{"id":2597,"date":"2024-09-30T11:23:13","date_gmt":"2024-09-30T14:23:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2597"},"modified":"2025-09-15T09:46:37","modified_gmt":"2025-09-15T12:46:37","slug":"aos-7-e-aos-40","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2597","title":{"rendered":"Aos 7 e aos 40"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CARRASCOZA, Jo\u00e3o Anzanello. <em>Aos 7 e aos 40<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Melissa Su\u00e1rez<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Esp\u00edrito Objeto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O menino \u00e9 o pai do homem. Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza (Cravinhos, SP, 1962) aprofunda esta m\u00e1xima no seu primeiro romance, <em>Aos 7 e aos 40<\/em>. Na obra, o autor vale-se de prosa po\u00e9tica para revelar que o preparo emocional do homem de 40 anos ali apresentado deriva diretamente do aprendizado do menino de sete anos que ele foi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Constru\u00edda a partir das narra\u00e7\u00f5es n\u00e3o sequenciais da mem\u00f3ria de menino, em primeira pessoa, intercaladas com os eventos cronol\u00f3gicos em terceira pessoa da vida do homem, o enredo se faz da impregna\u00e7\u00e3o de momentos cotidianos do personagem nessas duas fases da sua vida, em descri\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es m\u00ednimas e aparentemente desimportantes. Por exemplo, o mesmo tom de ternura que descreve o barulho da m\u00e3e fritando o bife do personagem, quando crian\u00e7a, est\u00e1 no cuidado da sua esposa esquentando o jantar enquanto ele, j\u00e1 adulto, chega do trabalho. A costura do passado e presente se faz atrav\u00e9s das sensa\u00e7\u00f5es, intui\u00e7\u00f5es e sentimentos do personagem nas suas pequenas epifanias do dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 dividido em 12 cap\u00edtulos: os seis \u00edmpares contam a inf\u00e2ncia e os seis pares s\u00e3o dedicados \u00e0 maturidade. A intercala\u00e7\u00e3o se faz pela organiza\u00e7\u00e3o dupla de cap\u00edtulos com t\u00edtulos antit\u00e9ticos: Depressa x Devagar, Leitura x Escritura, Nunca mais x Para sempre, Dia x Noite, Sil\u00eancio x Som; e Fim se opondo ao \u00faltimo cap\u00edtulo, Recome\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, em \u201cDepressa\u201d, o menino sente que a prima Teresa est\u00e1 triste antes de saber \u201cler a tristeza\u201d. Logo ap\u00f3s, no cap\u00edtulo \u201cDevagar\u201d, o homem, j\u00e1 letrado, percebe o seu ambiente \u201ccomo se encontrasse a chave capaz de igualar a sua percep\u00e7\u00e3o \u00e0 voltagem do universo \u2013 e assim, atingir um ponto acima daquele que a realidade lhe permitia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ganchos narrativos para que o leitor perceba que as duas narrativas tratam do mesmo personagem, quando crian\u00e7a e quando adulto, s\u00e3o sutis, mas expl\u00edcitos. No primeiro pareamento de cap\u00edtulos, o menino aprende que a classifica\u00e7\u00e3o das flores dos jardins das casas \u00e9 monocotiled\u00f4neas, e o homem pensa que a esp\u00e9cie do buqu\u00ea que entrega \u00e0 sua mulher n\u00e3o tem essa denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na primeira edi\u00e7\u00e3o, publicada pela Cosac Naif, ainda h\u00e1 um recurso gr\u00e1fico na divis\u00e3o narrativa. Os cap\u00edtulos do menino ocupam a parte superior da p\u00e1gina, sombreada em verde-claro (acompanhando o espa\u00e7o do n\u00famero sete do t\u00edtulo, na capa), enquanto a metade ou um pouco menos da p\u00e1gina se mant\u00e9m sombreada sem escrita. Nos espa\u00e7os em que a trama \u00e9 dedicada ao homem, h\u00e1 uma invers\u00e3o: a parte superior da p\u00e1gina fica sem palavras, enquanto a metade inferior, ou mais, sombreada em verde-escuro \u00e9 que cont\u00e9m a narrativa (acompanhando o espa\u00e7o do n\u00famero 40 do t\u00edtulo, na capa).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O personagem principal n\u00e3o \u00e9 nomeado, nem o s\u00e3o as pessoas mais pr\u00f3ximas. Quando menino, est\u00e3o presentes seu irm\u00e3o, seu pai e sua m\u00e3e. J\u00e1 na fase adulta, h\u00e1 o amigo com quem assiste ao fim de campeonatos, sua mulher (logo ex-mulher), seu filho e seu irm\u00e3o. Apenas nas mem\u00f3rias de menino aparecem v\u00e1rios personagens secund\u00e1rios importantes e nomeados: a prima Teresa, tio Zezo e tia Maria, e seu Hermes \u2013 o vizinho prestativo que tem v\u00e1rios passarinhos. Tamb\u00e9m est\u00e3o os amigos Lucas, Paulinho, Bol\u00e3o e o professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, Urso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prima Teresa e o professor Urso tamb\u00e9m s\u00e3o personagens dos contos do livro anterior de Carrascoza, <em>Aquela \u00e1gua toda<\/em> (Cosac Naify, 2012). \u00c9 caracter\u00edstica marcante de v\u00e1rias de suas narrativas curtas o uso desse estilo que ressalta as percep\u00e7\u00f5es e sentimentos nos pequenos v\u00e3os do cotidiano. Dessa forma, o que os personagens intuem ou sentem sobre os acontecimentos \u00e9 t\u00e3o ou mais importante que os pr\u00f3prios acontecimentos. O at\u00e9 ent\u00e3o contista Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza trouxe esse mesmo estilo para sua primeira narrativa mais longa em <em>Aos 7 e aos 40<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente j\u00e1 reconhecido como romancista, com mais cinco obras publicadas, Carrascoza estreou no romance quando j\u00e1 estava bem estabelecido como escritor de outros g\u00eaneros no cen\u00e1rio nacional. Isso ocorreu ap\u00f3s uma vasta produ\u00e7\u00e3o de mais de vinte obras, entre contos e infantojuvenis. Essa escrita constante desde seu in\u00edcio de publica\u00e7\u00e3o, na d\u00e9cada de 1990, rendeu ao autor v\u00e1rios pr\u00eamios, como o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Livro Infantil e Infantojuvenil, o Jabuti, e o da Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como em v\u00e1rios de seus contos, em <em>Aos 7 e aos 40<\/em> nem o tempo nem o espa\u00e7o s\u00e3o claramente definidos. O menino est\u00e1 no interior. Mora em casa com quintal, onde h\u00e1 uma mangueira alta e boa para subir. Sua casa e as vizinhas s\u00e3o humildes e est\u00e3o em ruas empoeiradas de terra vermelha. Em viagens que o menino faz, a paisagem vista da estrada da sua cidade e das cidades pr\u00f3ximas \u00e9 de capim-gordura, lavoura, pastos e baga\u00e7o de cana espalhado no ch\u00e3o. As cidades de destino dessas viagens s\u00e3o Ribeir\u00e3o Preto e Serrana, no estado de S\u00e3o Paulo. O tempo desse menino \u00e9 o de fazer arapucas para pegar p\u00e1ssaros pretos em um s\u00edtio pr\u00f3ximo, enquanto se vive o falso milagre econ\u00f4mico e a TV noticia que o homem pisou na lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o homem vive entre edif\u00edcios e muros, constantemente inserido em um \u201cmar de carros\u201d, com o tempo do tr\u00e2nsito influenciando constantemente seu dia a dia. Tais descri\u00e7\u00f5es mostram que o adulto est\u00e1 no ambiente urbano de uma grande cidade, provavelmente S\u00e3o Paulo, e vive na contemporaneidade, assistindo aos <em>Simpsons <\/em>na TV e pagando contas pela internet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Narrado a partir do centro da emo\u00e7\u00e3o do personagem, a sensa\u00e7\u00e3o transmitida pelo romance \u00e9 a de um tempo do constante agora, por ser o tempo do perceber e pressentir. Quem l\u00ea <em>Aos 7 e aos 40<\/em> testemunha os personagens no mesmo instante em que o menino aprende a entender as situa\u00e7\u00f5es e na mesma hora em que o homem as intui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o menino se narra em poucos par\u00e1grafos grandes, blocos de texto com muita fluidez de a\u00e7\u00f5es, o homem \u00e9 narrado com muitos recuos e quebras de linha entre as frases ou palavras, como se fossem versos. Isso parece mimetizar, nesse aprendizado da leitura de mundo, que a crian\u00e7a de sete anos sente v\u00e1rios fatos antes de entend\u00ea-los. J\u00e1 o adulto de quarenta anos age, para, sente, l\u00ea \u2013 para, pressente, entende.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, o menino sente \u201csubindo devagar do fundo de si, o maior entendimento\u201d. J\u00e1 o homem tem sempre aten\u00e7\u00e3o a continuar sentindo e \u201caprendeu a ir \u00e0 raiz das coisas\u201d para nutri-las se fossem boas, ou \u201ccort\u00e1-las ainda no come\u00e7o, se lhe parecessem daninhas\u201d. Mas como h\u00e1 no universo o que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de ser lido por esse homem e seu \u201cpresente \u00e9 feito de todas as aus\u00eancias&#8221;, esse adulto, para enfrentar emocionalmente o div\u00f3rcio e o menor tempo de conviv\u00eancia com o filho, faz o resgate do menino nele, da inf\u00e2ncia nas suas lembran\u00e7as e na sua cidade natal. A finaliza\u00e7\u00e3o do romance \u00e9 do que ele encontra nesse resgate, ou melhor, aquilo que \u00e9 poss\u00edvel resgatar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CASAGRANDE J\u00daNIOR, Osmar (2017). O narrador no romance <em>Aos 7 e aos 40<\/em>, de Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza. <em>REVELL<\/em>: Revista de Estudos Liter\u00e1rios da UEMS, Campo Grande, v. 1, n. 15, p. 205-224. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dialnet.unirioja.es\/servlet\/articulo?codigo=5915300\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/dialnet.unirioja.es\/servlet\/articulo?codigo=5915300<\/a>. Acesso em: 29 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STAFUZZA, Grenissa Bonvino; OLIVEIRA, Bruno (2021). A constitui\u00e7\u00e3o do sujeito no espa\u00e7o-tempo em <em>Aos 7 e aos 40<\/em>, de Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza. <em>Di\u00e1logo das Letras<\/em>, v. 10, p. e02101. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.apps.uern.br\/index.php\/DDL\/article\/view\/3001\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/periodicos.apps.uern.br\/index.php\/DDL\/article\/view\/3001<\/a>. Acesso em: 30 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VIEIRA, Edn\u00e9ia Mirante (2018). <em>Espa\u00e7o e subjetividade no romance <\/em>Aos 7 e aos 40<em>, de Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Liter\u00e1rios) \u2013 Universidade Estadual Paulista \u2013 Araraquara. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.unesp.br\/handle\/11449\/154374\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/repositorio.unesp.br\/handle\/11449\/154374<\/a>. Acesso em: 28 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4476.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4476\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Cosac-Naify-2013.webp\" data-caption-title=\"Cosac Naify, 2013\" data-attachment-id=\"2601\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Cosac Naify, 2013\" width=\"250\" height=\"395\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/Cosac-Naify-2013\/636558102.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22395%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20395%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cosac Naify, 2013<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Franca-Anacaona-2015.webp\" data-caption-title=\"Fran\u00e7a, Anacaona, 2015\" data-attachment-id=\"2599\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Fran\u00e7a, Anacaona, 2015\" width=\"250\" height=\"414\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/Franca-Anacaona-2015\/1935203887.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22414%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20414%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Fran\u00e7a, Anacaona, 2015<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Alfaguara-2016.webp\" data-caption-title=\"Alfaguara, 2016\" data-attachment-id=\"2600\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Alfaguara, 2016\" width=\"250\" height=\"391\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/Alfaguara-2016\/2903784430.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22391%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20391%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Alfaguara, 2016<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CARRASCOZA, Jo\u00e3o Anzanello. 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