr\u00e1fica em defesa da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Entre seus principais projetos, destaca-se a cria\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia em 1962. O golpe militar de 1964 lhe imp\u00f4s a cassa\u00e7\u00e3o de seus direitos pol\u00edticos e ele foi exilado. Durante sua trajet\u00f3ria na vida p\u00fablica, Darcy foi professor, reitor, ministro da Educa\u00e7\u00e3o e chefe da Casa Civil no governo de Jo\u00e3o Goulart. Ap\u00f3s a ditadura, foi eleito senador. A produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de Darcy Ribeiro \u00e9 fundamental para refletir sobre a forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, pol\u00edtica e econ\u00f4mica da sociedade brasileira, bem como seus desdobramentos na contemporaneidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Genoc\u00eddio e etnoc\u00eddio ind\u00edgena, exterm\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o negra, profundas desigualdades de classe, mecanismos estruturais de exclus\u00e3o, viol\u00eancia e silenciamento dessas e de outras minorias nos espa\u00e7os p\u00fablicos de representa\u00e7\u00e3o e de disputa das diferentes narrativas s\u00e3o alguns dos elementos que marcaram a forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do nosso pa\u00eds e que continuam a influenciar os eventos pol\u00edticos, sociais, culturais, econ\u00f4micos e identit\u00e1rios da atualidade. As formas de domina\u00e7\u00e3o e controle de um grupo hegem\u00f4nico sobre outros no Brasil variaram desde a invas\u00e3o portuguesa at\u00e9 os dias atuais, mas, sem d\u00favida, a base dessa domina\u00e7\u00e3o permanece a mesma ontem e hoje. Nesse sentido, a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e acad\u00eamica de Darcy Ribeiro \u00e9, sem d\u00favidas, uma ferramenta fundamental para estudar esses processos e seus resultados no presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Obras como <em>Ma\u00edra<\/em> (1976) e <em>O mulo<\/em> (1981) ajudam a compreender os aspectos estruturantes de um pa\u00eds marcado pela viol\u00eancia sist\u00eamica e por desigualdades sociais e econ\u00f4micas. <em>Ma\u00edra<\/em> \u00e9 um romance que se desenvolve em torno das mitologias ind\u00edgenas e seus reflexos sobre o movimento de resist\u00eancia hist\u00f3rico e sociopol\u00edtico que integra a trajet\u00f3ria dos povos ind\u00edgenas no pa\u00eds. Essa \u00e9 uma narrativa que revela um duplo trabalho do autor: est\u00e9tico e etnol\u00f3gico. De um lado, um conjunto de elementos est\u00e9ticos que refletem o trabalho art\u00edstico e liter\u00e1rio de Darcy. De outro lado, uma an\u00e1lise etnogr\u00e1fica geral a respeito dos povos ind\u00edgenas \u00e9 elaborada na obra por meio de hist\u00f3rias de luta e resist\u00eancias desses povos, suas mitologias, suas culturas, suas rela\u00e7\u00f5es com a natureza e com o mundo ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encontro entre Isa\u00edas e Alma \u00e9 o elemento central de <em>Ma\u00edra<\/em>. O autor, conhecendo profundamente tanto a hist\u00f3ria das comunidades ind\u00edgenas quanto a hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental respons\u00e1vel por dominar e explorar essas comunidades, consegue conectar esses dois mundos, apresentando suas problem\u00e1ticas e deslocamentos. \u201cDarcy Ribeiro soube, portanto, escolher os bons crit\u00e9rios para fundir o real document\u00e1rio, o socialmente v\u00e1lido e o transcendente, por meio do ficcionalmente expressivo\u201d (Candido, 2014). Isa\u00edas \u00e9 um ind\u00edgena que, ao retornar da It\u00e1lia, decide abrir m\u00e3o de sua vida como membro da Igreja Cat\u00f3lica, atividade que come\u00e7ou ainda na juventude. Nesse retorno \u00e0 sua comunidade, ele reflete sobre seus processos constitutivos identit\u00e1rios, a sobreposi\u00e7\u00e3o de outras culturas e o apagamento de sua pr\u00f3pria cultura e identidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O povo Mairum, comunidade \u00e0 qual pertence o personagem, representa muitos povos ind\u00edgenas amea\u00e7ados pelo exterm\u00ednio cotidiano, precisa lutar, construir redes de solidariedade e sobreviv\u00eancia, como conclui-se num dado momento: \u201cNosso dever, nossa sina, n\u00e3o sei, \u00e9 resistir, como resistem os judeus, os ciganos, os bascos e tantos mais\u201d. O pr\u00f3prio Av\u00e1, nome origin\u00e1rio de Isa\u00edas, \u00e9 uma v\u00edtima do processo de domina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, cultural e identit\u00e1ria. Muito cedo, ele deixou sua comunidade para promover e difundir os ensinamentos de uma cultura e de uma religi\u00e3o dominante \u2013 a Igreja Cat\u00f3lica \u2013 que tamb\u00e9m tem sua parcela de responsabilidade na dizima\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas. No romance, Isa\u00edas lan\u00e7a um olhar de fora para dentro, como algu\u00e9m que, de alguma forma, experienciou os dois lados. Isa\u00edas se v\u00ea cercado por diversas dualidades, especialmente a tens\u00e3o entre sua comunidade ind\u00edgena e a vida ocidental. Ele, que cresceu na aldeia, frequentou semin\u00e1rio em Goi\u00e1s e depois viveu em Roma, reflete sobre o seu pr\u00f3prio eu \u2013 seu lugar \u2013 em diversos momentos. Ele engaja-se em um processo reflexivo que se abre para diversas possibilidades de leitura e apreens\u00e3o da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No retorno ao Brasil, Isa\u00edas Mairum encontra uma mission\u00e1ria em um hotel em Bras\u00edlia e passa a conversar com ela. Ao caminhar pela Esplanada dos Minist\u00e9rios, os dois personagens refletem sobre a constitui\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, que se levantava naquele momento. Ela arrisca dizer: \u201cO terr\u00edvel de Bras\u00edlia \u00e9 que j\u00e1 nasceu velha. S\u00f3 a roupagem \u00e9 nova. Olhando pra dentro dos apartamentos, o que se v\u00ea \u00e9 aquela mesma classe m\u00e9dia l\u00e1 do Rio: funcion\u00e1rios, burocratas, s\u00f3 preocupados com o sal\u00e1rio, a aposentadoria e o retorno ao Rio. Ningu\u00e9m \u00e9 daqui\u201d. Isa\u00edas, no entanto, em um cont\u00ednuo movimento de deslocamentos espaciais e temporais, enxergava algo de permanente que se erguia com a cidade, algo com for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o. \u201cBras\u00edlia \u00e9 o mundo mairum que se transfigura. O pior do nosso mundo aqui se converte\u201d. Um mundo que se ergue sobre outros mundos, anulando-os e apagando-os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tempo registra a mobiliza\u00e7\u00e3o humana em torno de interesses divergentes, frequentemente descont\u00ednuos, e as in\u00fameras possibilidades de deslocamento no espa\u00e7o. Cada espa\u00e7o funciona como um elemento que passa a integrar a experi\u00eancia hist\u00f3rica \u2013 individual e coletiva \u2013 de cada indiv\u00edduo inserido no mundo, marcado por disputas, silenciamentos e apagamentos. Essas s\u00e3o algumas das reflex\u00f5es que se desenvolvem em torno da constru\u00e7\u00e3o das personagens no romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses processos de disputa hist\u00f3rica e identit\u00e1ria que marcam <em>Ma\u00edra<\/em> s\u00e3o caracter\u00edsticas de toda a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e intelectual de Darcy Ribeiro. <em>O povo brasileiro<\/em> (1995), por exemplo, discute os movimentos hist\u00f3ricos, culturais e identit\u00e1rios dos povos ind\u00edgenas desde a invas\u00e3o portuguesa. Diferentemente dos invasores, advindos de uma civiliza\u00e7\u00e3o urbana e classista, os povos origin\u00e1rios do Brasil eram estruturados em tribos aut\u00f4nomas e n\u00e3o estratificadas em classes. Um dos elementos mais marcantes \u00e9 que, desde o primeiro contato entre os povos ind\u00edgenas e a civiliza\u00e7\u00e3o europeia, h\u00e1 a imposi\u00e7\u00e3o de um grupo sobre o outro. O exterm\u00ednio e a escraviza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas constituem a pr\u00f3pria sociedade brasileira. E s\u00e3o justamente os dilemas desse processo s\u00f3cio-hist\u00f3rico que o autor apresenta em <em>Ma\u00edra<\/em>, potencializando as chaves de leitura e de interpreta\u00e7\u00e3o por meio das pr\u00f3prias aberturas que a linguagem liter\u00e1ria oferece.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ma\u00edra<\/em> \u00e9, nesse sentido, uma obra central da literatura brasileira porque traz para o campo liter\u00e1rio possibilidades de leitura desse movimento contradit\u00f3rio e violento que constitui a sociedade brasileira. Os deslocamentos hist\u00f3ricos, geogr\u00e1ficos e culturais que influem sobre esses povos ind\u00edgenas tamb\u00e9m ganham \u00eanfase em v\u00e1rias passagens do romance. \u201cTermina o dia na vila de Corrutela. A gente que volta dos ro\u00e7ados, dos currais, da pesca, vai se juntando \u00e0 sombra da igrejinha. \u00c9 uma capela velha, constru\u00edda por padre Vecchio. J\u00e1 n\u00e3o abre. Agora quase todos s\u00e3o crentes\u201d. O romance marca esse tom de den\u00fancia da sobreposi\u00e7\u00e3o de culturas e identidades hegem\u00f4nicas em rela\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas, mas sem perder a essencialidade do texto liter\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Ma\u00edra<\/em>, esses processos aparecem como elementos para pensar a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o desses personagens em seus contextos temporais e geogr\u00e1ficos. \u00c9 interessante observar tamb\u00e9m como o narrador se vale de alguns recursos lingu\u00edsticos para dar \u00eanfase \u00e0 viv\u00eancia e \u00e0 experi\u00eancia desses povos e comunidades. Isso se revela nos momentos em que o romance busca apontar a humanidade desses personagens no mais corriqueiro, habitual e supostamente irrelevante gesto humano. A passagem do tempo e as transforma\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o cultural e geogr\u00e1fico contribuem para reafirmar n\u00e3o s\u00f3 o valor do texto liter\u00e1rio em si, mas igualmente para revelar um projeto de pa\u00eds, de coletividade, de sociedade. Os dias e as noites desses personagens s\u00e3o atravessados pelo que comem, bebem e arrotam, riem e choram, andam, dan\u00e7am e cantam. Suas rela\u00e7\u00f5es reconfiguram-se e permanecem continuamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No romance, Isa\u00edas fala de mitos e hist\u00f3rias dos Mairum e de outros povos ind\u00edgenas. Entre eles, Ma\u00edra e Micura, g\u00eameos da mitologia dos Mairum respons\u00e1veis pela constitui\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e hist\u00f3rica desses povos. Um desses mitos diz que Ma\u00edra passou a guerrear com seu pai, Mairah\u00fa, e \u00e9 da\u00ed que o mundo tem sua origem. Esse mito \u00e9 uma vers\u00e3o ind\u00edgena do surgimento dessa comunidade, uma esp\u00e9cie de G\u00eanesis. H\u00e1 outros personagens emblem\u00e1ticos ao longo da narrativa, como Juca, que tem inten\u00e7\u00f5es de explorar toda a regi\u00e3o. Interesses, valores, ideais, no\u00e7\u00f5es de solidariedade e coletividade, ou a falta delas, implicam na forma como o mundo e cada personagem se constituem no romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antonio Candido (2014), no texto <em>Mundos cruzados<\/em>, sugere que, em <em>Ma\u00edra<\/em>, Darcy Ribeiro conseguiu passar \u201cdo trabalho de campo e das s\u00ednteses interpretativas para a transfigura\u00e7\u00e3o ficcional do \u00edndio brasileiro\u201d. O conhecimento etnol\u00f3gico do autor \u00e9 uma ferramenta central na constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e estil\u00edstica dessa narrativa que re\u00fane e representa um conjunto de mitos e hist\u00f3rias ind\u00edgenas, inclusive, hist\u00f3rias de luta e resist\u00eancia em meio ao genoc\u00eddio ind\u00edgena implementado pelas for\u00e7as dominantes no nosso pa\u00eds. A posi\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio Isa\u00edas alcan\u00e7a no romance revela essa proximidade com o mundo ocidental, que adentra em todos os \u00e2mbitos dessas comunidades ind\u00edgenas, para coloniz\u00e1-las e destru\u00ed-las. Isa\u00edas Mairum, como indica o pr\u00f3prio Darcy Ribeiro, reflete o encontro de dois mundos que n\u00e3o se encontram de forma parit\u00e1ria nem consensual. N\u00e3o \u00e9 estabelecida uma rela\u00e7\u00e3o minimamente sim\u00e9trica. Esses mundos se interpenetram mediante o tensionamento de rela\u00e7\u00f5es desiguais entre diferentes atores sociais (brancos x ind\u00edgenas; dominantes x dominados; exploradores x explorados; violentadores x v\u00edtimas).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, <em>Ma\u00edra<\/em> \u00e9 um romance que consegue reunir um conjunto de pr\u00e1ticas, experi\u00eancias e hist\u00f3rias de comunidades ind\u00edgenas. Por isso, podemos falar aqui em um texto liter\u00e1rio que sublinha seu car\u00e1ter est\u00e9tico e hist\u00f3rico\/identit\u00e1rio. Um texto que retoma um conjunto de viv\u00eancias origin\u00e1rias e as traz para o campo da representa\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. E o autor soube realizar com \u00eaxito esse trabalho art\u00edstico a partir de elementos constitutivos de diversos povos. A riqueza dessa narrativa \u00e9 percept\u00edvel por meio da observa\u00e7\u00e3o de alguns fatores: um deles \u00e9 que Darcy Ribeiro n\u00e3o procura fazer uma leitura reducionista do lugar hist\u00f3rico do ind\u00edgena na sociedade brasileira. A complexidade e a profundidade desses mundos que permanecem em tens\u00e3o s\u00e3o tratadas por meio de uma perspectiva de quem domina essa tem\u00e1tica. Esse romance permeia diversos elementos da nossa cultura, hist\u00f3ria e identidade. <em>Ma\u00edra<\/em> n\u00e3o reflete uma comunidade ind\u00edgena de forma imediata nem reducionista. E, por isso mesmo, \u00e9 uma obra liter\u00e1ria que permite uma compreens\u00e3o ampla e profunda dos aspectos de tensionamento e conflito que formam nossa sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CANDIDO, Antonio (2014). Mundos cruzados. <em>In<\/em>: RIBEIRO, Darcy. <em>Ma\u00edra<\/em>: um romance dos \u00edndios e da Amaz\u00f4nia. 19. ed. S\u00e3o Paulo: Global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RIBEIRO, Darcy (2014). <em>Ma\u00edra<\/em>. 19. ed. S\u00e3o Paulo: Global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RIBEIRO, Darcy (2015). <em>O povo brasileiro<\/em>: a forma\u00e7\u00e3o e o sentido do Brasil. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA, Elise Aparecida de Oliveira (2013). <em>Transcultura\u00e7\u00e3o em <\/em>Ma\u00edra<em>, de Darcy Ribeiro<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Liter\u00e1rios) \u2013 Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VASCONCELOS, Sandra Guardini T. (2001). Cacos de espelho: uma leitura de <em>Ma\u00edra<\/em>, de Darcy Ribeiro. <em>In<\/em>: AGUIAR, Fl\u00e1vio; CHIAPPINI, Ligia (Orgs.). <em>Civiliza\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o<\/em>: vis\u00f5es do Brasil em \u00c9rico Ver\u00edssimo, Euclides da Cunha, Claude L\u00e9vi-Strauss e Darcy Ribeiro. S\u00e3o Paulo: Boitempo Editorial. p. 199-210.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4655.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4655\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"C\u00edrculo do Livro, 1979\" data-attachment-id=\"4656\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"C\u00edrculo do Livro, 1979\" width=\"250\" height=\"412\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/03\/Circulo-do-Livro-1979\/2289813169.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22412%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20412%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">C\u00edrculo do Livro, 1979<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a 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Ma\u00edra. S\u00e3o Paulo: Global, 1976. Carlos Wender Sousa SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora Darcy Ribeiro (Montes Claros, MG, 1922 \u2013 Bras\u00edlia, DF, 1997) foi antrop\u00f3logo, educador e romancista. Ele escreveu uma consolidada obra etnogr\u00e1fica em defesa da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Entre seus principais projetos, destaca-se a cria\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia em 1962. O golpe militar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5067,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[105,164],"cronologia":[30],"estado":[214],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-3227","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-povos-indigenas","tag-violencia","cronologia-30","estado-minas-gerais","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3227"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3227\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5654,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3227\/revisions\/5654"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5067"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3227"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3227"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3227"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3227"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}