{"id":2424,"date":"2024-09-27T09:39:55","date_gmt":"2024-09-27T12:39:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2424"},"modified":"2025-11-12T18:03:00","modified_gmt":"2025-11-12T21:03:00","slug":"vento-de-queimada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=2424","title":{"rendered":"Vento de queimada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">LEONES, Andr\u00e9 de. <em>Vento de queimada. <\/em>Rio de Janeiro: Record, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Ad\u00e9rito Schneider<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andr\u00e9 de Leones assume seu s\u00e9timo romance <em>Vento de queimada<\/em> como um \u201cpequi <em>noir<\/em>\u201d. Associar um (sub)g\u00eanero essencialmente estadunidense como o <em>noir<\/em> ao pitoresco e ex\u00f3tico pequi \u00e9 uma armadilha, mas comer pequi n\u00e3o \u00e9 mesmo tarefa para incautos. E Leones faz essa provoca\u00e7\u00e3o de forma consciente e consistente. <em>Vento de queimada<\/em> n\u00e3o \u00e9 um romance ex\u00f3tico e muito menos bairrista; n\u00e3o peca pela afeta\u00e7\u00e3o ufanista e romantizada dos defensores da \u201cvaloriza\u00e7\u00e3o da cultura regional\u201d (ou mesmo \u201cbrasileira\u201d).<em> Vento de queimada<\/em> \u00e9 um romance sobre seres humanos lidando com quest\u00f5es como amor, rela\u00e7\u00f5es familiares, amizade, carreira profissional, viol\u00eancia, sexo e outros temas recorrentes na obra do autor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, um <em>noir<\/em> ambientado em Goi\u00e1s tem sempre algo de <em>western<\/em>, outra refer\u00eancia que o autor assume sem temor, mas tamb\u00e9m sem pastiche. Um faroeste sem cavalos (eles est\u00e3o mais ocupados dando coice em ditadores ou atuando em porn\u00f4s h\u00edpicos da Boca do Lixo), mas com muito bangue-bangue. E, num romance em que dezenas de cidades s\u00e3o colocadas no mapa, em vez de cavalos andando em movimento de L num tabuleiro de xadrez, temos diversos pe\u00f5es andando em linhas tortas com seus carros carburados por estradas poeirentas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enredo se desenvolve no Brasil dos anos 80 (mais especificamente, em 1983, reta final da ditadura civil-militar), numa \u00e9poca em que a paulistana Boca do Lixo, antro das pornochanchadas, g\u00eanero cinematogr\u00e1fico genuinamente brasileiro, cujos filmes conseguiam tanto driblar a censura dos milicos quanto concorrer com o mercado hollywoodiano nas finadas salas de cinemas de rua, estava vivendo sua crise final com a populariza\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o e o fen\u00f4meno do VHS. Numa crise, \u00e9 preciso se reinventar. E, portanto, as produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas da Boca do Lixo foram se tornando cada vez mais pornograficamente expl\u00edcitas e n\u00e3o tardou para que os produtores recorressem ao que acabou se tornando um subg\u00eanero da pornochanchada: sexo com cavalos. \u00c9 nesse contexto que se desenvolve <em>Vento de queimada<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No romance, acompanhamos Isabel, uma mulher formada em hist\u00f3ria que abandona a carreira ainda no in\u00edcio, depois de um evento tr\u00e1gico em 1979. Ela desiste de se tornar professora para pegar em armas. N\u00e3o contra a ditadura, que j\u00e1 aniquilou seus dissidentes nos Anos de Chumbo e vive momentos de reabertura democr\u00e1tica e anistia, mas ao lado do pai, um ex-policial que virou pistoleiro. E, assim, a seguimos em um <em>road novel<\/em> pelas paisagens \u00e1ridas do Cerrado, passando por Goi\u00e2nia e sua regi\u00e3o metropolitana, Bras\u00edlia e suas cidades-sat\u00e9lites, munic\u00edpios do interior goiano (Silv\u00e2nia, Mina\u00e7u, Caldas Novas e tantos outros), a cosmopolita metr\u00f3pole de S\u00e3o Paulo e Santos, com seu mitol\u00f3gico mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isabel \u00e9 uma mulher descrita como sendo \u201cmagrelinha\u201d, de rosto comum. Por\u00e9m, ela n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum como aparenta. Isabel tem dois namorados e \u00e9 uma mulher que atira e mata. Uma jovem franzina que n\u00e3o se intimida diante de trogloditas e poderosos, talvez por n\u00e3o ter muito mais a perder. E, assim, uma s\u00e9rie de assassinatos (e outras viol\u00eancias) se alastram como fogo tocado pela ventania em \u00e9poca de seca. Em del\u00edrio, a protagonista profetiza que ser\u00e1 consumida pelo fogo. Ela e toda a humanidade. O fogo como possibilidade de cura. Isabel \u00e9 uma f\u00eanix que precisa chegar ao fundo do po\u00e7o e renascer da vingan\u00e7a. E vingan\u00e7a exige sangue.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance come\u00e7a em Goi\u00e1s (Velho, o munic\u00edpio; antiga capital goiana), num feriado, em meio a um evento religioso e tur\u00edstico: a Prociss\u00e3o do Fogar\u00e9u, em que homens vestidos como membros da Ku Klux Klan percorrem as ruas de pedra vilaboenses com tochas nas m\u00e3os, numa cerim\u00f4nia cat\u00f3lica que, paradoxalmente, parece celebrar mais os torturadores romanos do que o torturado Jesus Cristo. E a tortura ocupa um espa\u00e7o central em <em>Vento de queimada<\/em>. Afinal, estamos falando de ditadura civil-militar e suas horrendas sequelas. Dessa forma, a tortura torna-se um tema fundamental no romance, proporcionando um debate \u00e9tico que determina escolhas e car\u00e1ter de personagens num submundo de criminalidade marcado pela viol\u00eancia em suas formas mais extremas e cru\u00e9is, assim como (aparentes) aus\u00eancias de fronteiras morais e legais \u2013 como em todo bom <em>noir<\/em>. Em mais de um momento, personagens se questionam se seriam ou n\u00e3o capazes de torturar algu\u00e9m e, caso sim, em quais situa\u00e7\u00f5es, ou seja, questionando-se sobre os limites da viol\u00eancia que s\u00e3o capazes de cometer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, ainda que milicos e suas parentelas marquem presen\u00e7a constante no romance, a ditadura \u00e9 apenas o pano de fundo deste contexto decadentista de um Brasil que ainda n\u00e3o migrou para a Nova Rep\u00fablica. Assim, nesse cen\u00e1rio de \u201ccidad\u00e3os de bem\u201d, o que n\u00e3o falta em <em>Vento de queimada<\/em>, al\u00e9m de sexo e viol\u00eancia, \u00e9 machismo, misoginia, homofobia e gordofobia saltando das p\u00e1ginas, numa escolha (corajosa) que o autor faz por retratar o Brasil dos anos 80 de forma realista. Andr\u00e9 de Leones n\u00e3o escreve hist\u00f3rias sobre como o mundo deveria ser, mas sobre como ele realmente \u00e9. E a crueza (e crueldade) desse universo predominantemente masculino pelo qual Isabel trafega pode deixar de cabelos em p\u00e9 leitores mais sens\u00edveis, que buscam na literatura o \u201cpoliticamente correto\u201d, modelos de her\u00f3i, reafirma\u00e7\u00e3o de seus valores ou coisa do tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Olhar estrangeiro em terra de ningu\u00e9m<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira frase do livro \u00e9 um di\u00e1logo de um gringo com um \u201clev\u00edssimo sotaque estrangeiro\u201d. A viol\u00eancia n\u00e3o tira f\u00e9rias (feriados e datas comemorativas organizam a cronologia da trama) e o \u201ccaub\u00f3i\u201d Andrew J. Gordon, parceiro de Isabel (nos dois sentidos), \u00e9 o personagem que tanto acentua este olhar estrangeiro (\u201cBrasil: um amontoado de pa\u00edses estrangeiros. Para onde quer que se olhe. Uma terra estrangeira depois da outra\u201d) quanto proporciona os melhores di\u00e1logos espirituosos, sagazes e sarc\u00e1sticos (no melhor estilo <em>noir<\/em>) desse casal culto no meio de tanta gente chucra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) apontam o Centro-Oeste como a regi\u00e3o brasileira com maior crescimento populacional nos \u00faltimos anos. A regi\u00e3o ocupa um espa\u00e7o central na sociedade brasileira n\u00e3o apenas pela localiza\u00e7\u00e3o da capital do pa\u00eds, mas especialmente em virtude do agroneg\u00f3cio \u2013 para o bem (o \u201cagro \u00e9 <em>pop<\/em>\u201d, motor do crescimento do PIB brasileiro) e para o mal (o desmatamento do Cerrado tem atingido n\u00edveis recordes nos \u00faltimos anos). Al\u00e9m disso, a m\u00fasica sertaneja (em seus diversos subg\u00eaneros) ostenta h\u00e1 anos a prefer\u00eancia musical dos brasileiros, al\u00e9m de cifras consider\u00e1veis num mercado que, mais do que musical, reflete um estilo de vida (moda, gastronomia, automobilismo etc.). Apesar disso, o Cerrado do Centro-Oeste ainda \u00e9 uma paisagem rara na literatura brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Vento de queimada<\/em>, a paisagem cerratense est\u00e1 presente de forma n\u00e3o romantizada, ufanista. Muito pelo contr\u00e1rio, ela \u00e9 retratada em sua aridez, o que lembra os romances regionalistas dos anos 30 que lidavam com a seca do sert\u00e3o nordestino, por\u00e9m contendo em si toda a viol\u00eancia e tens\u00e3o sexual que infesta as p\u00e1ginas do romance. Num determinado trecho, Leones descreve um \u00f4nibus dando ao autom\u00f3vel ares animalescos: \u201co ve\u00edculo urrando a cada troca de marcha, engasgando aqui e ali, uma monstruosidade enferrujada e disent\u00e9rica a resmungar que pode morrer a qualquer momento\u201d \u2013 e o que pode ser visto de suas janelas \u00e9 uma \u201cpaisagem, algo que lhe parece remexido e arreganhado feito uma cama de puteiro\u201d. O mesmo vale para humanos. Uma das passageiras desse calhambeque caindo aos peda\u00e7os chama a aten\u00e7\u00e3o por seu aspecto enfermo: \u201ca magreza da mulher, t\u00e3o descolorida quanto a cidade que adentram, o rosto encovado, a apar\u00eancia doentia, a boca pequena e ressecada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma caracter\u00edstica marcante de <em>Vento de queimada<\/em> \u00e9 a oralidade dos personagens. Como num bom <em>noir<\/em>, o romance \u00e9 marcado por di\u00e1logos. E, neste que talvez seja o seu romance mais explicitamente e conscientemente goiano, o autor recorre ao \u201cgoian\u00eas\u201d (o que pode ser constatado especialmente nos personagens Velho e Abner), usando g\u00edrias e express\u00f5es marcadas por uma grafia peculiar que pode soar estranha (estrangeira) aos n\u00e3o goianos. Tudo sem afeta\u00e7\u00e3o e com muita naturalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, temos em <em>Vento de queimada<\/em> uma combina\u00e7\u00e3o da destreza da literatura <em>pulp<\/em> dos <em>noir<\/em> e <em>westerns<\/em>, com sexo, viol\u00eancia e di\u00e1logos saborosos, mas que ganham peso em complexidade com uma trama bem arquitetada (mesmo que partindo de clich\u00eas) e uma protagonista (feminina) que faz das estradas n\u00e3o apenas lugar para deslocamentos (a\u00e7\u00e3o), mas tamb\u00e9m para ruminar em tempo psicol\u00f3gico as amarguras de sua vida \u2013 o que faz com certa prolixidade, ainda que consciente, como uma ressaca que deixa resqu\u00edcios de v\u00f4mito na garganta, pois o passado \u00e9 para Isabel como arroto de pequi (quem comeu, sabe do que estou falando).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00c1, S\u00e9rgio de (2023). &#8216;Pequi noir&#8217; de Andr\u00e9 de Leones tem sucess\u00e3o de tiros certeiros. <em>Estado de Minas<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2023\/08\/25\/interna_pensar,1551614\/pequi-noir-de-andre-de-leones-tem-sucessao-de-tiros-certeiros.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2023\/08\/25\/interna_pensar,1551614\/pequi-noir-de-andre-de-leones-tem-sucessao-de-tiros-certeiros.shtml<\/a>. Acesso em: 6 jun. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4398.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4398\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Record-2023.webp\" data-caption-title=\"Record, 2023\" data-attachment-id=\"2416\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Record, 2023\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/09\/Record-2023\/3639955149.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 2023<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LEONES, Andr\u00e9 de. Vento de queimada. Rio de Janeiro: Record, 2023. Ad\u00e9rito SchneiderIlustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora Andr\u00e9 de Leones assume seu s\u00e9timo romance Vento de queimada como um \u201cpequi noir\u201d. Associar um (sub)g\u00eanero essencialmente estadunidense como o noir ao pitoresco e ex\u00f3tico pequi \u00e9 uma armadilha, mas comer pequi n\u00e3o \u00e9 mesmo tarefa para incautos. E [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":2425,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[443,103,574,65,164],"cronologia":[35],"estado":[234,120,122],"regiaodaautoria":[46,45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-2424","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-mulheres","tag-sertao","tag-violencia","cronologia-35","estado-distrito-federal","estado-goias","estado-sao-paulo","regiaodaautoria-centro-oeste","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2424"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2424\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5173,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2424\/revisions\/5173"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2424"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=2424"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=2424"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=2424"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=2424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}