{"id":2742,"date":"2024-10-15T21:36:59","date_gmt":"2024-10-16T00:36:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2742"},"modified":"2025-09-15T09:46:36","modified_gmt":"2025-09-15T12:46:36","slug":"afonso-continuo-santo-de-altar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2742","title":{"rendered":"Afonso Cont\u00ednuo, Santo de Altar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CELINA, Lindanor. <em>Afonso Cont\u00ednuo, Santo de Altar.<\/em> Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Sheila Jeane Schulz Persike<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quarto romance de Lindanor Celina Coelho Casha (Castanhal, PA, 1917 \u2013 Paris, Fran\u00e7a, 2003), <em>Afonso Cont\u00ednuo, Santo de Altar<\/em> apresenta, por meio de fluxo de consci\u00eancia, as impress\u00f5es e inquietudes de Afonso Romano dos Santos Reis, o cont\u00ednuo de um Tribunal de Justi\u00e7a de Bel\u00e9m do Par\u00e1. O termo \u201ccont\u00ednuo\u201d designa uma esp\u00e9cie de \u201cfaz-tudo\u201d; na obra, grande parte do tempo de Afonso \u00e9 despendido em preparar e servir caf\u00e9s aos membros do tribunal. E, frequentemente, \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o das atividades mais banais e cotidianas que instiga a torrente de pensamentos do narrador. Pela natureza de seu cargo, que exige que ele percorra as salas e os gabinetes do recinto, acaba por conhecer os acontecimentos sucedidos no tribunal, sejam eles escancarados ou velados. E pelo seu tra\u00e7o intrinsicamente curioso, desvenda as individualidades e peculiaridades de cada pessoa com quem convive, examinadas de acordo com sua vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O embasamento da express\u00e3o \u201cSanto de Altar\u201d, descrita no t\u00edtulo da obra, deriva indiretamente desse desejo \u00edntimo de Afonso em agradar a Deus e Nossa Senhora. Apesar de Afonso se perceber como ser humano, capaz de passar a vida buscando a santidade, sem nunca de fato a encontrar \u2013 pois \u00e9 pecador por natureza \u2014, ele almeja o que pode alcan\u00e7ar: uma vida de \u201cpecados menores\u201d. Com isso, ao mesmo tempo que se deleita com intrigas e boatos que circulam em seu ambiente de trabalho, aos demais deixa transparecer a apar\u00eancia de santo, demonstrando desaprova\u00e7\u00e3o e repreendendo esporadicamente os maledicentes, de forma contundente. Devido a essa falsa apar\u00eancia benevolente, costumam cham\u00e1-lo de \u201cSanto de Altar\u201d \u2014 alcunha da qual se apropria em certo grau. Tanto \u00e9 difundida tal convic\u00e7\u00e3o que D. Dulce, personagem tida como exemplar, pede a Afonso que ore por seu filho doente, intercedendo junto a Deus para que, compadecido pelo apelo de um homem t\u00e3o justo, proceda com a t\u00e3o sonhada cura. At\u00e9 o padre que escuta suas confiss\u00f5es, mesmo ciente dos pecados reincidentes, o aconselha constantemente a ajustar suas condutas, a fim de se tornar realmente um \u201cSanto de Altar\u201d, na tentativa de transform\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto em <em>Afonso Cont\u00ednuo, Santo de Altar<\/em> \u00e9 escrito sob a \u00f3tica do fluxo de consci\u00eancia, t\u00e9cnica liter\u00e1ria que se embrenha na psique humana e apresenta os pensamentos de um personagem em fluxo cont\u00ednuo, n\u00e3o linear, ou seja, na sequ\u00eancia em que ocorrem, fugindo da realidade espa\u00e7o\/tempo. O fluxo de consci\u00eancia pode ser, de in\u00edcio, um pouco ca\u00f3tico, pois, como Celina define no romance, o \u201cpensamento \u00e9 cavalo desembestado\u201d. Se uma pessoa registrasse seus pensamentos em determinado per\u00edodo, notaria saltos temporais, passado-presente-futuro coexistindo, sem a linha temporal sujeita pela realidade externa. A autora acentua a fluidez do fluxo de consci\u00eancia por meio de v\u00e1rias caracter\u00edsticas, tais como aus\u00eancia de divis\u00e3o por cap\u00edtulos, par\u00e1grafos frequentemente iniciados por letras min\u00fasculas e\/ou finalizados com v\u00edrgulas e a altern\u00e2ncia abrupta de ideias diferentes dentro de um mesmo racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como todas as descri\u00e7\u00f5es, di\u00e1logos e apresenta\u00e7\u00e3o de ideias ocorrem via mon\u00f3logo interno, os demais personagens s\u00e3o conhecidos apenas pelo ponto de vista parcial de Afonso. Essa perspectiva n\u00e3o necessariamente representa a verdade sobre essas pessoas. Em contrapartida, como os pensamentos de Afonso s\u00e3o revelados sem filtro, o leitor tem acesso ao que se passa em seu \u00e2mago, nos rec\u00f4nditos de sua alma. N\u00e3o h\u00e1 como esconder nem seus piores pensamentos intrusivos, maldosos ou controversos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro tra\u00e7o da obra \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o do linguajar e dos costumes regionais ao abordar temas de car\u00e1ter universal. Afonso \u00e9 \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e e n\u00e3o teve a presen\u00e7a do pai em sua cria\u00e7\u00e3o. Tem pouqu\u00edssima educa\u00e7\u00e3o formal, contexto que se reflete no uso de uma linguagem coloquial, informal e por vezes extremamente crua e indecorosa. O romance come\u00e7a com imagens fortes e alega\u00e7\u00f5es impactantes, situando o leitor no perfil de escrita utilizado e despertando sua curiosidade para acompanhar os desdobramentos da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez compreendido o t\u00edtulo da obra e a forma como \u00e9 escrita, fica impl\u00edcito que o texto \u00e9 bem-humorado. Os personagens frequentemente s\u00e3o c\u00ednicos, ir\u00f4nicos e o praguejar \u00e9 comum. Esse humor natural, sem esfor\u00e7o, presente em uma conversa entre pessoas que se conhecem e convivem constantemente, torna a leitura envolvente e aut\u00eantica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celina apresenta a regionalidade paraense como verdadeira conhecedora, j\u00e1 que nasceu em Castanhal, mudou-se ainda jovem para Bragan\u00e7a e, posteriormente, aos 11 anos, para Bel\u00e9m, onde estudou em um internato. Seu amor pelo estado do Par\u00e1 levou-a a eterniz\u00e1-lo em seus escritos, repletos de tra\u00e7os regionais e biogr\u00e1ficos. Em <em>Afonso Cont\u00ednuo, Santo de Altar<\/em> (publicado aos 69 anos), o enredo percorre as cidades nas quais a pr\u00f3pria Celina viveu, apresentando a linguagem regional que ouviu, as caracter\u00edsticas das pessoas com quem conviveu e as situa\u00e7\u00f5es que presenciou, direta ou indiretamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celina foi funcion\u00e1ria p\u00fablica e, em entrevistas, relembrou que \u201cem vez de estar fazendo meu trabalho, ficava escrevendo coisinhas, versinhos\u201d, atitude id\u00eantica \u00e0 da personagem D. Clara, que tamb\u00e9m se inspirava nos ocorridos no tribunal para seus escritos, assim como sua criadora. Seu primeiro romance, <em>Menina que vem de Itaiara<\/em>, foi inspirado em Bragan\u00e7a, mas Celina inventou o nome Itaiara para disfar\u00e7ar o fato de ter usado um prefeito real de Bragan\u00e7a como base para um personagem. Outro exemplo \u00e9 a personagem Marcela, uma francesa. Vencedora de um concurso de reda\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a Francesa em 1957, Celina ganhou uma viagem para a Fran\u00e7a, pa\u00eds pelo qual se apaixonou e para o qual voltou para fixar resid\u00eancia em 1974, lecionando na Universidade de Lille III. Ela viveu muitos anos na Fran\u00e7a, falecendo em Paris em 2003, aos 85 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trama exp\u00f5e pondera\u00e7\u00f5es sobre caracter\u00edsticas humanas individuais, ao mesmo tempo que questiona a sociedade e suas institui\u00e7\u00f5es coletivas. No \u00e2mbito particular, por exemplo, Afonso \u00e9 religioso, mas comete seus pecados e sofre por isso. Ele planeja formas de n\u00e3o mais pecar, mas nunca as concretiza. Em uma caracter\u00edstica tipicamente brasileira, o narrador sempre promete a Nossa Senhora que buscar\u00e1 ser mais virtuoso ap\u00f3s o pr\u00f3ximo Carnaval. \u00c9 uma luta interna entre praticar o bem e ceder ao mal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00e2mbito coletivo, h\u00e1 uma luta an\u00e1loga, demonstrada por meio da cr\u00edtica \u00e0s hipocrisias, injusti\u00e7as, e da sensa\u00e7\u00e3o de superioridade que pode existir em cargos de poder e autoridade. Celina exp\u00f5e as caracter\u00edsticas humanas, suas contradi\u00e7\u00f5es, seus dilemas, suas satisfa\u00e7\u00f5es, em uma teia que por vezes faz rir e, por outras, silenciar e ponderar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celina estrutura as digress\u00f5es e retomadas dos pensamentos de forma a causar processos disruptivos. \u00c9 comum Afonso tecer elogios a um personagem espec\u00edfico e, sem nem ao menos finalizar a ideia por completo, abruptamente metamorfose\u00e1-los em cr\u00edticas categ\u00f3ricas. Esses aspectos disruptivos s\u00e3o direcionados a toda a gama de personagens: padres, ju\u00edzes, funcion\u00e1rios p\u00fablicos de todas as inst\u00e2ncias e cidad\u00e3os em geral. Por exemplo, Afonso preza muito pela religi\u00e3o, mas n\u00e3o se comporta como um fiel deslumbrado. Ele enxerga e questiona as atitudes dos padres com os quais convive \u2013 h\u00e1 os que seguem os princ\u00edpios crist\u00e3os e outros que enveredaram pelo caminho mundano. O mesmo ocorre com o presidente do Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Conscien\u00e7a \u2013 pelo qual tem, concomitantemente, alta considera\u00e7\u00e3o e extrema repulsa. Entre seus colegas de trabalho, considera D. Clara uma amiga pr\u00f3xima, ao passo que critica e desaprova atitudes e comportamentos que lhe s\u00e3o confiados sob o v\u00e9u do apre\u00e7o. Imoralidade, hipocrisia e crueldade s\u00e3o apresentadas de forma muitas vezes crua, por\u00e9m \u00e9 destacado que os indiv\u00edduos que as praticam tamb\u00e9m t\u00eam seus aspectos benevolentes, caridosos e agrad\u00e1veis. Por isso, o texto \u00e9 t\u00e3o relevante hoje quanto era na \u00e9poca de lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da mesma forma, o narrador transita entre se compadecer dos outros e julg\u00e1-los. Mas por que um sujeito que se v\u00ea como inerentemente emp\u00e1tico, capaz de se emocionar ao evocar situa\u00e7\u00f5es lament\u00e1veis ocorridas aos seus conhecidos, em contrapartida, n\u00e3o consegue abster-se de julg\u00e1-los por suas a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es? Suas \u201csenten\u00e7as\u201d s\u00e3o t\u00e3o contundentes e regulares que contrastam demais com o fato de se ver (e ser visto) como emp\u00e1tico, praticamente um Santo de Altar. Ora, isso quase insinua uma forma de Afonso compensar e absolver seus pr\u00f3prios erros, uma sensa\u00e7\u00e3o de \u201cao relevar as falhas dos outros, em contrapartida, suas pr\u00f3prias falhas ser\u00e3o relevadas\u201d. E vai al\u00e9m: favores recebidos s\u00e3o vistos por ele como d\u00edvidas, as quais amortiza com bondade e indulg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celina cria uma pequena amostra do imensur\u00e1vel humano, fazendo caber em um c\u00f4modo de reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica discuss\u00f5es, di\u00e1logos e debates que abarcariam o universo. Mas o faz de forma engra\u00e7ada e bem-humorada. Em sua obra, h\u00e1 a contempla\u00e7\u00e3o do real sentido de \u201cser humano\u201d: n\u00e3o h\u00e1 indiv\u00edduo totalmente bom ou mau. Est\u00e1, antes, entremeado de ambiguidades e imprecis\u00f5es, oscilando entre infinitas possibilidades de escolha, agindo muitas vezes na base de tentativa e erro. Por\u00e9m, apesar de todos serem imperfeitos, h\u00e1 um instinto quase inerente ao ser humano de olhar ao redor e fazer ju\u00edzo sobre o ambiente que o cerca, com base em um ponto de vista pessoal, subjetivo e abstrato. E, entre os escalados para decidir sobre o destino dos cidad\u00e3os, o verdadeiro juiz do Tribunal de Justi\u00e7a de Bel\u00e9m acaba sendo Afonso, o cont\u00ednuo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CELINA, Lindanor (1995). <em>De M\u00e3os Dadas<\/em>. Entrevista a Lindanor Celina. [Entrevista concedida a] Maria J\u00falia Guerra. Radio e Televis\u00e3o de Portugal. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/entrevista-a-lindanor-celina\/\">https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/entrevista-a-lindanor-celina\/<\/a>. Acesso em: 1 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GUERRA, Gutemberg Armando Diniz (2017). O processo criativo de Lindanor Celina. <em>Revista Sentidos da Cultura<\/em>, Bel\u00e9m, v. 4, n. 6, p. 9-21. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.uepa.br\/index.php\/sentidos\/article\/view\/1426\">https:\/\/periodicos.uepa.br\/index.php\/sentidos\/article\/view\/1426<\/a>. Acesso em: 1 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PEREIRA, Danglei de Castro (2021). A modernidade em Afonso Cont\u00ednuo: Santo de Altar, de Lindanor Celina. <em>Revista de Letras Norte@mentos<\/em>, Sinop, v. 13, n. 34, p. 163-174. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unemat.br\/index.php\/norteamentos\/article\/view\/7648\">https:\/\/periodicos.unemat.br\/index.php\/norteamentos\/article\/view\/7648<\/a>. Acesso em: 1 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PINTO, Elias Ribeiro (2017). Lindanor e o dem\u00f4nio da escrita. <em>Revista Sentidos da Cultura<\/em>,<em> <\/em>Bel\u00e9m, v. 4, n. 7, p. 117-124. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.uepa.br\/index.php\/sentidos\/article\/view\/1480\">https:\/\/periodicos.uepa.br\/index.php\/sentidos\/article\/view\/1480<\/a>. Acesso em: 1 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REIS, Gleice do Socorro Bittencourt dos (2020). <em>O cavalo desembestado do pensamento<\/em>: fluxo de consci\u00eancia como condutor da narrativa em Afonso Cont\u00ednuo, Santo de altar, de Lindanor Celina. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2014 Universidade Federal do Par\u00e1, Bel\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4439.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4439\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Editora-Nova-Fronteira-1986.webp\" data-caption-title=\"Editora Nova Fronteira, 1986\" data-attachment-id=\"2990\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Editora Nova Fronteira, 1986\" width=\"250\" height=\"347\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/10\/Editora-Nova-Fronteira-1986\/3022800403.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22347%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20347%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Editora Nova Fronteira, 1986<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CELINA, Lindanor. Afonso Cont\u00ednuo, Santo de Altar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. Sheila Jeane Schulz Persike Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora Quarto romance de Lindanor Celina Coelho Casha (Castanhal, PA, 1917 \u2013 Paris, Fran\u00e7a, 2003), Afonso Cont\u00ednuo, Santo de Altar apresenta, por meio de fluxo de consci\u00eancia, as impress\u00f5es e inquietudes de Afonso Romano dos Santos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2749,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[177,256,129,203],"cronologia":[31],"estado":[121],"regiaodaautoria":[43],"autoria":[250,248],"class_list":["post-2742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-amazonia","tag-conflito-psicologico","tag-fluxo-de-consciencia","tag-regionalismo","cronologia-31","estado-para","regiaodaautoria-norte","autoria-autoriabranca","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2742"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4440,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2742\/revisions\/4440"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2742"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=2742"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=2742"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=2742"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=2742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}