{"id":2494,"date":"2024-09-29T12:13:15","date_gmt":"2024-09-29T15:13:15","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2494"},"modified":"2025-11-12T17:58:08","modified_gmt":"2025-11-12T20:58:08","slug":"os-sinos-da-agonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2494","title":{"rendered":"Os sinos da agonia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">DOURADO, Autran. <em>Os sinos da agonia<\/em>. Rio de Janeiro: Express\u00e3o e Cultura, 1974.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Selma Vital<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura de Autran Dourado (Patos de Minas, MG, 1926-2012) \u00e9 marcada pela presen\u00e7a do barroco e por refer\u00eancias ao teatro grego. Ambos os elementos se destacam em <em>Os sinos da agonia<\/em>, romance publicado em 1974 e laureado com o Pr\u00eamio Paula Brito, um entre os v\u00e1rios que o escritor recebeu ao longo da carreira, incluindo os prestigiosos Cam\u00f5es (2000) e Machado de Assis (2008), pelo conjunto de sua obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambientada no s\u00e9culo XVIII, na cidade de Vila Rica, a trama remete ao mito grego de Hip\u00f3lito e Fedra e \u00e0s suas releituras nas trag\u00e9dias de Racine e Eur\u00edpedes. Embora muitos trabalhos acad\u00eamicos estabele\u00e7am e investiguem as associa\u00e7\u00f5es ao mito e \u00e0s trag\u00e9dias por ele inspiradas, a leitura (e compreens\u00e3o) da obra n\u00e3o prescinde conhec\u00ea-las.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa retrata o decl\u00ednio da explora\u00e7\u00e3o do ouro no per\u00edodo colonial e em alguns momentos sugere, sem citar, a imin\u00eancia da Derrama, evento que desencadearia a Inconfid\u00eancia Mineira. O pr\u00f3prio autor, contudo, nega car\u00e1ter de romance hist\u00f3rico \u00e0 sua obra, inclusive evita o uso de datas ou nomes de personagens reais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De qualquer forma, muitas das descri\u00e7\u00f5es s\u00e3o fi\u00e9is ao per\u00edodo, demonstrando acurada pesquisa hist\u00f3rica por parte do autor, o que pode justificar o tempo que a obra levou para ser escrita: tr\u00eas anos. Segundo afirmou Dourado em entrevista \u00e0 <em>Folha de S. Paulo<\/em>, em julho de 2005, o livro que mais tempo exigiu dele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance se divide em quatro partes, ou jornadas, n\u00famero similar aos atos numa trag\u00e9dia. A voz do narrador heterodieg\u00e9tico se mistura aos pensamentos dos personagens. Assim, a primeira jornada nos apresenta Janu\u00e1rio, fugitivo, mameluco, filho bastardo, que volta a Vila Rica, onde pesa sobre ele acusa\u00e7\u00e3o do assassinato do \u201cpotentado\u201d (designa\u00e7\u00e3o bastante usada ao longo da narrativa) Jo\u00e3o Diogo. Este, por sua vez, marido de sua amante e grande paix\u00e3o, Malvina. Tudo isso, no entanto, n\u00e3o fica claro ao princ\u00edpio. Ali\u00e1s, vamos nos inteirando da trama aos poucos, sob as perspectivas dos narradores que se sucedem nas jornadas seguintes. Na segunda, conhecemos Jo\u00e3o Diogo e ficamos sabendo do casamento dele com Malvina e do amor desta por seu enteado, Gaspar, a quem o narrador se volta na terceira jornada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jornada final alterna as vozes de Malvina, Gaspar e Janu\u00e1rio. Testemunhamos as reflex\u00f5es de cada um sobre os fatos finais, incluindo a dos escravizados In\u00e1cia e Isidoro, cujas digress\u00f5es revelam personagens menos simples do que se sup\u00f5e ao princ\u00edpio. Especialmente Isidoro, que vai nitidamente se transformando e fortalecendo ao longo de sua pr\u00f3pria jornada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em linhas gerais, Jo\u00e3o Diogo Galv\u00e3o \u00e9 um vi\u00favo, dono de grande fortuna. Apesar de muito pr\u00f3ximo ao Capit\u00e3o-general, representante do reino nas minas, suas origens obscuras o levam a buscar uma esposa de fam\u00edlia nobre, em Taubat\u00e9, interior de S\u00e3o Paulo, que emprestasse certo brilho \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o de potentado em Vila Rica. A barganha \u00e9 tamb\u00e9m conveniente para a aristocr\u00e1tica, mas decadente, fam\u00edlia da noiva, que v\u00ea no abastado Jo\u00e3o Diogo a oportunidade de retorno aos tempos de gl\u00f3ria. A filha prometida, Mariana, \u00e9, no entanto, trocada pela ca\u00e7ula, Malvina, que de forma premeditada seduz o noivo da irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por conta da beleza e da desenvoltura da jovem esposa nas artes do sexo, Jo\u00e3o Diogo se coloca, sem restri\u00e7\u00f5es, \u00e0 merc\u00ea dos caprichos de Malvina, deixando-se vestir melhor e at\u00e9 morar em condi\u00e7\u00f5es mais confort\u00e1veis por influ\u00eancia dela o que, deduz-se, o coloca mais \u00e0 altura de sua posi\u00e7\u00e3o social na col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez por t\u00e9dio ou interessada em despertar o ci\u00fame de Gaspar, seu casto enteado e enamorado, Malvina se envolve num arriscado caso de amor com Janu\u00e1rio. O adult\u00e9rio acontece sob o teto de Jo\u00e3o Diogo e de Gaspar, com a ajuda de In\u00e1cia, \u201cescudeira\u201d fiel de Malvina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Janu\u00e1rio, manipulado pela ruiva Malvina, cujos encantos s\u00e3o sempre descritos em tons superlativos, \u00e9 incensado a cometer um crime da forma mais covarde, com a promessa de que a amante fugiria com ele. Malvina n\u00e3o cumpre a parte do acordo e Janu\u00e1rio acaba preso, s\u00f3 conseguindo fugir com a ajuda do pai, homem branco de certo prest\u00edgio na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os leitores s\u00e3o apresentados a Janu\u00e1rio quando ele retorna a Vila Rica, onde tudo est\u00e1 preparado, com grande festividade, para sua \u201cmorte em ef\u00edgie\u201d e esperado enforcamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dourado carrega nas tintas do manique\u00edsmo ao compor alguns dos personagens. Enquanto Gaspar, o casto e bravo ca\u00e7ador, tem ares de arcanjo, Malvina \u00e9 o arqu\u00e9tipo da malvada. Poucas vezes suscita simpatia, mesmo quando esta seria plaus\u00edvel. Afinal, n\u00e3o surpreende nem seria totalmente conden\u00e1vel o amor por Gaspar. Ambos s\u00e3o jovens, sens\u00edveis, apreciadores de m\u00fasica. Mesmo o peso de uma rela\u00e7\u00e3o incestuosa seria dilu\u00eddo, considerando que os dois s\u00e3o pr\u00f3ximos em idade e que n\u00e3o se conheciam antes do casamento. Ela tamb\u00e9m n\u00e3o ofendia a mem\u00f3ria santificada da m\u00e3e de Gaspar, porque antes de conhec\u00ea-la Jo\u00e3o Diogo era vi\u00favo h\u00e1 anos. Paradoxalmente, Jo\u00e3o Diogo se torna um homem melhor, mais afei\u00e7oado ao filho, gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas nada disso merece nota. Malvina, n\u00e3o nos esque\u00e7amos, tamb\u00e9m \u201crouba\u201d o noivo da irm\u00e3, escolhe Janu\u00e1rio como amante, sendo este por diversos fatores o mais vulner\u00e1vel hierarquicamente, e o chantageia para conseguir se livrar de Jo\u00e3o Diogo. Para piorar, subjuga a envergadura moral de Gaspar, ponto bem definido na narrativa, refor\u00e7ando a vilania de Malvina ou, mais prov\u00e1vel, sua total falta de bom senso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa de Dourado fica evidente, seja na estrutura do romance, seja no vocabul\u00e1rio selecionado ou nos detalhes que informam o universo da Vila Rica setecentista, mas nem por isso a narrativa se torna pesada. O narrador ulterior garante o tom cl\u00e1ssico, adequado, sem ser herm\u00e9tico e a transi\u00e7\u00e3o de foco narrativo flui com naturalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 parte o drama rom\u00e2ntico, os elementos barrocos merecem aten\u00e7\u00e3o especial. A morte em ef\u00edgie, por exemplo, ritual ao qual o autor se refere nas ep\u00edgrafes do livro, consistia em uma farsa na qual um boneco era torturado e \u201cmorto\u201d na aus\u00eancia do condenado. Na pr\u00e1tica, indicava inf\u00e2mia grav\u00edssima que implicava na perda de todos os direitos, diante da fam\u00edlia e da sociedade, e confisco de bens. Al\u00e9m disso, qualquer pessoa poderia matar o condenado sem risco de puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consta que o ritual da morte em ef\u00edgie teria sido o mote do livro para Dourado. Talvez por isso alguns cr\u00edticos vejam na obra mais do que a vers\u00e3o de um cl\u00e1ssico grego, mas uma refer\u00eancia velada ao per\u00edodo da ditadura militar, no qual o Brasil ainda estava mergulhado quando o livro foi lan\u00e7ado, e sob o qual algumas pessoas foram exiladas e de alguma forma usurpadas de seus direitos civis. Por fim, os sinos do t\u00edtulo, que j\u00e1 prenunciavam agonia, recebem do narrador explica\u00e7\u00e3o quase did\u00e1tica e nos d\u00e1 a oportunidade de aprender sobre o significado do n\u00famero e do tom das badaladas e de seu papel na vida da comunidade colonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GOMES, Evellin Naianna Souza Oliveira; BARROS, Fl\u00e1via Aninger de (2022). Nas tramas do destino: os fios de Malvina<em>.<\/em> <em>Gl\u00e1uks Revista de Letras e Artes<\/em>, v. 22, n. 3, p. 31\u201347. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.47677\/gluks.v22i3.322\">https:\/\/doi.org\/10.47677\/gluks.v22i3.322<\/a>. Acesso em: 14 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RUFINO, Nathaly de Oliveira; MARQUES Rodrigo de Albuquerque (2018). A fic\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o narrativa em Autran Dourado: algumas considera\u00e7\u00f5es. <em>Revista \u00c1gua Viva<\/em>, v. 3, n. 2, p. 1-12. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/aguaviva\/article\/view\/23536\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/aguaviva\/article\/view\/23536<\/a>. Acesso em: 17 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Marisa Correa; OLIVEIRA, Vicente Soares de (2004). <em>Os sinos da agonia<\/em>, de Autran Dourado: trag\u00e9dia cl\u00e1ssica e romance p\u00f3s moderno. <em>Revista Via Atl\u00e2ntica<\/em>, n. 7, p. 11-120. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/viaatlantica\/article\/view\/49791\/53895\">https:\/\/www.revistas.usp.br\/viaatlantica\/article\/view\/49791\/53895<\/a>. Acesso em: 14 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FIGUEIREDO, Nathaniel (2014). <em>Mito e s\u00edmbolo em Autran Dourado<\/em>: uma leitura de Os sinos da agonia pela perspectiva do imagin\u00e1rio. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.furg.br\/handle\/1\/6101\">https:\/\/repositorio.furg.br\/handle\/1\/6101<\/a>. Acesso em: 17 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIMA. Susana (2004). Identidades nas fronteiras: espa\u00e7os poss\u00edveis em <em>Os sinos da agonia<\/em>, de Autran Dourado. <em>Estudos da Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 23, p. 67-87. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8991\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8991<\/a>. Acesso em: 14 jul. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4420.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4420\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"Express\u00e3o e Cultura, 1974\" data-attachment-id=\"2499\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Express\u00e3o e Cultura, 1974\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/Expressao-e-Cultura-1974\/1220519375.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Express\u00e3o e Cultura, 1974<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a 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2015<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOURADO, Autran. Os sinos da agonia. Rio de Janeiro: Express\u00e3o e Cultura, 1974. Selma VitalIlustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna A literatura de Autran Dourado (Patos de Minas, MG, 1926-2012) \u00e9 marcada pela presen\u00e7a do barroco e por refer\u00eancias ao teatro grego. Ambos os elementos se destacam em Os sinos da agonia, romance publicado em 1974 e laureado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2495,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[81,443,103,151,59,163],"cronologia":[30],"estado":[214],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-2494","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-colonizacao","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-drama-familiar","tag-romance-historico","tag-tragico","cronologia-30","estado-minas-gerais","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2494"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5672,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2494\/revisions\/5672"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2494"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=2494"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=2494"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=2494"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=2494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}