{"id":2514,"date":"2024-09-30T04:47:30","date_gmt":"2024-09-30T07:47:30","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2514"},"modified":"2025-11-12T18:02:09","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:09","slug":"ribanceira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2514","title":{"rendered":"Ribanceira"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">JURANDIR, Dalc\u00eddio. <em>Ribanceira<\/em>. Rio de Janeiro: Record, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Edmon\u00a0Neto<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Craidy<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na leitura mais compartilhada pelos estudiosos de Dalc\u00eddio Jurandir (Ponta de Pedras, PA, 1909 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1979), <em>Ribanceira<\/em>, romance publicado em 1978, encerra a sequ\u00eancia de dez narrativas que integram o chamado Ciclo Extremo-Norte, inaugurado em <em>Chove nos campos de Cachoeira<\/em>, de 1941. A saga formativa de Alfredo, que sai crian\u00e7a da Ilha do Maraj\u00f3 e ganha as ruas de Bel\u00e9m, perpassa uma Amaz\u00f4nia que n\u00e3o se deixa representar pelas descri\u00e7\u00f5es apressadas. Pelo contr\u00e1rio, Dalc\u00eddio Jurandir complexifica o imagin\u00e1rio sobre a regi\u00e3o Norte por meio de t\u00e9cnicas narrativas altamente sofisticadas e constru\u00e7\u00f5es imag\u00edsticas muito singulares, de modo que sua assinatura \u00e9 reconhecida pela cr\u00edtica especializada e pelos seus, infelizmente, poucos leitores no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s passagem traum\u00e1tica pelo Rio de Janeiro no romance anterior, <em>Ch\u00e3o dos lobos<\/em>, Alfredo chega a uma cidade erguida no Baixo Amazonas, conhecida hoje como Gurup\u00e1; na fic\u00e7\u00e3o, Ribanceira. Alus\u00e3o \u00e0 geografia da margem elevada do rio, do despenhadeiro ou do precip\u00edcio, o romance \u00e9 esp\u00e9cie de alegoria da ru\u00edna. Com seus ent\u00e3o 19 anos, Alfredo \u00e9 nomeado secret\u00e1rio do intendente municipal, com quem \u00e9 respons\u00e1vel pela vigil\u00e2ncia patrimonial de tr\u00eas cemit\u00e9rios da cidade. Nesse lugar derru\u00eddo, onde o intendente percebe que se tornara \u201cdeposit\u00e1rio de destro\u00e7os\u201d, \u201cinventariante de fantasmas arquivistas da cat\u00e1strofe\u201d, Alfredo traz \u00e0 mem\u00f3ria \u201ca viol\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o contra os \u00edndios, a cruz dos brancos fincada no ch\u00e3o dos massacres\u201d, nas palavras de Ernani Chaves para o pref\u00e1cio da 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Gurup\u00e1-Ribanceira \u00e9 cidade circunscrita pela morte e pela decad\u00eancia p\u00f3s-ciclo da borracha, cujo ocaso vai ocorrer quase em meados do s\u00e9culo XX em muitas regi\u00f5es amaz\u00f4nicas. Nessa narrativa dalcidiana tamb\u00e9m \u00e9 comum a representa\u00e7\u00e3o do deslocamento de imigrantes vindos de localidades distintas do Brasil e do mundo, datado do tempo de grandes lucros com a explora\u00e7\u00e3o da borracha e dos quais sobraram apenas a decrepitude. A constru\u00e7\u00e3o de uma personagem como Bensab\u00e1, senhor de origem marroquina e respons\u00e1vel pelos cuidados de um quarto cemit\u00e9rio destinado aos judeus, aponta tamb\u00e9m para a presen\u00e7a na Amaz\u00f4nia dos povos oriundos da di\u00e1spora judaica, iniciada no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arquitetado para se passar no fim da Rep\u00fablica Velha no Brasil, o texto de Dalc\u00eddio Jurandir chega ao n\u00edvel do esfacelamento, segundo a professora e pesquisadora Marli Tereza Furtado. As muitas sobreposi\u00e7\u00f5es de espa\u00e7os e tempos, mencionadas pela professora, s\u00e3o constru\u00eddas por interm\u00e9dio da experi\u00eancia e da mem\u00f3ria de Alfredo, ambas interferindo no estatuto narrativo e no acolhimento das muitas outras vozes que atravessam o romance, sendo recomend\u00e1vel conhecer a trajet\u00f3ria do protagonista para tamb\u00e9m perceber o adensamento da sua constru\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e o seu reconhecimento identit\u00e1rio. Essa t\u00e9cnica de Dalc\u00eddio gera alguma dificuldade para os n\u00e3o iniciados em seu estilo, sobretudo nos \u00faltimos romances nos quais os n\u00edveis da narrativa s\u00e3o trabalhados em jogos de espelhos, evidentes ou n\u00e3o, revelando, simultaneamente, eventos do passado justapostos ou aglutinados aos do presente. Somam-se \u00e0 t\u00e9cnica, o l\u00e9xico e as idiossincrasias do portugu\u00eas falado no estado do Par\u00e1 e as muitas contribui\u00e7\u00f5es de l\u00ednguas e inflex\u00f5es origin\u00e1rias, o que se traduz em iman\u00eancias as quais os gloss\u00e1rios dispon\u00edveis nas edi\u00e7\u00f5es mais recentes n\u00e3o d\u00e3o conta de explicar. Isso porque, acima de tudo, a poesia de Dalc\u00eddio Jurandir dita o tom no universo amaz\u00f4nico constru\u00eddo ao longo de mais de quarenta anos dedicados ao Ciclo Extremo-Norte. O efeito de tudo isso incide sobre a busca de Alfredo pela compreens\u00e3o de si mesmo enquanto homem negro em terra onde o embranquecimento n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 uma das rea\u00e7\u00f5es violentas \u00e0 aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, como tamb\u00e9m \u00e9 empreendimento levado a cabo por personagens como Seu Guerreiro, comerciante imiscu\u00eddo \u00e0 l\u00f3gica da \u201cbranquid\u00e3o social\u201d, descrito em certa altura como \u201cpreto de cu branco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Boa parte do enredo de <em>Ribanceira<\/em> gira em torno da chegada de Alfredo \u00e0 cidade. Num mesmo dia, tr\u00eas s\u00e3o os momentos constitutivos de uma ambi\u00eancia que sugere o desmoronamento de todas as coisas. A visita aos tr\u00eas cemit\u00e9rios, o jantar na casa do ex-intendente coronel C\u00e1cio e o baile na casa de D. Benigna s\u00e3o eventos que preparam a queda do farol presente no trapiche \u00e0s margens do rio, constru\u00e7\u00e3o-s\u00edmbolo das cidades ribeirinhas. Antes da consolida\u00e7\u00e3o desse fato narrativo, Alfredo \u00e9 apresentado \u00e0s desigualdades locais por meio de signos da finitude. J\u00e1 numa primeira tarefa na intend\u00eancia, ele inspeciona prostitutas a capinarem os seus pr\u00f3prios t\u00famulos no cemit\u00e9rio a que s\u00e3o designadas e percebe as divis\u00f5es sociais e preconceitos na compara\u00e7\u00e3o com o cemit\u00e9rio das mulheres consideradas de respeito e com o cemit\u00e9rio dos homens. Essas imagens tornam o cen\u00e1rio, apresentado a Alfredo, corrosivo cart\u00e3o-postal, que dar\u00e1 ao intendente a certeza de que se administram escombros, e ao secret\u00e1rio trar\u00e1, de forma incontida, marcas de Cachoeira e Bel\u00e9m, estilha\u00e7os do passado a atingirem em cheio os modos pelos quais o presente \u00e9 capturado pelo narrar. Exemplo disso \u00e9 a presen\u00e7a no espa\u00e7o p\u00fablico de uma carruagem f\u00fanebre (coche) adquirida durante a <em>belle \u00e9poque<\/em> da borracha e cuja utilidade \u00e9 ressignificada pelas figuras errantes da cidade. O coche traz \u00e0 mem\u00f3ria de Alfredo alguns eventos que se passam no terceiro romance do Ciclo, <em>Tr\u00eas casas e um rio<\/em>, e figura como um dos objetos-s\u00edntese da decad\u00eancia f\u00edsica e simb\u00f3lica de Ribanceira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No jantar oferecido pelo coronel C\u00e1cio a Alfredo e ao novo intendente, cria-se uma ambienta\u00e7\u00e3o dissimulada, constru\u00edda com os elementos presentes na sala de jantar, incluindo a\u00ed quatro espelhos. Essa cena cruza, de modo radical, a mem\u00f3ria de Alfredo e a mem\u00f3ria coletiva da regi\u00e3o, trazida \u00e0 tona pela materialidade da casa burguesa em decad\u00eancia, erigida pela economia da borracha de outrora. Pelos espelhos, o protagonista enxerga, em perspectivas distintas, imagens concretas, como o coche e os cemit\u00e9rios, e tamb\u00e9m a dissolu\u00e7\u00e3o moral da fam\u00edlia do coronel, ironizada pela oferta do banquete. E, para unir-se a esse mesmo prop\u00f3sito e encerrar o primeiro dia de Alfredo em Ribanceira, o baile de D. Benigna cria uma sequ\u00eancia de desencontros em uma festa insuport\u00e1vel na qual Alfredo constata o real posicionamento racista da anfitri\u00e3 com rela\u00e7\u00e3o aos negros, tendo o jovem seu momento maior de afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. Ap\u00f3s esse \u00faltimo evento, a narrativa segue a iminente queda do farol do trapiche e, juntamente com a destrui\u00e7\u00e3o real dos espa\u00e7os ribeirinhos, o retroceder frente a uma poss\u00edvel forma\u00e7\u00e3o heroica de Alfredo, que termina ainda mais aturdido em Bel\u00e9m, perdido na profus\u00e3o dos muitos fluxos de consci\u00eancia que o atravessam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Dalc\u00eddio, embora seja menos conhecido pelos seus poemas do que pelos seus romances, \u00e9 not\u00f3rio poeta. A intensidade de sua escrita, movida por uma sintaxe \u00fanica e criadora de um universo ficcional muito peculiar ao qual somos apresentados, permite uma experi\u00eancia de leitura sempre em suspens\u00e3o. Ainda ao falar de ru\u00ednas, muitas delas deduzidas das formas de viol\u00eancia social como o racismo e suas m\u00faltiplas manifesta\u00e7\u00f5es, h\u00e1 um ritmo que incide sobre as frases de <em>Ribanceira<\/em> como se fossem versos proferidos pelo narrador ou por outras vozes: \u201cAlfredo escuta. Vivos e mortos, uns e outros, sempre carecidos. Comadre Nh\u00e1 Barbra, esta, lhe abre o ba\u00fa da fam\u00edlia: D. Am\u00e9lia no chal\u00e9, ao espelho, rosto de baunilha e del\u00edrio. Pretas de Areinha passando a ferro a cambraia das brancas, pretos do Araqui\u00e7aua apanham goiabas para a calda dos brancos, pretos da Rui Barbosa [\u2026], a comadre Nh\u00e1 Barbra, espichada, saia feita do camis\u00e3o do Fiscal de Consumo, p\u00e9 no ch\u00e3o, pedindo vela para as suas almas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como todo grande narrador, Dalc\u00eddio Jurandir alcan\u00e7a as lonjuras da poesia e com ela constr\u00f3i o esteio de sua obra. Os romances do Ciclo Extremo-Norte, na sequ\u00eancia em que foram publicados, s\u00e3o: <em>Chove nos campos de Cachoeira<\/em> (1941), <em>Maraj\u00f3<\/em> (1947), <em>Tr\u00eas casas e um rio<\/em> (1958), <em>Bel\u00e9m do Gr\u00e3o-Par\u00e1<\/em> (1960), <em>Passagem dos inocentes<\/em> (1963), <em>Primeira manh\u00e3<\/em> (1967), <em>Ponte do galo<\/em> (1971), <em>Os habitantes<\/em> (1976), <em>Ch\u00e3o dos Lobos <\/em>(1976) e <em>Ribanceira<\/em> (1978). Alfredo \u00e9 das figuras mais emblem\u00e1ticas da cultura paraense, muito porque as narrativas que giram em torno dessa personagem s\u00e3o comumente associadas ao autor que lhe deu vida liter\u00e1ria. No dia 16 de junho, comemora-se, no Par\u00e1, o dia de Alfredo, vers\u00e3o do <em>Bloom\u2019s day<\/em>, que celebra, no mesmo dia, Leopold Bloom, do aclamado <em>Ulysses<\/em>, de James Joyce.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CHAVES, Ernani (2020). Gurup\u00e1, Ribanceira e It\u00e1: apogeu e decad\u00eancia numa comunidade amaz\u00f4nica. <em>In<\/em>: JURANDIR, Dalc\u00eddio. <em>Ribanceira<\/em>. Bragan\u00e7a: Par\u00e1.grafo, p. 7-22.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FURTADO, Marli Tereza (2020). O espa\u00e7o degradado da Amaz\u00f4nia em Ribanceira, de Dalc\u00eddio Jurandir. <em>Revista<\/em> <em>TOPUS<\/em>, v. 6, n. 1, p. 26-35.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PANTOJA, Edilson (2015). Filosofia, antropologia e reportagem em <em>Ribanceira<\/em>: considera\u00e7\u00f5es sobre o desviver na Amaz\u00f4nia de Dalc\u00eddio Jurandir. <em>Amaz\u00f4nia, Revista de Antropologia<\/em>, Bel\u00e9m, v. 2, n. 7, p. 428-454.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4501.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4501\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Record-1978.webp\" data-caption-title=\"Record, 1978\" data-attachment-id=\"2517\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Record, 1978\" width=\"250\" height=\"362\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/Record-1978\/3671824537.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22362%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20362%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 1978<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/ribanceira-2020_mini.webp\" data-caption-title=\"Par\u00e1grafo, 2020\" data-attachment-id=\"2899\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Par\u00e1grafo, 2020\" width=\"250\" height=\"358\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/ribanceira-2020_mini\/114334527.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22358%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20358%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Par\u00e1grafo, 2020<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JURANDIR, Dalc\u00eddio. Ribanceira. Rio de Janeiro: Record, 1978. Edmon\u00a0NetoIlustra\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Craidy Na leitura mais compartilhada pelos estudiosos de Dalc\u00eddio Jurandir (Ponta de Pedras, PA, 1909 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1979), Ribanceira, romance publicado em 1978, encerra a sequ\u00eancia de dez narrativas que integram o chamado Ciclo Extremo-Norte, inaugurado em Chove nos campos de Cachoeira, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2515,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[67,92,575,577,203,98],"cronologia":[30],"estado":[121],"regiaodaautoria":[43],"autoria":[249,252],"class_list":["post-2514","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-espaco-rural","tag-migracao","tag-questoes-ambientais","tag-questoes-raciais","tag-regionalismo","tag-relacoes-raciais","cronologia-30","estado-para","regiaodaautoria-norte","autoria-autoriamasculina","autoria-autorianegra"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2514"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2514\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6799,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2514\/revisions\/6799"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2514"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=2514"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=2514"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=2514"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=2514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}