{"id":2568,"date":"2024-09-30T09:08:14","date_gmt":"2024-09-30T12:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2568"},"modified":"2025-11-12T18:01:04","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:04","slug":"ykamiabas-filhas-da-lua-mulheres-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2568","title":{"rendered":"Ykamiabas: filhas da Lua, mulheres da Terra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">MELO, Regina L\u00facia Azevedo de. <em>Ykamiabas<\/em>: filhas da Lua, mulheres da Terra<em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: Travessia, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Juliana Florentino Hampel<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Esp\u00edrito Objeto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ykamiabas: filhas da Lua, mulheres da Terra<\/em> (2004) \u00e9 o primeiro romance de uma trilogia idealizada pela escritora manauara Regina Melo (Manaus, AM, 1959), composta ainda pelas obras <em>Oceano primeiro: mar de leite, rio da cria\u00e7\u00e3o<\/em> (2011) e <em>A f\u00eanix e o drag\u00e3o: paix\u00e3o e eterno retorno<\/em> (2018). Para escrever o primeiro dos tr\u00eas livros, a autora realizou uma extensa pesquisa antropol\u00f3gica e historiogr\u00e1fica de cerca 12 anos, a fim de possibilitar a recria\u00e7\u00e3o do universo das mulheres guerreiras do vale do Amazonas, as famosas icamiabas. O romance foi editado em 2004 pela Travessia, com patroc\u00ednio da Petrobras, e teve uma segunda edi\u00e7\u00e3o em 2012 pela editora Nelpa. Com a obra, a autora almeja apresentar uma contranarrativa das mitol\u00f3gicas guerreiras a partir de uma perspectiva feminina, opondo-se \u00e0quela criada por viajantes europeus homens e baseada na mitologia grega.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Regina Melo \u00e9 jornalista, poeta, compositora e produtora audiovisual. De poesia, teve tr\u00eas livros publicados: <em>Pari\u00eancia<\/em> (1984), <em>Esta\u00e7\u00e3o do nada<\/em> (1988) e <em>O poema<\/em> (1988). Comp\u00f4s, com o tamb\u00e9m amazonense Adalberto Holanda, uma \u00f3pera in\u00e9dita, <em>As Amazonas <\/em>(2015), e, com o compositor Pedro C\u00e9sar Ribeiro, um musical chamado <em>Ritual das Icamiabas <\/em>(2015). O mito das guerreiras, que inspirou o nome do maior estado da Regi\u00e3o Norte do Brasil, foi tema da escola de samba carioca Acad\u00eamicos da Rocinha, no ano de 2010.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estudante de Antropologia Yara, protagonista da trama, \u00e9 quem escreve a hist\u00f3ria das guerreiras amaz\u00f4nicas da regi\u00e3o do Vale do Paran\u00e1-Guassu, situado no Alto Rio Negro. Assim, entrela\u00e7am-se duas hist\u00f3rias compostas por fatos, mitos e lendas que celebram e privilegiam as mulheres: a primeira \u00e9 a sua vers\u00e3o sobre as lend\u00e1rias icamiabas, e a segunda, as descobertas de sua hist\u00f3ria pessoal, que revelam a presen\u00e7a de uma m\u00e3e forte e a aus\u00eancia paterna, em conson\u00e2ncia com a trajet\u00f3ria de suas ancestrais ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 dividido em 24 cap\u00edtulos iniciados por diferentes ep\u00edgrafes que, muitas vezes, sugerem o assunto que ser\u00e1 apresentado. Do cap\u00edtulo I ao IX, a autora aborda o encontro com o mito, a descoberta do muiraquit\u00e3 por Yara e a aceita\u00e7\u00e3o do legado de contar essa hist\u00f3ria. A partir do cap\u00edtulo X at\u00e9 o XV, s\u00e3o narradas as conquistas europeias na Am\u00e9rica do Sul, o encontro dos colonizadores com as icamiabas, sua sede por saquear o novo continente em busca de metais preciosos e o exterm\u00ednio das popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias. Nos cap\u00edtulos seguintes \u2013 do XVI ao XX \u2013 s\u00e3o apresentadas informa\u00e7\u00f5es sobre a vida dessas guerreiras, seus rituais e tarefas cotidianas, al\u00e9m das mudan\u00e7as que acontecem em suas trajet\u00f3rias ap\u00f3s os combates contra os invasores. Do cap\u00edtulo XXI ao XXIV, Yara reencontra seu pai em uma viagem \u00e0 Europa, onde descobre que o mito das amazonas est\u00e1 presente em diversas culturas, mesmo as mais distantes da sua, da mesma maneira que est\u00e1 em sua pr\u00f3pria g\u00eanese \u2013 uma vez que \u00e9 filha de um pesquisador europeu com uma cabocla nativa da terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa come\u00e7a com a chegada, na casa de Yara, de um pacote origin\u00e1rio da Capad\u00f3cia que cont\u00e9m um muiraquit\u00e3, amuleto sagrado de origem lend\u00e1ria, o que d\u00e1 in\u00edcio a uma trajet\u00f3ria de autodescoberta por meio da pesquisa e da escrita da obra. Depois de apresentar o item a seu professor na universidade, o antrop\u00f3logo Benjamin Ramos, segue-se a viagem por rios amaz\u00f4nicos para coletar evid\u00eancias e hist\u00f3rias da tradi\u00e7\u00e3o oral amazonense e recontar a lenda sob uma perspectiva feminina e de algu\u00e9m oriundo do lugar onde tudo acontece.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como j\u00e1 referido, Regina Melo buscou uma nova vers\u00e3o do mito das amazonas \u00e0 luz de um olhar feminino, por meio do qual as icamiabas s\u00e3o descritas como \u201caquelas que n\u00e3o t\u00eam seio ou leite, assim definidas, pela forma de viver, independente\u201d. O fato de serem mutiladas foi uma das vers\u00f5es masculinas contadas pelos colonizadores, vers\u00e3o que \u00e9 contestada no romance. Elas tinham seios e amamentavam seus descendentes, ao mesmo tempo que realizavam todas as tarefas originalmente destinadas aos homens, como a ca\u00e7a, a pesca e a participa\u00e7\u00e3o em combates contra tribos rivais que pretendiam exercer o poder do patriarcado sobre elas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adoradoras da Lua, entidade que representa a manifesta\u00e7\u00e3o dos desejos da Deusa M\u00e3e, as icamiabas s\u00e3o \u201cextremamente fortes e ousadas, [e] permitem-se viver sem homens\u201d. O \u00fanico momento em que admitiam a presen\u00e7a masculina na aldeia era no per\u00edodo de acasalamento, quando guerreiros de tribos vizinhas eram escolhidos por cada uma das meninas debutantes com o \u00fanico objetivo de gerarem novos descendentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse momento ocorria ap\u00f3s a Festa da Vit\u00f3ria, quando as meninas que acabavam de passar por seu primeiro ciclo menstrual eram iniciadas como mulheres f\u00e9rteis no lago sagrado Yacy-Uaru\u00e1, o Lago Espelho da Lua, localizado no Monte Yacy-Taper\u00ea, ou Serra da Lua. Ao imergir nas \u00e1guas do lago, as jovens icamiabas retornam com a argila de seu fundo, com a qual compor\u00e3o seus amuletos. Por meio do poder emanado por eles, \u201celas adquirem o direito de se deitar com os guerreiros que escolherem e a possibilidade real de engravidarem, contribuindo assim para o aumento da popula\u00e7\u00e3o com novas mulheres\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concomitantemente \u00e0 narra\u00e7\u00e3o do cotidiano e dos rituais das icamiabas, nasce a pesquisadora Yara, que afirma que a motiva\u00e7\u00e3o para recontar essa hist\u00f3ria a faz sentir-se num profundo \u201cmergulho numa vida passada\u201d, uma vez que \u201cresgatava algo [dentro de si] adormecido\u201d. Ela, que nunca havia conhecido o pai, desejava descobrir parte de sua origem que a m\u00e3e ocultava, n\u00e3o se sabia o motivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pesquisadora Margarete Lopes (2014), da Universidade do Acre, a trilogia de Regina Melo tem grande import\u00e2ncia justamente por resgatar mitos mais primordiais da humanidade e, no caso espec\u00edfico do romance <em>Ykamiabas: filhas da Lua, mulheres da Terra<\/em>, por destacar o empoderamento das mulheres \u201ce sua recoloca\u00e7\u00e3o na posi\u00e7\u00e3o de sujeito de suas vidas\u201d. De acordo com Tuane Santos Arag\u00e3o (2021), h\u00e1 uma ressignifica\u00e7\u00e3o da \u201ccategoria identit\u00e1ria da mulher amaz\u00f4nica, um sujeito que muitas vezes est\u00e1 \u00e0 margem e na obra ocupa lugar de destaque\u201d. Em outras palavras, h\u00e1 um rompimento da \u201cimagem tradicional ou folcl\u00f3rica do que seja a cabocla, n\u00e3o repetindo estere\u00f3tipos e saindo do \u2018isolamento\u2019 que outrora lhe foi atribu\u00eddo pelo colonizador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na hist\u00f3ria que se passa no presente da narra\u00e7\u00e3o, os di\u00e1logos entre Yara e Benjamim operam como \u201caulas\u201d de hist\u00f3ria em que s\u00e3o descritas as invas\u00f5es espanhola e portuguesa no norte do Brasil, os detalhes das batalhas travadas entre eles e as tribos que habitavam o Alto Rio Negro, al\u00e9m da imposi\u00e7\u00e3o do catolicismo, que acontecia por meio da am\u00e1lgama realizada por mission\u00e1rios de elementos de in\u00fameras lendas ind\u00edgenas aos mitos crist\u00e3os, com o intuito de confundir os ind\u00edgenas e faz\u00ea-los acreditar &nbsp;em preceitos baseados em um Deus \u00fanico e masculino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relato do livro, contudo, procura reverter essa situa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que Yara conta vers\u00f5es ind\u00edgenas de v\u00e1rias lendas cat\u00f3licas com foco nas figuras femininas, como, por exemplo, o mito da \u00edndia Seucy, que substituiria a hist\u00f3ria de Ad\u00e3o e Eva. Cansada de guerrear com os colonizadores, Seucy decide comer a fruta de uma \u00e1rvore proibida \u00e0 sua tribo, o pilhicam ou uacu. Ao ingerir a fruta ac\u00eddula e de sabor adocicado, ela acaba por adormecer e, em seus sonhos, torna-se mulher de Wanari, que sai todos os dias para trabalhar na ro\u00e7a. \u201cQuando Wanari sai para trabalhar, a Cobra da Festa, uma cobra-grande, assume a sua identidade e deita-se com a sua mulher\u201d. A barriga de Seucy come\u00e7a a crescer e Wanari desconfia de algo. Um dia, finge que vai trabalhar, mas fica vigiando a esposa e v\u00ea que a Cobra da Festa se transforma num homem parecido com ele e se deita com ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSeucy sente a sua barriga inchar, inchar, inchar\u2026 At\u00e9 explodir. De dentro dela salta uma enorme cobra, que, rapidamente, rasteja at\u00e9 o rio\u201d. Na sequ\u00eancia, \u201cSeucy d\u00e1 \u00e0 luz um lindo menino, t\u00e3o lindo como os raios da manh\u00e3\u201d. Ao acordar, ela n\u00e3o sabe mais o caminho de casa e se perde na floresta, porque n\u00e3o quer aceitar a ordem masculina imposta por outras tribos que foram cristianizadas e criam leis que beneficiam somente os homens, tentando imp\u00f4-las \u00e0s icamiabas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A apresenta\u00e7\u00e3o de novas vers\u00f5es de mitos e lendas da tradi\u00e7\u00e3o oral amazonense \u00e9 um dos presentes que a narrativa de <em>Ykamiabas: filhas da Lua, mulheres da Terra <\/em>oferece a seus leitores. As descobertas realizadas por Yara, tanto de sua hist\u00f3ria pessoal quanto do fato de que o mito das amazonas perpassa as culturas mais diversas, s\u00e3o como uma descida ao interior da terra, quando ela descobre que, como as \u00e1guas dos rios Negro e Solim\u00f5es n\u00e3o se misturam, mas convivem, assim o homem deve conviver com a natureza, respeitando a M\u00e3e Terra, \u201co \u00fatero de onde tudo sai e retorna\u201d. Esse, enfim, seria o legado deixado aos homens pelas \u201cfilhas da lua, mulheres da terra, que atravessaram os continentes para viverem livres\u201d, passando pela \u00c1sia, pelos Andes e pelas terras celtas de irlandeses e gauleses para, finalmente, aportarem em nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cabe a n\u00f3s, portanto, a partir do conhecimento dessa hist\u00f3ria, lutar para que a floresta continue viva, apoiados na compreens\u00e3o de que a defesa do meio ambiente, bem como de nossa mem\u00f3ria ancestral e social, s\u00e3o elementos-chave para preservar a vida em sua totalidade, visto que \u201ca Terra, mesmo dividida, \u00e9 uma s\u00f3. \u00c9 um corpo s\u00f3. E n\u00f3s fazemos parte dele\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARAG\u00c3O, Tuane Santos (2021). A mulher amaz\u00f4nica em <em>Ykamiabas, filhas da noite, mulheres da lua<\/em>, de Regina Melo. <em>In<\/em>: CARDOSO, Ana Maria Leal; MACIEL, Luciana Novais; PL\u00c1CIDO, Elane da Silva (Orgs.) <em>Imagin\u00e1rios liter\u00e1rios: <\/em>do regional ao hist\u00f3rico. Aracaju: Cria\u00e7\u00e3o Editora. p. 225-236. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/editoracriacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ebook-n-3.pdf\">https:\/\/editoracriacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ebook-n-3.pdf<\/a>. Acesso em: 10 set. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LOPES, Margarete Edul Prado de Souza (2014). Protagonismo feminino na floresta amaz\u00f4nica: uma leitura de Regina Melo. 18\u00ba Redor \u2013 Universidade Federal de Pernambuco. <em>Anais..<\/em>. p. 1635-1648. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVEIRA, Maria Aparecida de (2017). Um encontro de \u00e1guas: Woolf, Bishop e Regina Melo. <em>RE-UNIR<\/em>, v. 4, n. 2, p. 14-28. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unir.br\/index.php\/RE-UNIR\/article\/view\/2393\/0\">https:\/\/periodicos.unir.br\/index.php\/RE-UNIR\/article\/view\/2393\/0<\/a>. Acesso em: 10 set. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REINALDO, Maria Rejane. Apresenta\u00e7\u00e3o do livro. <em>In<\/em>: MELO, Regina. <em>Ykamiabas, filhas da Lua, mulheres da Terra. <\/em>S\u00e3o Paulo: Nelpa, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4487.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4487\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Editora-Nelpa-2004-1.webp\" data-caption-title=\"Editora Nelpa, 2012\" data-attachment-id=\"2571\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Editora Nelpa, 2012\" width=\"250\" height=\"370\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/Editora-Nelpa-2004-1\/3722919233.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22370%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20370%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Editora Nelpa, 2012<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MELO, Regina L\u00facia Azevedo de. 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