{"id":1124,"date":"2024-05-23T18:08:50","date_gmt":"2024-05-23T18:08:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1124"},"modified":"2025-11-12T18:02:09","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:09","slug":"cronica-de-indomaveis-delirios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1124","title":{"rendered":"Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">SANTOS, Joel Rufino dos. <em>Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios.<\/em> Rio de Janeiro: Rocco, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Paula Renata Moreira<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Livro de Joel Rufino dos Santos (Rio de Janeiro, RJ, 1941 \u2212 Rio de Janeiro, RJ, 2015), <em>Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios<\/em> faz jus \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o que seu nome evoca \u2013 cr\u00f4nica. Tendo como mote a vinda de Napole\u00e3o Bonaparte ao Brasil durante a Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana, o livro dialoga com a cr\u00f4nica historiogr\u00e1fica, todavia, subvertendo-a. \u00c9 sabido que cr\u00f4nicas s\u00e3o textos em que se relatam fatos hist\u00f3ricos, costumeiramente seguindo a ordem temporal. Grandes nomes avultam como nossos primeiros cronistas: Pero Vaz de Caminha, Hans Staden, Fern\u00e3o Cardim, entre outros, cujo objetivo era descrever e registrar aquilo que viam em uma nova terra, o Brasil. A cr\u00f4nica, portanto, est\u00e1 indelevelmente ligada \u00e0 quest\u00e3o temporal e documental. Seu nome est\u00e1 relacionado, desde a origem, a \u201c<em>khronos<\/em>\u201d, que significa \u201ctempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua apropria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, por\u00e9m, a cr\u00f4nica perturba a ordem do vivido por meio do relato ficcionalizado e, a depender do cronista, discute mesmo as formas de contar a hist\u00f3ria. Em <em>Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios<\/em>, Joel Rufino dos Santos traz \u00e0 cena a figura de Napole\u00e3o, salvo da pris\u00e3o e trazido ao Brasil, e brinca com essa ideia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se sabe, o famoso l\u00edder militar franc\u00eas Napole\u00e3o Bonaparte, ap\u00f3s derrota na Batalha de Waterloo, em 1815, foi preso na ilha brit\u00e2nica de Santa Helena. A hist\u00f3ria factual informa que l\u00e1 permaneceu at\u00e9 sua morte por c\u00e2ncer estomacal em 1821. O texto de Joel Rufino, entretanto, reposiciona o destino desse personagem hist\u00f3rico. O romance situa-se no Nordeste brasileiro durante o s\u00e9culo XIX. Em sua ficcionaliza\u00e7\u00e3o, o autor coloca um grupo aficionado pelas ideias iluministas, acalentando o sonho de trazer Napole\u00e3o, resgatado da ilha brit\u00e2nica, para organizar a Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana. Assim, o franc\u00eas chega ao territ\u00f3rio brasileiro e ser\u00e1 respons\u00e1vel por batalhas e tamb\u00e9m por questionar a estrutura daquela sociedade espec\u00edfica, apontando para a impossibilidade de vencer a guerra sem a for\u00e7a negra. Diz o personagem: \u201c\u00c9 a \u00fanica chance. Temos cinco fortalezas e um p\u00edfio ex\u00e9rcito de dez mil. Com os negros, teremos cinquenta mil, cem mil, trezentos mil, que digo! [\u2026] Se os de baixo n\u00e3o sobem, n\u00e3o se ganha a guerra. Essa \u00e9 a \u00fanica li\u00e7\u00e3o que aprendi em Brienne\u201d. Para os estudiosos da obra de Rufino dos Santos, tal questionamento seria pr\u00f3prio da discuss\u00e3o acerca das \u201cideias fora de lugar\u201d \u2013 uma express\u00e3o de Roberto Schwarz \u2013, ou seja, dos ideais europeus em contradi\u00e7\u00e3o com a organiza\u00e7\u00e3o social brasileira. Como se sabe, a Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana de 1817 foi um movimento republicano e separatista, ocorrido alguns anos ap\u00f3s a chegada da fam\u00edlia real portuguesa ao pa\u00eds. A regi\u00e3o a\u00e7ucareira vivia uma crise que culminou na revolta, para o que colaboraram os ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, iniciada em 1789 e cujos impactos ainda repercutiam na Europa. A revolta de Pernambuco foi composta por diversos setores, entre eles, comerciantes, militares, padres e a elite local, sendo que alguns personagens hist\u00f3ricos, como o Padre Jo\u00e3o Ribeiro, Domingos Jos\u00e9 de Martins, entre outros, aparecem no romance de Joel Rufino dos Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A revolu\u00e7\u00e3o desejava, entre outras requisi\u00e7\u00f5es, a proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica, a instaura\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas poderes, o aumento do sal\u00e1rio dos soldados, o fim dos impostos, a liberdade de culto e de imprensa e, contraditoriamente, a manuten\u00e7\u00e3o do trabalho escravo. N\u00e3o \u00e9 sem ironia, portanto, que Joel Rufino dos Santos decide situar seu romance em plena revolta, revolta essa que se queria progressista em rela\u00e7\u00e3o a seus ideais, mas mantinha intacta a ordem escravocrata. A participa\u00e7\u00e3o negra solicitada por Napole\u00e3o, por sua vez, n\u00e3o representa reden\u00e7\u00e3o negra, mas uma vis\u00e3o mercantilista da participa\u00e7\u00e3o desses atores para salvar a revolu\u00e7\u00e3o. Refor\u00e7a o franc\u00eas: \u201cEstou falando \u2013 retomou com o acento impolido que muitas vezes tomava \u2013 de usar a \u00fanica for\u00e7a real que tem essa terra: os et\u00edopes. S\u00f3 ela pode alavancar a liberdade, como a <em>canaille<\/em> jacobina que s\u00f3 conhecem de livros de Hist\u00f3ria. Derrotados os Bragan\u00e7a, voc\u00eas os isolam, lhes d\u00e3o um peda\u00e7o do territ\u00f3rio, que aqui sobra, e fundam uma Rep\u00fablica toda branca, <em>comme il faut<\/em>\u201d. Todavia, a pr\u00f3pria exist\u00eancia de Napole\u00e3o na batalha traria seus mist\u00e9rios, s\u00f3 descobertos ao fim da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ironia \u00e9 farta no livro em quest\u00e3o. Tal figura de linguagem \u00e9 um dos recursos fundamentais para o conhecido romance hist\u00f3rico p\u00f3s-moderno, tamb\u00e9m conhecido por metafic\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica, conceito da estudiosa Linda Hutcheon (1988). Nesse tipo de produ\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria \u00e9 repensada \u2013 tanto em seus acontecimentos factuais, como na pr\u00f3pria forma de contar o passado. Para Maril\u00e9ia G\u00e4rtner (2006), o marco inicial do romance hist\u00f3rico contempor\u00e2neo no Brasil \u00e9 o livro <em>Catatau<\/em>, de Paulo Leminski (1975). A autora, entretanto, aponta outros t\u00edtulos marcantes desse estilo: \u201cobras como <em>Galvez, o imperador do Acre<\/em> (1976), de M\u00e1rcio Souza; <em>Em liberdade<\/em> (1981), de Silviano Santiago; <em>Viva o povo brasileiro<\/em> (1984), de Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro; <em>A casca da serpente<\/em> (1989), de Jos\u00e9 J. Veiga; e <em>Boca do inferno<\/em> (1989), de Ana Miranda, proclamaram o romance hist\u00f3rico entre o p\u00fablico leitor e a cr\u00edtica, no final do s\u00e9culo XX\u201d. \u00c9 a essa tradi\u00e7\u00e3o que se filia Joel Rufino dos Santos e seu <em>Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria, no livro, est\u00e1 a servi\u00e7o de sua pr\u00f3pria interpela\u00e7\u00e3o. N\u00e3o importa se o contado aconteceu de verdade e se os personagens fict\u00edcios se misturam aos reais. O prop\u00f3sito est\u00e1 justamente em mesclar realidade e fic\u00e7\u00e3o, de modo a permitir ao leitor que repense n\u00e3o s\u00f3 o pr\u00f3prio acontecimento, mas o que se sabe sobre o que ocorreu, na medida em que as narrativas questionam possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dividido em duas grandes partes \u2013 \u201cO di\u00e1rio de Rold\u00e3o Gon\u00e7alo Rebelo \u2013 1817\u201d e \u201cA trama \u2013 1835\u201d \u2013 o livro come\u00e7a pela descri\u00e7\u00e3o das origens do personagem Rold\u00e3o Gon\u00e7alo Rebelo, como se pode perceber pelo t\u00edtulo, por meio de seu di\u00e1rio. Para al\u00e9m da import\u00e2ncia da pr\u00f3pria descri\u00e7\u00e3o, avulta tamb\u00e9m o g\u00eanero que escolhe o autor para iniciar a narrativa: um di\u00e1rio \u2013 fonte documental particular. Na pesquisa hist\u00f3rica, os di\u00e1rios ganharam relevo ap\u00f3s a valora\u00e7\u00e3o das fontes n\u00e3o oficiais. Assim, textos escritos por particulares, com inten\u00e7\u00f5es diversas, puderam ser largamente investigados para a reconstru\u00e7\u00e3o de acontecimentos passados, sob novas perspectivas. Di\u00e1rios de personalidades pol\u00edticas ou famosas, por exemplo, costumam imbricar fatos de car\u00e1ter p\u00fablico \u00e0queles de t\u00f4nus pessoal. Todavia, tamb\u00e9m os di\u00e1rios de pessoas sem proje\u00e7\u00e3o p\u00fablica podem ter interesse na reconstru\u00e7\u00e3o dos acontecimentos, na medida em que permitem perceber ind\u00edcios de pr\u00e1ticas e comportamentos de \u00e9pocas passadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, ganha relevo a escolha de Joel Rufino dos Santos pelo g\u00eanero <em>di\u00e1rio<\/em> para compor a narrativa da primeira parte. Por meio dele, pode-se ter acesso \u00e0s observa\u00e7\u00f5es em primeira pessoa de Rold\u00e3o Gon\u00e7alo Rebelo, bem como se p\u00f5e em evid\u00eancia a pr\u00f3pria fonte para a constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e seu valor testemunhal. Rold\u00e3o \u00e9 um personagem negro pernambucano ou, como se dizia \u00e0 \u00e9poca, mulato. Tal denomina\u00e7\u00e3o tem a ver com sua origem. S\u00e3o suas as palavras: \u201cNada sei dos parentes que medeiam entre o filho de Miriam e meus pais, certamente esgalhados em cafuzaria e mulataria pernambucanas, obscuros no nome e na cor\u201d. Rold\u00e3o participa de todo o conluio ao redor da vinda de Napole\u00e3o e \u00e9 atrav\u00e9s de seu ponto de vista que acompanhamos a primeira parte da hist\u00f3ria. O personagem aparece, <em>a posteriori<\/em>, no romance <em>Claros sussurros de celestes ventos<\/em> (Bertrand Brasil, 2012), do mesmo autor. \u00c9 Sim\u00f5es J\u00fanior (2015) quem comenta: \u201cCaso igualmente digno de an\u00e1lise seria o entrela\u00e7amento de <em>Claros sussurros<\/em> com outro romance do autor, <em>Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios<\/em>, cujas duas partes, \u2018O di\u00e1rio de Rold\u00e3o Gon\u00e7alo Rebelo\u2019 e \u2018A trama\u2019, s\u00e3o associadas, ao narrar-se a hist\u00f3ria de Cruz e Sousa, a dois manuscritos, escritos por punhos diferentes, que o poeta negro ganhara, como presentes, de seu professor\u201d. Percebe-se, desde logo, que a rela\u00e7\u00e3o entre hist\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o \u00e9 uma constante na obra de Joel Rufino dos Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios<\/em>, nota-se, tamb\u00e9m, a quest\u00e3o propriamente temporal. Duas grandes datas ou per\u00edodos comp\u00f5em o livro, ambos marcados por insurrei\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas no Nordeste do Brasil. A segunda parte, \u201cA trama \u2013 1835\u201d, situa o leitor na Bahia, em plena Revolta dos Mal\u00eas. O levante, conduzido por mul\u00e7umanos escravizados, objetivava a liberta\u00e7\u00e3o de compatriotas, bem como o fim da opress\u00e3o. No livro de Joel Rufino dos Santos, encontram-se novamente alguns personagens da revolta pernambucana de 1817 no cen\u00e1rio baiano, promovendo uma rasura hist\u00f3rica t\u00e3o ao gosto do autor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Joel Rufino dos Santos nasceu no Rio de Janeiro. Tendo participado, segundo Nei Lopes (2011), da \u201celabora\u00e7\u00e3o da revolucion\u00e1ria cole\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos intitulada <em>Hist\u00f3ria nova<\/em>, foi, por esse trabalho e por sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, v\u00e1rias vezes recolhido aos c\u00e1rceres da ditadura militar institu\u00edda no Brasil em 1964\u201d. Homem negro, Joel Rufino dos Santos \u00e9 um nome expressivo na literatura e na cultura brasileiras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 discuss\u00e3o da quest\u00e3o racial. Professor da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), teve tamb\u00e9m significativa atua\u00e7\u00e3o no campo da literatura infantil. Al\u00e9m dos citados, s\u00e3o dele tamb\u00e9m os livros <em>O que \u00e9 racismo?<\/em> (1980), <em>Quatro dias de rebeli\u00e3o <\/em>(1980), <em>Uma festa no c\u00e9u<\/em> (1982), entre outros. <em>Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios<\/em> possui apenas uma edi\u00e7\u00e3o, de 1991, com duas capas diferentes. A primeira \u00e9 ilustrada com a imagem da obra <em>Portrait of Amami Samori Toure<\/em> (1830 \u2013 1900), do artista Pierre Castagnez. Amami Samori Toure foi um cl\u00e9rigo mul\u00e7umano e estrategista militar que resistiu ao dom\u00ednio franc\u00eas na \u00c1frica. Sua representa\u00e7\u00e3o na capa da obra faz men\u00e7\u00e3o direta \u00e0 Revolta dos Mal\u00eas. Na segunda capa, de J\u00falio Zartos, h\u00e1 um personagem com uma m\u00e1scara de Napole\u00e3o, insinuando tanto o mote inicial quanto o desfecho da narrativa. O livro deve ser lido por todos aqueles que se interessam pela hist\u00f3ria do Brasil, pelo fazer hist\u00f3rico propriamente dito, bem como pelas quest\u00f5es relativas \u00e0s pessoas negras escravizadas no s\u00e9culo XIX e sua releitura contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00c4RTNER, Maril\u00e9ia (2006). <em>Mulheres contando hist\u00f3rias de mulheres<\/em>: o romance hist\u00f3rico brasileiro contempor\u00e2neo de autoria feminina. 2006. Tese (Doutorado em Letras) \u2013 Universidade Estadual Paulista. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/11449\/103689\">http:\/\/hdl.handle.net\/11449\/103689<\/a>. Acesso em: 13 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">JESUS, Flora de (2014). <em>As cartas rufinianas<\/em>: um di\u00e1logo inconcluso. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras e Ci\u00eancias Humanas) \u2013 Universidade do Grande Rio, Duque de Caxias. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/tede.unigranrio.edu.br\/handle\/tede\/307\">https:\/\/tede.unigranrio.edu.br\/handle\/tede\/307<\/a>. Acesso em: 13 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LOPES, Nei. Joel Rufino dos Santos (2011). <em>Dicion\u00e1rio liter\u00e1rio afro-brasileiro<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/joelrufinodossantos.com.br\/paginas\/artigos\/dicionario-literario-afro-brasileiro.asp\">http:\/\/joelrufinodossantos.com.br\/paginas\/artigos\/dicionario-literario-afro-brasileiro.asp<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARTINS, Jonas Lara (2021). <em>Repensando o negro no debate da forma\u00e7\u00e3o social brasileira<\/em>: a contribui\u00e7\u00e3o de Joel Rufino dos Santos. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Sociologia) \u2013 Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, S\u00e3o Carlos. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.ufscar.br\/handle\/ufscar\/16134\">https:\/\/repositorio.ufscar.br\/handle\/ufscar\/16134<\/a>. Acesso em: 13 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Joel Rufino dos (2013). <em>Claros sussurros de celestes ventos.<\/em> Rio de Janeiro: Bertrand, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SIM\u00d5ES JR., \u00c1lvaro Santos (2015). Um herdeiro de Lima Barreto. <em>In<\/em>: MOREIRA, Maria Eunice; DOVAL, Camila Canali (Orgs.). <em>Leituras de literatura brasileira contempor\u00e2nea<\/em>. Porto Alegre: EDIPUCRS. p. 27-56.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3142.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3142\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Rocco-1991.webp\" data-caption-title=\"Rocco, 1991\" data-attachment-id=\"1131\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Rocco, 1991\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Rocco-1991.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Rocco, 1991<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Rocco-2014.webp\" data-caption-title=\"Rocco, 2014\" data-attachment-id=\"1132\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Rocco, 2014\" width=\"250\" height=\"357.47663551402\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Rocco-2014.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22357.47663551402%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20357.47663551402%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Rocco, 2014<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SANTOS, Joel Rufino dos. Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios. Rio de Janeiro: Rocco, 1991. Paula Renata MoreiraIlustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel Livro de Joel Rufino dos Santos (Rio de Janeiro, RJ, 1941 \u2212 Rio de Janeiro, RJ, 2015), Cr\u00f4nica de indom\u00e1veis del\u00edrios faz jus \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o que seu nome evoca \u2013 cr\u00f4nica. 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