{"id":1319,"date":"2024-06-05T00:32:27","date_gmt":"2024-06-05T00:32:27","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1319"},"modified":"2026-07-20T10:36:22","modified_gmt":"2026-07-20T13:36:22","slug":"outros-cantos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1319","title":{"rendered":"Outros cantos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">REZENDE, Maria Val\u00e9ria. <em>Outros cantos.<\/em> Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Carlos Wender Sousa Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Pamela Ara\u00fajo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance <em>Outros cantos<\/em>, da escritora paulista Maria Val\u00e9ria Rezende (Santos, SP, 1942), foi publicado em 2016. O livro rendeu \u00e0 autora o Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura como Melhor Livro do Ano de 2016 e o Pr\u00eamio Casa de Las Am\u00e9ricas 2017, na categoria Literatura Brasileira, al\u00e9m de ter ficado em 3\u00b0 lugar no Pr\u00eamio Jabuti 2017. A autora tamb\u00e9m ganhou o Pr\u00eamio Jabuti em 2015 pelo romance <em>Quarenta dias<\/em> (2014). Al\u00e9m dessas duas obras, estreou com o livro <em>Vasto mundo<\/em> (2001), ficou em 2\u00b0 lugar na categoria literatura infantil do Pr\u00eamio Jabuti de 2009 pelo livro <em>No risco do caracol<\/em> (2008) e em 3\u00ba na categoria juvenil em 2013 com <em>Ouro dentro da cabe\u00e7a<\/em> (2012). A escritora tem ainda outras produ\u00e7\u00f5es como os romances <em>O voo da Guar\u00e1 Vermelha<\/em> (2005) e <em>Carta \u00e0 rainha louca<\/em> (2019).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maria Val\u00e9ria Rezende come\u00e7ou a trabalhar como educadora popular a partir da d\u00e9cada de 1960, inicialmente na periferia de S\u00e3o Paulo e, posteriormente, no Nordeste. Nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, viveu em Pernambuco e na Para\u00edba \u2013 no meio rural e em Jo\u00e3o Pessoa. Uma das escritoras de destaque da literatura brasileira contempor\u00e2nea, Rezende \u00e9 freira mission\u00e1ria e tem uma produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria marcada pela criatividade e profundidade estil\u00edstica e narrativa, mas feita tamb\u00e9m de maneira fluida e leve. Ela tem uma percep\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e cultural que vai al\u00e9m daquela apresentada pelo eixo cultural hegem\u00f4nico do pa\u00eds, muito em raz\u00e3o das experi\u00eancias que adquiriu ao longo da sua atua\u00e7\u00e3o social por diversos locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Outros cantos<\/em>, percorre-se a hist\u00f3ria de Maria, que, nos anos 1970, foi para o sert\u00e3o inspirada pela pedagogia de Paulo Freire. O contexto espa\u00e7o-temporal de inser\u00e7\u00e3o da obra \u00e9 conhecido por Maria Val\u00e9ria Rezende, mas n\u00e3o se pode confundir a hist\u00f3ria da personagem com a da autora. A personagem funciona dentro da din\u00e2mica da narrativa, tem sua pr\u00f3pria personalidade, suas nuances, uma perspectiva que lhe \u00e9 pr\u00f3pria, o que foi poss\u00edvel a partir do processo criativo da escritora. No romance, a narradora-personagem Maria, uma educadora popular, segue viagem num \u00f4nibus e acompanha o embarque e desembarque de v\u00e1rios passageiros que levam consigo suas hist\u00f3rias, seus sonhos, seus desejos, seus medos e certamente uma por\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a e de coragem diante da realidade que precisam enfrentar. Nessa viagem ao sert\u00e3o, ela testemunha o retorno de alguns que foram tentar a sorte em outro local, v\u00ea as marcas do tempo no asfalto, na estrada, nos vastos campos pelos quais o transporte passa. A personagem presencia pessoas, casas que v\u00e3o ficando pelo caminho com tantas hist\u00f3rias poss\u00edveis de serem contadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela refaz essa viagem quarenta anos depois da primeira vez que visitou a regi\u00e3o na d\u00e9cada de 1970. Maria faz um retorno a um local que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o mesmo, pois a for\u00e7a do tempo o transformou: \u201cSim, agora o tempo \u00e9 outro, cheio de novos riscos, \u00e9 certo, mas talvez bem mais prop\u00edcio \u00e0 vida\u201d. As marcas do cansa\u00e7o e do dissabor da vida pesada, violenta e severa tecem tanto a experi\u00eancia da narradora-personagem quanto daqueles que encontra pelo caminho, nessa e em outras viagens que ela vai relembrando. Ela v\u00ea percorrer toda aquela regi\u00e3o alguma por\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a que se renova, que insiste em permanecer, inerente \u00e0 pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia de tantos ali, agora e no passado. O trabalho, a conviv\u00eancia coletiva, os sorrisos entre um festejo e outro, tudo isso alimenta a esperan\u00e7a de um povo esquecido. Ao retomar a primeira viagem ainda nos anos 1970, pouco a pouco, vai se revelando um mundo cheio de segredos invis\u00edveis, n\u00e3o ditos, muitos deles soterrados, que precisam ser escavados, que se lhes retire os entulhos que se sobrep\u00f5em, restos da hist\u00f3ria e do deslocamento temporal da sociedade. Sob as ru\u00ednas, h\u00e1 muitos segredos com potencialidade para serem recuperados, reestruturados. \u00c9 um trabalho de tecitura a partir de fragmentos que v\u00e3o se juntando pelo caminho. <em>Outros cantos<\/em> faz justamente esse trabalho de reaproxima\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria e a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos temas est\u00e3o na narrativa: a explora\u00e7\u00e3o do trabalho (as pessoas que pagam com o pouco que t\u00eam pela \u00e1gua doce e salobra); na TV de uma rodovi\u00e1ria, a narradora-personagem viu as \u201csilhuetas de homens armados, estrondos e fogos\u201d, num contexto sociopol\u00edtico ditatorial de repress\u00e3o e viol\u00eancia; para tr\u00e1s ela tinha deixado o medo, os estouros dos tiros e o horror; adentrava agora no sert\u00e3o nordestino e assistia \u00e0 novena que festeja algum s\u00edmbolo cat\u00f3lico no povoado e a prociss\u00e3o em homenagem \u00e0 padroeira, os festejos de natal, eventos que reuniam a comunidade com seus trajes de festa, suas cren\u00e7as e cultos, seus ritmos e cantos, suas hist\u00f3rias. L\u00e1 comemoravam datas importantes \u00e0 comunidade: a novena, o pastoril, a lapinha, o reisado. Esses festejos eram um contraponto \u00e0 natureza hostil do sert\u00e3o que os cercava e \u00e0 viol\u00eancia da ditadura militar que tinha implantado o horror e a barb\u00e1rie como pol\u00edtica de Estado em todo o pa\u00eds. Naquela pequena comunidade do sert\u00e3o, os festejos eram tamb\u00e9m uma oportunidade para interromper o trabalho pesado do dia a dia. As hist\u00f3rias, as lembran\u00e7as do passado, as expectativas, as viagens exitosas ou frustradas pelo pa\u00eds afora atr\u00e1s de dinheiro e as hist\u00f3rias fant\u00e1sticas tamb\u00e9m eram compartilhadas entre o povo nesse per\u00edodo de celebra\u00e7\u00f5es, \u201c[&#8230;] repetindo hist\u00f3rias muito velhas, recordadas, de mistura com as novas hist\u00f3rias acabadas de chegar, as cantorias, versos e brincadeiras\u201d. Pessoas que ali mesmo, no sert\u00e3o esquecido, renovavam suas esperan\u00e7as de aquilo se tornar um lugar melhor para todos um dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesses encontros, outras hist\u00f3rias daquele povo eram compartilhadas entre si: as parteiras que socorriam mulheres gr\u00e1vidas; a m\u00e3e diarista que foi tentar a sorte no Rio de Janeiro e que precisava lidar com a realidade do filho que sofria convuls\u00f5es e que n\u00e3o se adaptava \u00e0 realidade escolar da capital, tido como bobo e retardado pelo julgamento de outras pessoas; outra m\u00e3e que precisava escolher entre um filho e outro para colocar na escola, enquanto um deles ia carregar balaio na feira. O trabalho extra em dezembro para conseguir as roupas e os presentes de Natal. A expectativa da chuva na passagem de fevereiro para mar\u00e7o e o pedido a S\u00e3o Jos\u00e9 para que banhasse toda a regi\u00e3o com muita \u00e1gua. E com as chuvas emergia a vida naquela terra antes morta; era a flor que brotava num mandacaru; as cabeceiras dos rios que aumentavam; ramos antes secos que reverdeciam; nos cactos, brotavam flores. E tudo ficava mais alegre no povoado, anunciando fartura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maria relembra, 40 anos mais tarde, tudo que tinha ali testemunhado, enquanto viaja num \u00f4nibus: \u201cDeixo divagar a mem\u00f3ria enquanto todo o resto, o caub\u00f3i, o \u00f4nibus, a caatinga, a estrada, mergulha na escurid\u00e3o\u201d. A rela\u00e7\u00e3o das pessoas com o tempo havia se modificado de l\u00e1 para c\u00e1. Ela tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o carregava as mesmas esperan\u00e7as daquela primeira viagem, quando \u201ceram maiores e mais curtas do que as de agora\u201d. Maria tinha agora esperan\u00e7as mais modestas e pacientes. A personagem-narradora fala tamb\u00e9m da passagem pela Arg\u00e9lia, Paris e M\u00e9xico. Todas as experi\u00eancias que lhe permitiam tecer narrativas. Maria \u00e9 uma educadora popular, ensinou jovens e adultos a ler e escrever. E foi nesse contexto que aprendeu hist\u00f3rias e passou tamb\u00e9m a contar as suas. Novas configura\u00e7\u00f5es de mundo iam, assim, se compondo entre hist\u00f3rias realistas e fabulosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A personagem-narradora experimentou muitas coisas naquele per\u00edodo em que esteve no sert\u00e3o do Nordeste. Alguns elementos da narrativa direcionam o contexto s\u00f3cio-hist\u00f3rico e pol\u00edtico do per\u00edodo: o r\u00e1dio de pilhas ligado e a prosa dos tropeiros na bodega; o an\u00fancio pelos funcion\u00e1rios e engenheiros da nova estrada e da barragem; as hist\u00f3rias dos vaqueiros; as dores trazidas pelos que retornavam; os serventes rec\u00e9m-chegados a S\u00e3o Paulo, contratados para trabalhar ainda sem carteira assinada; o homem que, preso injustamente, morre numa enxurrada das ruas sujas e polu\u00eddas de S\u00e3o Paulo ap\u00f3s ganhar a liberdade condicional. Todas essas hist\u00f3rias que se cruzavam \u00e0 experi\u00eancia da narradora-personagem a tornava cada vez mais integrada \u00e0quele povo, al\u00e9m de faz\u00ea-la esquecer a caixinha de amuletos que carregava consigo, os fantasmas, as saudades e as inquieta\u00e7\u00f5es nela contida. Maria testemunhava crian\u00e7as e adultos tomarem gosto e se apropriarem das letras e palavras. Por\u00e9m, combater a conformidade daquelas pessoas com a explora\u00e7\u00e3o e a injusti\u00e7a n\u00e3o era tarefa f\u00e1cil. Um dos argumentos fortes do senso comum era o de que toda aquela situa\u00e7\u00e3o pela qual passavam era vontade de Deus. Mas Maria n\u00e3o desistiu e construiu um projeto de criar uma consci\u00eancia pol\u00edtica e social naquelas pessoas. E mais dif\u00edcil ainda era colocar em pr\u00e1tica esse projeto de educa\u00e7\u00e3o emancipadora num contexto de repress\u00e3o, persegui\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia institucional, quando a manifesta\u00e7\u00e3o de ideais como os da educadora, colocavam em risco a sua vida e a de tantas outras pessoas que visavam construir outro modelo de sociedade mais inclusivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narradora-personagem tinha ido \u00e0quela regi\u00e3o esquecida com o objetivo de \u201cfermentar a consci\u00eancia\u201d, \u201c[&#8230;] a organiza\u00e7\u00e3o, a longa luta, verdadeiramente popular, de baixo para cima, alastrando-se pouco a pouco por todo o pa\u00eds e o continente, contra todas as formas de opress\u00e3o\u201d. O projeto de Maria, por meio da educa\u00e7\u00e3o, tinha sido o de germinar naquelas pessoas de um pequeno povoado o esp\u00edrito democr\u00e1tico, fazer a consci\u00eancia social, pol\u00edtica e cultural fermentar em todos, em pleno per\u00edodo ditatorial. Onde estariam os tantos outros personagens da hist\u00f3ria decididos a tamb\u00e9m tomar esse caminho de construir um projeto de pa\u00eds democr\u00e1tico, com acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 cultura? <em>Outros cantos<\/em> \u00e9 sobre esses questionamentos em aberto e mal resolvidos. \u00c9 sobre o que se esqueceu, sobre o que se fingiu esquecer, sobre o que foi silenciado, sobre quem silenciou e quem foi silenciado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Outros cantos<\/em> traz uma importante reflex\u00e3o sobre as implica\u00e7\u00f5es do passado no presente e a import\u00e2ncia de nos colocarmos atualmente dentro desses espa\u00e7os de disputa. S\u00e3o dois projetos distintos de experi\u00eancia humana que disputam entre si o espa\u00e7o de maior ades\u00e3o: um humanit\u00e1rio e solid\u00e1rio, outro violento e brutal; um que recupera nossa percep\u00e7\u00e3o da coletividade e outro que estabelece uma ordem de preval\u00eancia do mais forte sobre o mais fraco. A narradora-personagem lutou e sonhou pelo primeiro projeto, caracterizado por princ\u00edpios como justi\u00e7a social e solidariedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DALCASTAGN\u00c8, Regina; OLIVEIRA, Rejane Pivetta de; THOMAZ, Paulo C. (Orgs.) (2020). <em>Literatura e ditadura<\/em>. Porto Alegre: Zouk.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FIGUEIREDO, Eur\u00eddice (2017). <em>A literatura como arquivo da ditadura brasileira<\/em>. Rio de Janeiro: 7 Letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REZENDE, Maria Val\u00e9ria (s.d.). N\u00e3o nos lembramos dos rostos invis\u00edveis<em>. Suplemento Pernambuco<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTINI, Juliana (2018). \u201cUm lugar fora de lugar\u201d: a mulher e o sert\u00e3o em Maria Val\u00e9ria Rezende. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 55, p. 267-284.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3350.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3350\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Alfaguara-2016.webp\" data-caption-title=\"Alfaguara, 2016\" data-attachment-id=\"5047\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Alfaguara, 2016\" width=\"250\" height=\"381\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Alfaguara-2016\/1589739847.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22381%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20381%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Alfaguara, 2016<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Alfaguara-2025.webp\" data-caption-title=\"Alfaguara, 2025\" data-attachment-id=\"5046\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Alfaguara, 2025\" width=\"250\" height=\"392\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Alfaguara-2025\/3596662492.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22392%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20392%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Alfaguara, 2025<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Argentina-Mandacaru-Editorial-2025.webp\" data-caption-title=\"Argentina, Mandacaru Editorial, 2025\" data-attachment-id=\"6291\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Argentina, Mandacaru Editorial, 2025\" width=\"250\" height=\"366\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Argentina-Mandacaru-Editorial-2025\/3126003600.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22366%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20366%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Argentina, Mandacaru Editorial, 2025<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>REZENDE, Maria Val\u00e9ria. Outros cantos. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. Carlos Wender Sousa SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Pamela Ara\u00fajo O romance Outros cantos, da escritora paulista Maria Val\u00e9ria Rezende (Santos, SP, 1942), foi publicado em 2016. O livro rendeu \u00e0 autora o Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura como Melhor Livro do Ano de 2016 e o Pr\u00eamio Casa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1320,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[443,103,224,90,83],"cronologia":[34],"estado":[122],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,248],"class_list":["post-1319","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-educacao","tag-relacoes-de-genero","tag-resistencia","cronologia-34","estado-sao-paulo","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1319"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1319\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8728,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1319\/revisions\/8728"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1319"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=1319"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=1319"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=1319"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=1319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}