{"id":1110,"date":"2024-05-23T18:01:56","date_gmt":"2024-05-23T18:01:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1110"},"modified":"2025-11-12T17:59:21","modified_gmt":"2025-11-12T20:59:21","slug":"bandoleiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=1110","title":{"rendered":"Bandoleiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">NOLL, Jo\u00e3o Gilberto. <em>Bandoleiros.<\/em> Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Bianca Magela Melo<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Liana d&#8217;Abreu<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Terceiro livro de Jo\u00e3o Gilberto Noll (Porto Alegre, RS, 1946 \u2013 Porto Alegre, RS, 2017) \u2212 segundo romance \u2212,<em> Bandoleiros<\/em> inaugura um tra\u00e7o que ser\u00e1 recorrente na prosa do escritor: a figura do brasileiro que perambula entre reflex\u00f5es e del\u00edrios por um pa\u00eds estrangeiro, quase sempre os Estados Unidos<em>. <\/em>Uma das loca\u00e7\u00f5es para os acontecimentos \u00e9 Boston, onde o protagonista sem nome vai encontrar Ada, sua esposa em boa parte da trama, que havia ido para uma temporada de estudos. Assim \u00e9 com <em>Berkeley em Bellagio <\/em>(2002), hist\u00f3ria de um escritor brasileiro que vai dar aulas em uma universidade norte-americana; e similar a <em>Lorde<\/em> (2004), no qual temos outro escritor em viagem, desta vez \u00e0 Inglaterra; e ainda naquele que viria a ser o \u00faltimo livro do autor, <em>Solid\u00e3o continental <\/em>(2012), sobre um professor brasileiro de portugu\u00eas com passagem pelos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Noll, que esteve por temporadas como bolsista, professor ou palestrante naquele pa\u00eds, usa o estranhamento do estrangeiro para ampliar o tamanho da solid\u00e3o dessas personagens, ou aumentar o impacto dos acasos que parecem ser a \u00fanica lei interna na mov\u00eancia delas. Esse \u00e9 um autor, ali\u00e1s, que aprecia dispor suas personagens em longas caminhadas. <em>Bandoleiros <\/em>apresenta o encontro do narrador protagonista com personagens pouco assentados na vida, \u201cbandoleiros\u201d que, na vers\u00e3o dicionarizada, tanto indica trapaceiros ou salteadores como pessoas errantes, sem paradeiro certo, sendo este sentido mais afim \u00e0s personagens. O protagonista os atrai como um \u00edm\u00e3 enquanto anda a esmo: o poeta suicida que deseja narrar seu ato final, a crian\u00e7a que se arremete contra seu peito no Parque da Reden\u00e7\u00e3o, em Porto Alegre, o saxofonista cego que tremia de fome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">H\u00e1 sinais de um ex\u00edlio existencial nos tra\u00e7os que comp\u00f5em a personagem central: um escritor solit\u00e1rio e infeliz (mais um) que precisa trabalhar com \u201csugadoras tradu\u00e7\u00f5es\u201d para sobreviver e cujo \u00faltimo livro, bem recebido pela cr\u00edtica, n\u00e3o encontrou leitores. Um dos interlocutores que vive com ele rela\u00e7\u00f5es mais tensas \u00e9 o misterioso americano Steve. Os dois t\u00eam momentos de corpo a corpo como em um duelo. Eles se encontram em duas absurdas situa\u00e7\u00f5es, todas in\u00f3spitas: em uma casa de campo coberta de neve pr\u00f3ximo a Boston, para onde v\u00e3o depois de se conhecerem em um bar; e em um domingo de peregrina\u00e7\u00e3o do protagonista em que ele vai dar em um lugar pouco povoado nas imedia\u00e7\u00f5es de Porto Alegre. Steve n\u00e3o sabe ouvir e sua fala prolixa atrai e, simultaneamente, provoca o narrador. A rela\u00e7\u00e3o mal explicada entre os dois p\u00f5e o narrador como uma amea\u00e7a para o americano, que, em muitas cenas, est\u00e1 \u00e0 beira da morte \u2013 por assassinato ou coma alco\u00f3lico. Os momentos em que os dois contracenam, carregados de cenas escatol\u00f3gicas envolvendo o corpo de Steve, s\u00e3o as mais cinematogr\u00e1ficas do livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 simples acompanhar o que se passa entre esses dois homens e tamb\u00e9m saber os in\u00edcios e continuidades das a\u00e7\u00f5es em geral, pois a ordem n\u00e3o linear adotada e a linguagem seca, sem explica\u00e7\u00f5es, obrigam a pessoa leitora a agir como se montasse um mosaico com muitos cacos. Ou, ent\u00e3o, apenas a seguir a m\u00fasica pr\u00f3pria das frases. \u201cE toco a m\u00e3o no rosto dele e me v\u00eam aquelas purul\u00eancias todas. Mas por enquanto nada disso aconteceu. Por enquanto ainda escrevo <em>Sol macabro<\/em>, e nos intervalos olho o calor pela janela do escrit\u00f3rio\u201d. O apuro de Jo\u00e3o Gilberto Noll para armar frases, tamb\u00e9m aqui not\u00e1vel, \u00e9 como um ritmo espec\u00edfico para cada hist\u00f3ria. Nesse trecho, ele ensaia um modo de contar afim \u00e0 vida das personagens retratadas: nada \u00e9 monumental, mas h\u00e1 uma grande aten\u00e7\u00e3o a detidas observa\u00e7\u00f5es do narrador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Ele \u00e9 um tanto narcisista, pois dedica demasiada aten\u00e7\u00e3o a si e a suas perspectivas. \u201cEu quero olhar para o pequeno ramo de cipreste natalino pregado a esta porta de Beacon Hill. Esquecer a verdade do mundo. O mundo n\u00e3o passa desse pequeno ramo de cipreste contra a boa madeira dessa porta\u201d. Como Steve, que s\u00f3 fala de si, as outras personagens s\u00e3o egoc\u00eantricas e talvez por isso os elos entre eles s\u00e3o frouxos, como aparenta ser o do protagonista com sua esposa, Ada. A delirante sociedade minimal, da qual a mulher se torna adepta, exemplifica bem o n\u00edvel de di\u00e1logo entre os dois. Nas primeiras cenas, ela, ent\u00e3o professora de sociologia, leva para casa alunos que veem o marido de botinas, fantasiado de oper\u00e1rio brasileiro. A conversa do casal quase sempre \u00e9 mediada por uma das muitas atividades de Ada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">O \u00fanico com quem ele estabelece uma conex\u00e3o forte, de compreens\u00e3o m\u00fatua, \u00e9 seu amigo escritor Jo\u00e3o, com passagem curta, por\u00e9m importante, na trama. A hist\u00f3ria se inicia com um Jo\u00e3o p\u00e1lido, \u00e0 beira da morte, e se encerra com Jo\u00e3o sorridente do outro lado do vidro do aeroporto onde ele foi saudar o narrador. \u201cJo\u00e3o \u00e9 um escritor guerreiro. Acabou de lan\u00e7ar um romance esperan\u00e7oso. Uma hist\u00f3ria de amor na pen\u00faria\u201d. &nbsp;Hom\u00f4nimo do autor, Jo\u00e3o neste ponto faria refer\u00eancia a Noll, que havia lan\u00e7ado <em>A f\u00faria do corpo<\/em> sobre o amor entre dois mendigos. O apre\u00e7o por Jo\u00e3o e a doen\u00e7a dele s\u00e3o fios de humanidade incomuns nesta narrativa na qual se veem tantos exemplos da banalidade dos gestos. Jo\u00e3o \u00e9 um pequeno vislumbre de luz, de um tipo de amor. No todo, por\u00e9m, predomina o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">O sol \u00e9 um \u201csol macabro\u201d como o t\u00edtulo do romance recente do narrador-escritor. Em diferentes momentos, surge, inclusive, a inten\u00e7\u00e3o de fugir, p\u00f4r-se \u201cfora da jogada\u201d sem lamentar perdas. \u201cEu queria passar pelo menos vinte e quatro horas fora da jogada. N\u00e3o pertencer a ningu\u00e9m nem a algum fato, puro bebedor de dreher\u201d. Viver n\u00e3o \u00e9 motivador e o contato com a paisagem estrangeira s\u00f3 fez afundar a perspectiva de estranhamento. Quando o protagonista est\u00e1 no avi\u00e3o voltando dos Estados Unidos, afirma estar sendo levado de um ponto a outro do planeta \u201csem desejar ir nem ficar\u201d.&nbsp; No aeroporto, aguardou ansioso o momento de se entreter com um filme no voo e \u201cesquecer o mais completamente que eu tinha vivido um pesadelo e n\u00e3o uma viagem, e que nada absolutamente nada me esperava no Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Se o rompimento n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o radical quanto em <em>A f\u00faria do corpo <\/em>(1981), primeiro romance de Noll, que saiu na esteira do igualmente pujante \u2013 e muito premiado \u2013 livro de contos <em>O cego e a dan\u00e7arina <\/em>(1980), <em>Bandoleiros <\/em>refor\u00e7a, ao lado desses, a falta de lugar de personagens pin\u00e7ados no cotidiano, nada mais atual. E nenhuma delas est\u00e1 buscando se ajustar. Mesmo o tra\u00e7o reflexivo comum a muitos, inclusive a esse protagonista, n\u00e3o \u00e9 um questionamento que leva a agir na dire\u00e7\u00e3o oposta a seus quadros. H\u00e1 ainda o erotismo associado ao risco e a j\u00e1 citada peregrina\u00e7\u00e3o das personagens, quase sempre sem roteiro ou fim. Todos esses aspectos conformadores do desencaixe das personagens, aqui associado a um homem que sente o mesmo no estrangeiro ou no seu pa\u00eds, conectam este livro a um grande tema mobilizador da arte contempor\u00e2nea: a solid\u00e3o acompanhada. Em \u00e9poca pr\u00e9-redes sociais (anos 1980), Jo\u00e3o Gilberto Noll localiza uma solid\u00e3o sem p\u00e1tria, \u201ccontinental\u201d, a confirmar algo pr\u00f3ximo da impossibilidade da comunica\u00e7\u00e3o humana ali mesmo onde as pessoas acham que est\u00e3o mais integradas em rede ou globalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">HELENA, L\u00facia (2004). Uma sociedade do olhar: reflex\u00f5es sobre a fic\u00e7\u00e3o brasileira. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea, <\/em>Bras\u00edlia, n. 23, p. 179-190. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8996\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8996<\/a>. Acesso em: 28 fev. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">MIRANDA, Adelaide (2011). Abscesso na cidade: desencontro, viol\u00eancia e esquecimento em Bandoleiros, de Jo\u00e3o Gilberto Noll. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 14, p. 3-22. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8874\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8874<\/a><a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8874%3e\"><\/a>. Acesso em: 28 fev. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">SOUZA, Francisco Renato (2016). Noll contempla narciso: a escrita em reflexo. <em>Em Tese, <\/em>Belo Horizonte, v. 22, n. 2, p. 227-244. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.periodicos.letras.ufmg.br\/index.php\/emtese\/article\/view\/10926\/10133\">http:\/\/www.periodicos.letras.ufmg\/index.php\/emtese\/article\/view\/10926\/10133<\/a>. Acesso em: 28 fev. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">TIZZO, Celio (2006). &nbsp;<em>Um romance finissecular<\/em>:<em> Bandoleiros<\/em>, de Jo\u00e3o Gilberto Noll. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.ufms.br\/handle\/123456789\/1109\">https:\/\/repositorio.ufms.br\/handle\/123456789\/1109<\/a>. Acesso em: 28 fev. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3140.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3140\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"Nova Fronteira, 1985\" data-attachment-id=\"1120\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Nova Fronteira, 1985\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Nova-Fronteira-1985\/2455691241.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova Fronteira, 1985<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Rocco-1988.webp\" data-caption-title=\"Rocco, 1988\" data-attachment-id=\"1122\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Rocco, 1988\" width=\"250\" height=\"394.73684210526\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Rocco-1988.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22394.73684210526%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20394.73684210526%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Rocco, 1988<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Cia-das-Letras-1999.webp\" data-caption-title=\"Cia das Letras, 1999\" data-attachment-id=\"1119\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Cia das Letras, 1999\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Cia-das-Letras-1999.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cia das Letras, 1999<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Argentina-Adriana-Hidalgo-Editora-2007.webp\" data-caption-title=\"Argentina, Adriana Hidalgo Editora, 2007\" data-attachment-id=\"1118\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Argentina, Adriana Hidalgo Editora, 2007\" width=\"250\" height=\"372\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Argentina-Adriana-Hidalgo-Editora-2007\/3659258604.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22372%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20372%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Argentina, Adriana Hidalgo Editora, 2007<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Record-2008.webp\" data-caption-title=\"Record, 2008\" data-attachment-id=\"1121\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Record, 2008\" width=\"250\" height=\"373\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Record-2008\/3766885001.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22373%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20373%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 2008<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOLL, Jo\u00e3o Gilberto. Bandoleiros. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. Bianca Magela MeloIlustra\u00e7\u00e3o: Liana d&#8217;Abreu Terceiro livro de Jo\u00e3o Gilberto Noll (Porto Alegre, RS, 1946 \u2013 Porto Alegre, RS, 2017) \u2212 segundo romance \u2212, Bandoleiros inaugura um tra\u00e7o que ser\u00e1 recorrente na prosa do escritor: a figura do brasileiro que perambula entre reflex\u00f5es e del\u00edrios [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1111,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[256,100,155,92,66],"cronologia":[31],"estado":[119],"regiaodaautoria":[42],"autoria":[250,249],"class_list":["post-1110","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-conflito-psicologico","tag-espaco-urbano","tag-exilio","tag-migracao","tag-romance-de-viagem","cronologia-31","estado-rio-grande-do-sul","regiaodaautoria-sul","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1110"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1110\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5144,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1110\/revisions\/5144"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1110"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=1110"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=1110"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=1110"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=1110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}