{"id":1215,"date":"2024-05-23T19:54:14","date_gmt":"2024-05-23T19:54:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1215"},"modified":"2025-11-12T18:01:04","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:04","slug":"meia-pata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1215","title":{"rendered":"Meia Pata"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">DANTAS, Ricardo. <em>Meia Pata. <\/em>S\u00e3o Paulo: Kazu\u00e1, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Ivanilde de Lima Barros<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Meia Pata<\/em> \u00e9 o primeiro romance de Ricardo Dantas (Santa Cruz, RN, 1979), escritor potiguar, bi\u00f3logo e professor. O livro foi lan\u00e7ado pela editora Kazu\u00e1, em 2013, mas devido \u00e0 sua sele\u00e7\u00e3o como obra a ser lida para o vestibular da Universidade Federal de Roraima, nos anos de 2016 e 2017, a narrativa passou por reformula\u00e7\u00f5es que visavam adequar a linguagem ao p\u00fablico jovem. Essa vers\u00e3o, finalizada com 212 p\u00e1ginas, acabou tamb\u00e9m por acrescentar elementos ao cap\u00edtulo intitulado \u201cBoca da Mata\u201d, cuja tem\u00e1tica central \u00e9 o modo de vida dos ind\u00edgenas. Apesar das reformula\u00e7\u00f5es e dos ISBN diferentes, a vers\u00e3o atualizada da edi\u00e7\u00e3o de 2013 n\u00e3o foi catalogada como segunda edi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 mais recentemente, o livro passou por outra reformula\u00e7\u00e3o, sendo considerada pelo autor como a vers\u00e3o final da obra, que foi lan\u00e7ada pela editora Unilivreira, do Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro tem como inspira\u00e7\u00e3o um conto de Dantas, escrito em 2008, cujo t\u00edtulo \u00e9 <em>Velho xereta<\/em>. Al\u00e9m dos contos, Ricardo Dantas possui apenas mais um livro publicado, <em>As aventuras de Jota Cabe\u00e7a e seus Guachebas<\/em>, lan\u00e7ado em 2022. O livro, uma publica\u00e7\u00e3o independente, ganhou uma edi\u00e7\u00e3o de bolso de 77 p\u00e1ginas. O texto \u00e9 teatral e se constitui como uma esp\u00e9cie de par\u00f3dia da vida de Jesus Cristo. <em>Meia Pata<\/em> permanece sendo sua principal e mais conhecida obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa de <em>Meia Pata<\/em> apresenta o personagem Daniel, um jovem bi\u00f3logo de 22 anos, que vai para o extremo norte do Brasil, onde, sob indica\u00e7\u00e3o de seu orientador de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, passa a trabalhar numa empresa de extra\u00e7\u00e3o vegetal para realizar sua pesquisa na \u00e1rea de recursos naturais. Daniel Silva chega ao estado de Roraima em 1989 e instala-se na cidade interiorana de Caracara\u00ed. Ap\u00f3s contratar, a mando da empresa, uma equipe de cinco pe\u00f5es experientes que ficaria sob sua lideran\u00e7a na empreitada de realizar um mapeamento de esp\u00e9cies vegetais, o jovem adentra a floresta com seu grupo e chega \u00e0 sede da fazenda Mundo Velho, uma base de apoio dessa empresa, a Bronze verde florestal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em seu primeiro dia nessa fazenda, Daniel presencia o ataque de uma on\u00e7a-pintada ao grupo de c\u00e3es da casa, bem pr\u00f3ximo \u00e0 varanda em que ele dormia. Essa mesma on\u00e7a ataca Daniel pelas costas quando ele j\u00e1 estava trabalhando h\u00e1 dias na floresta. Nesse ataque, o bi\u00f3logo est\u00e1 afastado de seu grupo, raz\u00e3o pela qual a on\u00e7a se sente segura para se aproximar daquele humano. Ap\u00f3s uns arranh\u00f5es profundos das garras, que alcan\u00e7am somente ombro e pesco\u00e7o gra\u00e7as \u00e0 grande mochila que o jovem carregava, a on\u00e7a-pintada fica frente a frente com um Daniel em choque. O homem \u00e9 salvo de um ataque mais severo quando os seus companheiros de equipe, que haviam percebido seu distanciamento, saem \u00e0 sua procura. Ao se aproximarem, fazem barulhos para afugentar a on\u00e7a, que salta, mas n\u00e3o deixam o local. Manel, um dos membros da equipe de Daniel, atira no animal, acertando principalmente sua pata dianteira esquerda, o que deixa o rastro dela, de apenas meia-pata, f\u00e1cil de identificar a partir daquele dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse incidente \u00e9 contado duas vezes no romance: no primeiro e no oitavo cap\u00edtulos. No primeiro, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cA on\u00e7a\u201d, os acontecimentos do ataque da on\u00e7a aos c\u00e3es, do tiro em sua pata e sua luta para sobreviver, at\u00e9 a morte de um dos membros da equipe de Daniel, s\u00e3o narrados a partir da perspectiva da on\u00e7a. O cap\u00edtulo, ent\u00e3o, funciona como uma abertura que instiga o leitor a querer saber quem s\u00e3o todos esses personagens e como tudo se deu, principalmente porque, nesse momento, a narrativa trabalha o ambiente e os sentimentos da on\u00e7a pr\u00f3ximo \u00e0quilo que tradicionalmente seria chamado de antropomorfiza\u00e7\u00e3o, mas que, pela sensibilidade da on\u00e7a, remete mais a uma forte consci\u00eancia de integraliza\u00e7\u00e3o desta com todo o bioma \u00e0 sua volta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo momento em que o romance narra o encontro de Meia Pata com Daniel \u00e9 o oitavo cap\u00edtulo, conectando cronologicamente esse epis\u00f3dio aos demais da vida de Daniel na Amaz\u00f4nia. J\u00e1 a morte do membro da equipe de Daniel, que tamb\u00e9m aparece sob a perspectiva da on\u00e7a no primeiro cap\u00edtulo, s\u00f3 \u00e9 contada no cap\u00edtulo 13. Na ocasi\u00e3o, a on\u00e7a urra pr\u00f3ximo ao acampamento onde o cozinheiro est\u00e1 sozinho, e, no desespero da fuga, ele cai no igarap\u00e9, onde h\u00e1 uma sucuri que o enla\u00e7a num abra\u00e7o fatal. Pelas marcas de Meia Pata no local, sabem que ela tem algo a ver com o incidente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de suas abundantes explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ao longo da narrativa e do tom pedagogizante de suas descri\u00e7\u00f5es, o romance regionalista <em>Meia Pata<\/em> traz uma perspectiva xam\u00e2nica quando trata das rela\u00e7\u00f5es entre homem e natureza. Esse dualismo entre o metaf\u00edsico e a realidade cientificamente pautada constituem um conflito na vida de Daniel, seja pela sua religiosidade crist\u00e3, que o jovem come\u00e7a a questionar, seja pela experiencia\u00e7\u00e3o xam\u00e2nica que Daniel teve na aldeia de sua namorada, ind\u00edgena da etnia Macuxi. Entretanto, o romance opta pela l\u00f3gica aristot\u00e9lica de diferencia\u00e7\u00e3o entre fic\u00e7\u00e3o e realidade, trazendo os acontecimentos dentro de um ideal de causalidade elucidativa que mant\u00e9m a verossimilhan\u00e7a como fio de seguran\u00e7a entre o que seria uma capacidade imaginativa, em seu enlevo, e os limites daquilo que seria poss\u00edvel acontecer na realidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s os encontros aterradores com a on\u00e7a-pintada, Daniel torna-se obcecado por Meia Pata, sobretudo porque se sente culpado pela morte dos dois membros de sua equipe. Ele peregrina na floresta sozinho durante meses inteiros, dividindo o mesmo territ\u00f3rio com a on\u00e7a. Nesse final de narrativa, homem e on\u00e7a-pintada t\u00eam os \u00faltimos dois encontros. No primeiro, \u00e9 o bi\u00f3logo que vai \u00e0 procura da on\u00e7a, forjando uma armadilha que falha: a on\u00e7a perde uma garra, mas n\u00e3o tem maiores ferimentos; j\u00e1 o bi\u00f3logo fica bastante machucado por conta do forte impacto com uma \u00e1rvore quando ele se locomove pendurado num cip\u00f3. \u00c9 nesse ponto que o romance engendra um paralelismo entre Daniel, completamente debilitado, e a on\u00e7a ferida do primeiro cap\u00edtulo do romance, constituindo os dois momentos mais expressivos da narrativa. Toda a luta que Meia Pata tem para sobreviver, para locomover-se ferida, como tamb\u00e9m o medo de deixar sua toca para alimentar-se, Daniel vive na pele humana. Escondido dentro de troncos de \u00e1rvores, Daniel passa noites e dias ouvindo a on\u00e7a ca\u00e7ar e andar livremente pela floresta, e sente inveja dela, porque Meia Pata provava ser dona do territ\u00f3rio no qual o bi\u00f3logo desarmado passava por n\u00edveis extremos de sede e de fome, chegando a comer os restos crus das ca\u00e7as abatidas pela on\u00e7a-pintada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa aproxima\u00e7\u00e3o pode ser explicada pelo vi\u00e9s do que a est\u00e9tica liter\u00e1ria do final do s\u00e9culo XIX come\u00e7ou a empreender sob o conceito de zoomorfiza\u00e7\u00e3o, que conv\u00e9m apenas para centralizar em torno de si mesma a exist\u00eancia humana como padr\u00e3o de comportamento, j\u00e1 que constr\u00f3i uma diferencia\u00e7\u00e3o entre ser humano e n\u00e3o ser humano, tomando a exist\u00eancia animal como inferior ao <em>homo sapiens<\/em> ou, metaforicamente, como desvirtua\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o e da moral. O romance filia-se a esse ideal, mesmo quando parece conferir \u00e0 on\u00e7a-pintada uma centralidade na narrativa, uma vez que seu mote ainda \u00e9 a forma pela qual \u201cUm bi\u00f3logo em Roraima\u201d, primeiro t\u00edtulo dado \u00e0 obra, segundo o autor, \u00e9 transformado pelo ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No segundo encontro, \u00e9 a on\u00e7a que acha Daniel, ainda mais exaurido pelos meses sem sair da floresta, sem querer voltar para sua antiga vida. Deseja apenas dividir o mesmo territ\u00f3rio que Meia Pata, mas para provar ao animal que tem o dom\u00ednio do lugar. Enquanto se encaram, nem Daniel, nem a on\u00e7a percebem a aproxima\u00e7\u00e3o do membro mais velho da antiga equipe dele, aquele que j\u00e1 havia matado muitas on\u00e7as antes. Esse homem acerta Meia Pata na cabe\u00e7a, para o desespero de um Daniel apaixonado por sua antagonista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dando um salto no tempo, a narrativa mostra, em seguida, o dia a dia de Daniel dentro da empresa, dando ordens, depois de quatro anos da morte de Meia Pata. Daniel sai daquela inoc\u00eancia e credulidade rom\u00e2nticas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas e ao mundo, para o padr\u00e3o de homem seguro de si, l\u00edder, palestrante, famoso por causa de Meia Pata. Como supervisor operacional da empresa, o bi\u00f3logo, a fim de preservar as suas pr\u00f3prias mem\u00f3rias, n\u00e3o permite que o local da morte da on\u00e7a seja devastado, assim como o restante do territ\u00f3rio do qual, agora, passou a ter o dom\u00ednio. Um Daniel mais inteiro e completo com o que ganhou da floresta permanece obtendo lucros com a devasta\u00e7\u00e3o do bioma. Por sua vez, a on\u00e7a continua lembrada por sua incompletude e sua ferida: apenas meia pata. E vida nenhuma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Meia Pata<\/em> \u00e9 uma narrativa que traz o encontro de exist\u00eancias outras no palco liter\u00e1rio, proporcionando uma rica reflex\u00e3o em \u00e2mbito est\u00e9tico sobre as viv\u00eancias de corpos em integra\u00e7\u00e3o. Se antes se pensava em constructo identit\u00e1rio somente como influ\u00eancia m\u00fatua entre humanos, textos como o de Ricardo Dantas apresentam uma nova ordem de integraliza\u00e7\u00e3o interpelada por exist\u00eancias que n\u00e3o t\u00eam o mesmo corpo nem a mesma linguagem, mas que est\u00e3o no mundo como absolutamente necess\u00e1rias \u00e0 teia da vida, de todas as vidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALMEIDA, Khatlen Lohanne Martins de (2019). Meia Pata para maiores. <em>In<\/em>: PROC\u00d3PIO, Eliabe; ROCHA, Felipe Thiago Cordeiro da. (Orgs.) <em>Estudos lingu\u00edsticos e liter\u00e1rios<\/em>. Boa Vista: Editora da UFRR.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FREIRE, Beatriz Ferreira Salles (2019). A on\u00e7a, o homem, a paisagem na obra Meia Pata de Ricardo Dantas: Rela\u00e7\u00f5es topof\u00edlicas. <em>In<\/em>: PROC\u00d3PIO, Eliabe; ROCHA, Felipe Thiago Cordeiro da. (Org.) <em>Estudos lingu\u00edsticos e liter\u00e1rios<\/em>. Boa Vista: Editora da UFRR. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FREIRE, Beatriz Ferreira Salles (2019). <em>Meia Pata de Ricardo Dantas<\/em>: subjetividades em devir. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal de Roraima, Boa Vista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3240.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3240\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Kazua-2013.webp\" data-caption-title=\"Kazu\u00e1, 2013\" data-attachment-id=\"1241\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Kazu\u00e1, 2013\" width=\"250\" height=\"380\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Kazua-2013\/1692127313.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22380%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20380%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Kazu\u00e1, 2013<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Unilivreira-2022.webp\" data-caption-title=\"Unilivreira, 2022\" data-attachment-id=\"1239\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Unilivreira, 2022\" width=\"250\" height=\"307\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Unilivreira-2022\/2258811050.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22307%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20307%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Unilivreira, 2022<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DANTAS, Ricardo. Meia Pata. S\u00e3o Paulo: Kazu\u00e1, 2013. Ivanilde de Lima BarrosIlustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora Meia Pata \u00e9 o primeiro romance de Ricardo Dantas (Santa Cruz, RN, 1979), escritor potiguar, bi\u00f3logo e professor. 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